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“PALETÓ AMADURECEDOR, JAQUETA REJUVENESCEDORA”
Situação em que a gente mais aprende e expande horizontes profissionais é trabalhando. O dia-a-dia com as clientes enche a gente de inspiração e de repertório, e o que a gente vai exercitando com uma cliente serve pra outra também e assim o trabalho só melhora, só cresce (em qualidade!) – uma delícia sem fim. Foi desse exercício que a gente tirou o post de hoje, vindo 100% da prática: a idéia de que a terceira peça do look pode funcionar como “equilibradora de mensagem”, como um acessório gigante (hihihihi!), e não só acrescentando um pouquinho de formalidade e possibilidades extra de se coordenar mais cor, mais textura, mais forma, etc.
Na hora de selecionar sugestões de coordenação pra cada cliente, a gente percebe que a terceira peça arremata a intenção de cada aparência. Em especial quando agente trabalha com jaquetinhas e paletós. Tipo: num look bem informal, com pernocas de fora e materiais despojados, um paletozinho acrescenta o que faltava pra que esse look alcance outras circunstâncias – e pra que seja usado mais vezes, em mais ocasiões, com outras pessoas acompanhando a gente. Como se ele não ficasse restrito ao ‘universo informal’, mas sim expandisse sua ‘área de atuação’ por conta desse complemento. Look de trabalho, por exemplo, que tiver com cara desencanada demais pra transmitir o compromisso que a gente tem com o que faz, também é prato cheio pra ser finalizado com paletó. Como se essa terceira peça tivesse o poder de formalizar e amadurecer instantaneamente pra equilibrar mensagens, sabe como?

Por outro lado, quando um look de trabalho (por exemplo) acaba ficando mais caretinha do que a gente queria, mais clássico do que precisava, quando as peças escolhidas ficam lindas juntas mas um pouco tradicionais demais… a terceira peça que acrescenta leveza, descontração e jovialidade é a jaqueta! Vale jeans, de camurça, de nylon, de brim (até colorido!) e de couro. O que importa nessa nossa idéia é que o corte e o caimento desse complemento sejam atuais – o que opera a mágica do equilíbrio de mensagens que a gente carrega na aparência e assim abre todo um novo mundo de possibilidades pro look. Se o paletozinho funciona como “amadurecedor e formalizador” de look, a jaqueta pode muito funcionar como “rejuvenescedor e informalizador”! Lembra a Helen Mirren de vestidón longo, bem black-tie mesmo, com jaquetinha de couro por cima? Tipo isso!

E aí, se a gente leva em consideração essa função extra da terceira peça – a de “acrescentadora de informação de estilo e intenção” no visual – as chances da gente aproveitar mais a possibilidade de criar camadas no vestir (e de se divertir com criatividade em frente ao espelho) é ainda maior. Todo mundo tem um paletozinho ou uma jaquetinha no guarda-roupa, agora é só montar nossos quebra-cabeças visuais com esperteza! Tem coisa melhor que administrar bem o que a gente vai entregar através do look pro mundo?!??
MICRO CASAQUINHOS, MICRO JAQUETINHAS
Nem sempre o que a gente vê em passarelas ganha mesmo a vida real. Não parece ser o caso com os casaquinhos/jaquetinhas de comprimento curto que desfilaram nessa última temporada. Imagina: no tempo mais quente a gente ganha da internet essas referências aí (mais na galeria no fim do post!). É verão, tá todo mundo de pernocas de fora, com caimentos mais soltinhos pra não prender a pele quente… proporções mais curtas pra parte de cima, então, protegem do ventinho do fim do dia na medida! A gente acha que sobreposições leves e curtinhas têm bem a cara do verão que vem. Veja só.

Tudo que é curto também parece largo (tudo ilusão de ótica). Jaquetinha curta, então, tem que ser coordenada sem tanto contraste em quem tem peitão, ombrão, pouca cintura – pra dar aquela alongada no torso, sabe como? E quanto mais curta (quase-quase como um bolerinho), mais equilíbrio ela cria entre ombros e quadris. Mas ó, o efeito mais bonito dessa jaquetinha, pra quem quer suavizar o tamanho dos quadris, acontece quando o que tá por baixo da terceira peça tem caimento leve e soltinho. Se a blusa for super justa e a jaquetinha deixar boa parte dela de fora, o efeito é popozuda demais (não é?). Quem tiver dúvidas pode perguntar nos comentários, a gente ajuda! Atenciôôôn, moças!
TIPO ARROZ E FEIJÃO
Arroz é gostoso, feijão é gostoso, mas arroz com feijão é delicioso!!! Depois que a gente prova um com o outro não dá mais pra comer separado, sabe!?! É mais ou menos esse o raciocínio pra dupla do verão: short + jaquetinha. Short sempre tem a cara da estação e a jaqueta é super atualizadora de look dessa temporada! Acaba que short + jaqueta fica suuuuuper moderninho e vira um look “do momento” bem fácil de reproduzir na vida real.
Porque a jaquetinha deixa o short mais cosmopolita, sem ter aquele ar de fim de semana. A pernoca fica de fora, mas os resto do corpo fica bem cobertinho e assim bem mais “adequável” a alguns ambientes onde o short não seria bem vindo. E não precisa ser um micro short, bermuda midi (um palmo acima do joelho) também funciona! Fica chique e despojado ao mesmo tempo. (mais…)
DO TRABALHO PRA BALADA
Tinha fila e era meio caro, mas eu ainda to arrependida de não ter trazido (das minhas férias) uma jaquetinha bordada das muitas que a TopShop tem. No site dá pra ver mais um monte de modelos ótemos, tudo meio começando em 75 e terminando em até 200 doletas. Mas ó, se voltasse no tempo eu fazia o investimento: imagina que com calças e saias retinhas, em tecido natural (mesmo jeans!), usadas com camisetinhas, essas jaquetas deixa o look do trabalho uma riqueza só. E aí, pra emendar direto no happy hour, a sapatilha dá lugar a um saltinho, o cabelo pode render um penteado e com brincos maiores e make caprichado… o look rende até altas horas! Boa idéia pra gente ver no próprio guarda-roupa o que vale uma visita àquela costureira que tem mãos de fada pra paétes e continhas, né? Eu queria, tipo a-go-ra!

E eu queria bem essa segunda aqui da foto. Tinha em preto também, eu experimentei e tudo, mas não me animei com a fila. Bobona, né? =|
JAQUETINHAS DIFERENTES
Não é linda essa jaqueta perfecto em veludo? A gente parou pra pensar que nessa onda de todo mundo motoqueiro com as jaquetinhas de couro, esse é um super jeito de se diferenciar: usando jaquetinhas na modelagem da hora feitas em outros materiais. Essa é de veludo do mais chique, mas valia também de cetim, de jeans, de algodão colorido, de moletom (que sonho!). Jeito ótimo de tirar ou acrescentar formalidade – no veludo a jaqueta substitui um paletozinho, no jeans ou no moletom combinam até com havaianas nos pés. E assim vão desde a balada mais arrumadinha até o programinha diurno do fim de semana! Quem souber onde tem na vida real avisa aqui, vai todo mundo querer!

Quer saber mais de balada? Clica pra conhecer o Prestonight. Quer entender essa parceria, Oficina + Balada? Clica pra ler o post em que a gente explica tudo!
QUASE ESPORTIVAS
A gente já falou que está percebendo uma informalização na forma das pessoas se vestirem, não falou!?! Mais do que informal, a moda está chegando a ficar esportiva, até! A jaqueta jeans virou sonho de consumo, as calças estão cada vez mais soltinhas e unisex, mochilas podem funcionar como bolsas, camisetas e regatas – cada vez mais podrinhas – são a base pra sobreposições, jeans apareceram nas passarelas desgastados e rasgados…
São elementos que a gente quer vestir/usar agora, mas que vieram lá dos anos 90. E sabe o que mais a gente usou nos 90 e que está querendo voltar agora? A parka!!! Ou a jaqueta esportiva, mais larguinha e/ou mais compridinha, que não define as formas, feita em material informal (tipo nylon ou plush).
As jaquetas espotivas têm aparecido em desfiles – principalmente internacionais – e em editoriais (lembra que a gente até mostrou na Vogue America?). E o jeito mais legal de usar essa “terceira peça” agora é coordenando em looks mais sofisticados: com calça tipo alfaiataria, com saia lápis ou de cintura mais alta, com vestidos tipo tubinhos mais atuais, com camisas ou suéteres de cashmere… (mais…)
NYLON E PLÁSTICO NA CHUVA, COM BLACK EYED PEAS
Hoje tá caindo uma chuvinha gelada aqui em SP, que não é motivo pra deixar o povo em casa à noite. A gente pensou em lembrar de aliados bacanas pras moças, “mantedores de balada sequinha”: o plástico e o nylon. Junto com isso veio uma vontade de nude e preto juntos – perfeitos pra noite: o tom da hora e o preto-de-sempre criam um contraste tão legal pro escurinho, não? Um quebra a doçura/dureza do outro e o equilíbrio tá feito. Repara que no vídeo da música aqui embaixo (Black Eyed Peas I GOT A FEELING – tamos amando essa música, perfeita pra sexta-pré-balada!) quem mais aparece tá de… nude e preto!
E aí se a gente encontra peças nesses tons, feitas em plástico e nylon, pezinhos e look ficam protegidos no chegar/sair de qualquer balada. (mais…)
AS “SAÍDAS” DA BALADA
Sabe ‘saída’ de praia? Vestidinho, canga, shortinho e tals? A gente começou a pensar que jaquetas sequinhas, dessas atuais, são as “saídas da balada”. Pensa que todo mundo (quase sempre) chega e sai da praia usando algum complemento. E que esse complemento tem função de proteção e de composição do look – mesmo que não acrescente calor, pode eventualmente refrescar (dependendo de material, de forma, de modelagem e mais). E nunca atrapalha o look, só acrescenta elementos pra coordenar, pra combinar, pra colorir – acrescenta interessância, além da função “protetora”. E tudo isso a gente pode ter também com jaquetinhas, não pode GENTE?

Pensa só, as jaquetinhas protegem de friozinho e também de muita-pele-de fora nos deslocamentos (de noitão, na rua né, vai saber). E se não são tão quentinhas quanto um tricô, por exemplo, também não fazem sentir frio a mais – só ajudam a enganar. (mais…)
CASACOS E PRECITOS
Junto com o friozinho pré-SPFW (!!!) veio também a onda das jaquetinhas. Daí eu quis ter um casaco bem quentinho mas mais curto – é super difícil achar jaqueta legal pra mim, eu tenho ombrão! – pra usar com pernocas de fora e pra chegar e sair dos lugares quando eu fizer sobreposições leves. Mas casaco é sempre um investimento, né, e eu tava enrolando pra procurar um modelón por medo dos preços (tá tudo muito caro!). Minhas amigas que não trabalham com moda me aconselharam a procurar em lojonas de departamentos (elas mesmas tavam usando casacos incríveis dessas lojas) dizendo que eu ia me surpreender. Lá fui eu então no fim de semana atrás de uma boa oportunidade de me manter quentinha sem gastar muito: no sábado eu experimentei opções da C&A, da Renner e da Luigi Bertolli e no domingo eu fui na Renner e na Zara. E olha, quanta surpresa boa, viu?
Todos os casacos das fotos aqui em cima e da galeria aqui embaixo custam, no máximo, R$ 400 – os da Renner e da C&A custam de R$100 a R$ 200, o da Luigi Bertolli custa R$ 260 e os da Zara custam de R$ 300 a R$ 400. Quase todos são 100% feitos de lã e são bem bem quentinhos. (mais…)
jaquetinhas pra quem tem ombrão/peitão
A gente fala fala fala de quem tem quadril e barriguinha e de quem quer parecer mais magra e mais alta… e esquece de quem tem silhueta mais “pesada visualmente” em cima, né? Nessa moda de jaquetinhas com tudo, quem tem medida de ombros mais larga que medida de quadril acaba tendo dificuldade de encontrar complementos que não deixem a silhueta inteira mais cheia. A chave pra ser feliz escolhendo quaisquer looks pra essa silhueta é manter a parte de cima neutra/lisa/pequeña e chamar atenção pra parte de baixo – com cores, com formas, com texturas ou com um desses elementos compensando outros. Partindo desse princípio – e querendo usar jaquetinhas – quem tem ombrão pode começar a coordenar as peças pensando em como fazer com que a jaqueta esteja lá (no look), mas não acrescente volume aos ombros e colo e peitinhos.

Fileira ruim: repara que todas as partes superiores dessas silhuetas (aqui em cima) parecem mais “cheias”! Na primeira foto o vestido afunilado-escuro-e-opaco faz com que a silhueta vire um Y. Nas fotos do meio as jaquetas fechadas demais inflam as partes de cima dessas moças – repara que mesmo com a parte de baixo fofa e clara da Anne Hathaway (na quarta foto) a jaquetinha super fechada cria um “paredão”sobre o peito e incha essa área! E a última foto da fileira prova que a teoria nem sempre dá certo na prática: listras horizontais tendem a alargar, o que seria bom pra essa parte de baixo; cores contrastantes super chamam atenção e tinham que desviar o olhar pra saia… mas a jaqueta com modelagem arredondada – com punhos na barra – deixou a Juno com forma de pirulito. Daí, pelas fotos a gente conclui que abas sobre os ombros, “lapelas” largas demais, transpasses e jeitos muito fechados de usar, modelagem tipo bomber e punhos nas barras não são legais pra quem quer disfarçar ombros e peitão.

Então vamos ter aulinha com as fileiras boas: na primeira foto a jaqueta é usada com uma parte de baixo clara (o que é ótimo!), mas com modelagem afunilada, reta demais. Os ombros justinhos/no lugar da jaqueta e o jeito aberto de usar fazem com que a gente enxergue um pedacinho “menor” de parte de cima comparando com a parte de baixo, tá vendo? Especiamente porque a parte de fora do look é mais escura que a parte de dentro – isso é super legal da gente prestar atenção em frente ao espelho, traçar essas linhas amarelas na nossa imaginação e testar em casa mesmo. Nas outras fotos as jaquetas tendem a ter modelagem mais “aberta” na parte de baixo, mais ou menos como as saias em A fazem – e tudo que ‘alarga’ embaixo acaba ‘afinando’ em cima! Na segunda foto a jaqueta tem uma aba super larga e mesmo assim o look funciona – a sacada é a aba “cair” na direção dos seios, pra baixo, e não sobre os ombros, sem apontr pra cima.

E aí, prestando atenção nos elementos mais “acrescentadores de volume” de cada jaqueta, vale pensar com carinho na coordenação: as moças dessa última fileira de fotos escolheram cores e modelagens pras suas partes de baixo que ajudam a afinar super a parte de cima das suas silhuetas. Vale coordenar jaquetas sequinhas nos ombros, retinhas na modelagem, com mangas estreitas e material mais maleável (sem prender na barra! sem golona!) com cores vivas, cores claras, modelagens amplas embaixo, tecidos esvoaçantes – que dão sensação de volume – e estampas e texturas, mesmo em monocromático. E tem que se dispor a experimentar mil modelos, mil vezes, sem cansar nem desistir, porque a teoria – mesmo essa daqui! – pode sempre limitar mais do que multiplicar opções. Né?!?? ;-)













