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LINKS PRA ANIMAR O FIM DE SEMANA
Elas viajam e a gente viaja junto: todo um time de blogueiras tá em NY ao mesmo tempo – todas atualizando seus endereços de internê com mil novidades consumistas. Clica pra acompanhar as aventuras de Dia de Beauté, Garotas Estúpidas, Ana Paula Pedras e Chata de Galocha – e pra lembrar de como foi a estada da Thereza do Fashionismo no ano passado!
O filme e o clique valem a pena (e a musiquita é fooofa!!!): assisti essa semana Na Natureza Selvagem só porque vi esse mini-editorial com colagem e música, tudo junto, no UgaUgaGuga.
Coisas que a gente nem se dá conta mas que fazem parte da nossa vida de todo dia em frente ao espelho: lista com as dez criações que mudaram os rumos da moda, no site da Veja (via Favoritos).
Se for isso mesmo a gente já pode mandar fazer camiseta de torcida: Ugly Betty pode ganhar uma versão longa-metragem pros cinemas, vê no Tá na Vitrine! Mais: post super fofo por conta do último capítulo da série, feito pela Thais Losso. ;-)
O texto mais bonito que há sobre a morte do Alexander McQueen (e o que a gente pode conscientizar pra se deixar mais leve, especialmente em relação à moda) tá no Dus Infernus.
Um dos blogs de estilo pessoal mais legais daqui do Brasil mudou de endereço: atualiza nos seus favoritos o endereço do antigo Les Choses que J’aime que agora é Fashion Gone Wild.
Quando uma coisa começa a aparecer muito falta pouco pra gente querer usar, né? Tem uma tag ‘chapéu’ aqui no blog e a gente contou dessa onda de cabecinhas cobertas no blog da Triton. Mais: teve post sobre chapéus de feltro, fofíssimos, no Porcinas.
A CONTRIBUIÇÃO DE MCQUEEN
Alexander McQueen enxergou o futuro antes – e dividiu sua visão com todo mundo. Entendeu antes que individualizar é o caminho da moda inteligente, e instalou arte na sua passarela pra ajudar a gente a entender. Também com seu trabalho fez a gente lembrar que amigos vêm antes de tendências e vestiu a camisa de Kate Moss quando ela precisou. Essa mesma amiga arrepiou toda uma platéia de desfile em forma de holograma (gênio), fantasmagórico e impactante. Alexander McQueen faz a gente lembrar que moda é mais que roupa, por mais que redes de fast-fashion (e todo o resto do mundo!) reproduzam suas criações pra que mais gente beba dessa fonte. E essa é uma contribuição muito digna pra todo um mercado profissional – porque antes de ser profissional a gente é gente. Com coração, com paixão, con encantamento, com olho pra brilhar.

Alexander McQueen, estilista inglês mais que incrível, morreu na manhã de hoje. A gente na Oficina sente gratidão por esses momentos e essas imagens de arrepiar, de encantar, de não esquecer nunca mais. :(
História do trench coat
Sempre dá uma pontinha de curiosidade pra saber de onde vieram peças-ícone da moda. Tipo as bolsas da Hermés, ou da Chanel, e o trench coat da Burberry, né? E sabe que quando a gente vai atrás dessas histórias, muitas vezes, elas acabam sendo super mais interessantes do que a gente pensa. No caso do trench coat da Burberry, é possível perceber uma evolução fashion muito louca – e útil!, afinal ele nasceu como uniforme de guerra. Sabia?
Na I Guerra Mundial, as batalhas eram de contato – o soldado tinha que se arrastar e se esconder nas trincheiras pra assim chegar perto do adversário. Não era tipo a II Guerra, em que as brigas podiam acontecer à distância, com tanques e aviões e etc. Então o Thomas Burberry – fundador da marca – criou esse casaco pro exército inglês usar na I Guerra. Servia pra proteger de chuva, do frio e tudo o mais, tudo sem perder mobilidade, sendo confortável. Originalmente, o casaco se chamava ‘raincoat’, mas como os soldados lutavam nas trincheiras – as “trenches” – e daí virou trench coat.

O casaco funcionou tão bem pra sua finalidade que continuou no uniforme dos soldados ingleses na II Guerra – e o pessoal americano também aderiu. (mais…)
UM POUQUINHO DE HISTÓRIA DA MODA COM BALENCIAGA
Hoje a gente escuta esse tanto sobre Balenciaga, sempre com referência a uma moda muito atual, ligada nas ruas e no mundo globalizado, mas a história da maison é antiiiiiiga! E a simplicidade apresentada em suas coleções de agora – seja nas formas ou nas idéias, tudo sempre é simples mas muito impactante – acompanha a imagem da marca desde sempre. Cristóbal Balenciaga começou a costurar ainda jovem, com sua mãe (que era costureira), e foi incentivado a se aperfeiçoar por uma senhora da sociedade espanhola, chamada Marquesa de Casa Torres. Tempos depois ele abriu seu próprio ateliê e, pra se especializar em alta costura, comprava vestidos de grandes costureiros franceses, desmanchava todas as peças e as refazia do seu jeito! Com o começo da Guerra Civil Espanhola, Balenciaga foi obrigado a deixar seu país e partiu pra França – onde logo logo abriu um outro ateliê – isso era 1937. Os compradores franceses não demoraram a reconhecer o talento do jovem espanhol, mesmo que ele fosse esquisito: diz que Cristóbal Balenciaga tinha uma relação super ruim com a imprensa, por medo de que suas criações fosses copiadas. E mais: diz que ele apresentava suas coleções em desfiles tipo um mês depois de todo mundo, por conta desse mesmo medo!

A simplicidade sempre foi a marca registrada das criações de Balenciaga, mas não uma simplicidade qualquer: o corte de suas peças é considerado o mais preciso de todos, o mais genial. Quando todos os costureiros franceses de sua época moldavam formas com corsets ou com camadas de tule como suporte, Balenciaga conseguia seus volumes (inimagináveis!) sem suporte interno nenhum. Em 1958 (mais…)
o que é vintage? (e o que é só velho?)
Uma vez uma cliente perguntou pra gente como diferenciar o que é vintage do que é só antiguinho – pra saber o que tem valor, o que vale a pena guardar e o que pode ser descartado. A gente tentou explicar o valor da informação de moda na roupa – mas nem com muito esforço a gente conseguiria definir tão bem o que é vintage! É do Cajon DeSastre a melhor definição de vintage dos últimos tempos, direto desse post aqui:
“Para uma peça ser vintage os requisitos são os seguintes: ter pelo menos 20 anos de antiguidade, ser testemunha de um estilo próprio ou de um estilsta, não haver sofrido nenhuma transformação, representar um instante de moda e estar em perfeito estado.”
Então todas informadas e sabidinhas, de olho nas araras dos nossos brechós favoritos: vintage provavelmente custa mais – mas também tem mais valor e mais informação de moda. O que não descarta uns bons e “velhinhos” achados com menos de 20 anos de história-fashion, né?!??
lindezas-fashion de antigamente
Olha que coisa mais incrível o flickr dessa Mille Mott! Tem coleções de álbuns recheados de imagens de moda antiguinhas, de revistas tipo Vogue e Seventeen das décadas de 40, 50 e 60. Tem também anúncios, ilustrações e inspiração de sobra: uma quantidade infinita de combinações de cores, de proporções que a gente pode “revisitar”, de acessórios que hoje são vintage e mais. Passeio delícia pra essa tarde tão linda (não tá?!??). Foi dica da Bella! ;-)
Quem queria dar um abraço de gratidão nessa moça por disponibilizar isso tudo na internê levanta a mão! \o/
(quase) todas as saias do mundo!
Numa época em que a gente trabalha mointo e tem bastante responsabilidade, um top jeito fácil e rápido de ficar feminina é usando saias – que têm tudo a ver com nosso lado mulherzinha, já que para os meninos usar saias ainda não é assim… super ok (clica que é muito legal!). Saia é tipo ‘feminilidade instantânea’. Existem bilhões de modelos, e aqui tem uma listainha com os que a gente mais vê/experimenta na vida real nos últimos tempos. Vamos achar as nossas preferidas?

retinha, tulipa, godê, lápis, enviesada e em A: todas essas sainhas foram desenhadas pro livro do xico gonçalves, abc da moda ;-)
Saia tulipa: o Pierre Cardin criou em 1957 um modelo de saia em que as preguinhas ficam perto do cós e somem na parte de baixo da saia - o volume, então, fica na parte de cima do look, e na parte de baixo a saia fica mais sequinha. Bem boa pra moças bem magrinhas, já que cria volumes – tipo no bumbum e nas coxas!
Saia godê: é o modelo que mais precisa de tecido pra ser feito! A saia super rodada, com mointo volume, ficou famosa na década de 50 por conta do New Look do Dior – e rodopiou muito nos corpinhos das moças que dançavam o rock n’ roll daquela época. É cortada como um grande círculo, com um espaço no meio pra envolver a cintura de quem usa!
Saia evasê: também é conhecida como a saia em A, ou seja, mais ampla na parte de baixo do corpo. Na teoria é a saia que mais disfarça quadril grandinho – na prática todo mundo tem que experimentar tudo, e com a mente aberta!
Saia enviesada: super romântica, super fluida! Sabe quando o tecido é cortado na diagonal e não na direção da trama dos fios? Se a saia é costurada dessa forma, enviesada, ela cria a sensação de silhueta violão – por isso é um modelo ótimo pra meninas com formas retinhas.
Saia envelope: a saia tem três partes (quase iguais), uma fica atrás e as duas outras se sobrepõem na frente da peça. Dependendo do fecho pode acrecentar volume bem na barriguinha – a parte boa é que quase sempre esas saias são bem sequinhas e acabam afinando o quadril. Mointo boas pra usar com camisetas (ou outras partes de cima quaisquer!) por dentro.
Saia reta: a mais clássica de todas e a que combina com quase todos os tipos de corpo! A saia reta é bem boa pra ser coadjuvante dos tops mais bafo que a gente tem no guarda-roupa – e Carine Roitfeld apareceu linda com uma versão jeans, tempos atrás (lembra?).
Saia lápis: é a saia que afunila desde a cintura até o quadril e as coxas – mas é diferente do modelo “tulipa” porque não cria volumes na cintura. Como ela é mais justa do que os outros modelos, fica mais legal em quem tá com tudo em cima, sabe como?
E tem mais modelos, tem mais jeitos de usar, tem mais opinião e dicas pra dividir. Vamos continuar esse post nos comentários?!? Juntos?!?? ;-)
apertinho no coração
Uma pena que, com quase-nada de história de moda original – e com esse quase-nada muito pouco organizado, a gente tenha que aprender e entender a importância do Clodovil pro nosso meio/mercado só quando ele morre. Eu e a Cristi mesmo, que não estudamos moda (na faculdade) e ainda não fizemos curso de história da moda no Brasil (mas vamos fazer, já já), não sabemos – ainda – a dimensão da colaboração desse costureiro pra formatar o que a gente vive hoje, no nosso trabalho. Vamos então esperar os textos de gente que sabe mais, tipo Alcino e companhia, pra aprender juntos. E olha, deve ser uma colaboração e tanto – pessoalmente, eu não fui dessas crianças fashinoistas nem nada, mas lembro super do Clodovil desenhando na TV Mulher todo dia de manhã. Era bem estilão “querendo ser” moda pra vida real.

A foto é do UOL Moda, e acompanha um texto super bom e rapidinho sobre a vida e sobre a carreira do Clodovil, escrito pela Mariana Rocha. Quem encontrar mais textos pode deixar o link nos comentários pra gente ter aqui uma centralzona de pesquisa depois, o que acham? Que a gente nem é próxima nem fã nem nada, mas sempre dá um apertinho no coração quando alguém morre, não?!??













