Arquivos de Posts

Você procurou pela tag "lanvin"

Poá: uma tendência com grandes chances de ser promovida

Xadrez, listras, pied de poule (pé de galinha) e poás estão entre as estampas mais clássicas do mundo: aquele tipo de padronagem que conquista facilmente até as pessoas mais fieis aos tecidos lisos.

Entre elas, a gente vem notando uma aparição mais frequente do poá: aquelas bolinhas (ou bolonas) que deram as caras durante as coleções resort de 2010 e vieram com tudo no inverno deste ano.

Somente em 2011, Dior, Paul Smith, Marc Jacobs, Stella McCartney, Lanvin e Catherine Malandrino trouxeram poás em seus desfiles.

Poá é clássico, é lindo e é uma das estampas mais fáceis de coordenar com outras estampas, sendo um ótimo começo para quem ainda tem medo de pesar na mão.

A mensagem mais forte do poá é a de delicadeza, estilo antiguinho e feminilidade, remetendo a um estilo vovó.

Quem quiser usar a tendência fugindo dessa mensagem original, deve balancear com peças mais joviais, como shortinho jeans, tênis, cabelo preso de um jeito calculadamente bagunçado, vestido curto ou acessórios divertidos.

A própria estampa de bolinha pode ficar mais ou menos jovial, a depender do nível de contraste entre o fundo e os detalhes. Dentro dessa lógica, bolinha preta em fundo branco seria o mais vovó possível enquanto misturas com cores mais vivas e contrastantes fugiriam um pouco do envelhecimento precoce.

Outra solução para rejuvenecer o poá e ainda associá-lo a outra tendência forte é usar com acessórios pesados: coturno feminino, sapato de madeira, colarzão.

Aproveitar a modinha para adquirir boas peças de poá é muito esperto porque a mesma peça que hoje serve como atualizadora de look, amanhã irá compor seu acervo de peças atemporais. Não é qualquer tendencinha que tem esse futuro brilhante pela frente, minha gente!

Tags: , , , , , , 15.09.2011 - 00:36 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 12 Comentários

LINKS DE FIM DE SEMANA

Um pouco mais do documentário sobre Yves Saint Laurent e seu companheiro de vida e negócios, no A Moda é, com direito a observação da importância da arte no repertório visual dele, que depois aparecia todo referenciado nas criações de moda.

O Glamour de Garagem ressaltou como as camisas de seda estão voltando com tudo e o quanto elas são fresquinhas e ideais pra dias quentes – só tem que tomar cuidado com cores escuras pra não fazer pizza de suor embaixo dos bracinhos! (haha)

Texto imperdível do Luigi Torre no seu About Fashion sobre alfaiataria masculina, seus maiores ícones e sua relevância hoje em dia. Pra todo mundo que se interessa pelo assunto, vale muito a pena!

Pra não ter desculpa de usar seeempre a mesma bolsa, especialmente por conta de organização: o Achados da Bia tem dica ótima de um organizador que já vem com divisórias e tals – e na hora de trocar de bolsa é só trocar a bolsinha-organizadora de lugar, sem deixar nada pra trás!

A Camila Yahn traduziu pra gente e postou no seu blog uma reportagem do New York Times com Carine Roitfeld, em que ela fala sobre censura, o trabalho na Vogue Paris (que tá completando 90 anos!) e sua vontade de abrir um Karaokê. Super vale a pena!

Observações inteligentes e super pessoais sobre Coco Chanel no Reverbera Querida, lembrando a gente do quanto Coco saiu de seu lugar comum, tendo crescido num internato, sendo orfã, aprendendo a fazer dos seus muitos limões uma limonada e tanto. Quase engraçado pensar que sua roupa favorita era o pretinho básico, exatamente o que as freiras usavam to-dos-os-dias. ;-)

O Santa Rendeira reuniu imagens impactantes de vestidos cheios de formas e volumes, num post chamado esculturas de vestir que é de cair o queixo! Pertinho da gente (pertinho mesmo!) tem exemplos de gente bacana que, já na faculdade, exercita o olhar de moda pra muito além da vida real – talvez pra um mundo incrível de sonhos!

Mais legal que desejar é olhar além do produto, e foi exatamente isso que o Fashion Gazette fez com esse post sobre a coleção da Lanvin pra H&M. Post diferente de todos os outros sobre esse mesmo assunto, com as imagens sempre lindas do blog. Ainda sobre Lanvin, a gente investigou a história da maison, lembra?

Fotos e mais sobre a loja-conceito que a C&A inugurou  aqui em SP no Aqui só tem Bafon. É a primeira desse jeito no Brasil e a gente tá programando em fazer uma visita em vídeo pro blog!

A Vogue Inglesa conseguiu a proeza de reunir 15 tops num editorial só. O Glamour Paraguaio mostrou as fotos na íntegra com Kate Moss, Lara Stone, Daria Werbowy, até a mais novinha Georgia Jagger, todas fotografadas por Mario Testino. Muita mulher bonita junta!

Pra entender melhor como a pele envelhece: o Bulle de Beauté fez esse post ótimo explicando como todo esse processo acontece e ainda o que a gente precisa fazer pra evitar (o quanto der!) esse envelhecimento. Dica da nossa colaboradora-amada, Juliana Cunha.

O Fashionismo fez uma listinha das 5 lojas virtuais que valem muito a pena conhecer. Tudo com dicas do que comprar, quem tem as melhores liquidações e quanto tempo demora pra chegar tudo por aqui. Segurem seus cartões. :)

O CAMINHO DA LANVIN ATÉ À H&M

Imagina uma francesinha aprendiz de costureira que inicia uma carreira de chapeleira na Paris de 1890. Daí essa chapeleira (e aprendiz de costureira) começa a fazer roupas pra sua irmã mais nova e pra sua filha – e as clientes que comprava chapéus com ela se encantam com as suas criações. Diz que era tudo combinandinho, tipo roupa de mãe e de filha iguaizinhas (alô marcas de hoje fazendo isso daí, né). As encomendas começaram a se multiplicar, mais e mais clientes (importantonas) curtiam as roupas que essa francesinha fazia, e então ela abriu uma loja/boutique na Rue du Faubourg Saint-Honoré. Essa francesinha chamava Jeanne Lanvin. Rá!

Tempos depois Jeanne Lanvin entrou pro sindicato da alta-costura e aí deixou de ser essa francesinha que começou como chapeleira e aprendeu a costurar (ô se aprendeu!) e passou a ser uma ‘couturiére’: o que ela fazia, então, passou a ser alta-costura. Isso era em 1909 e ela já tinha também artigos de decoração, moda masculina, peles e lingeries pra vender nas suas lojas. Daí foi um pulo pra nossa amiga Jeanne Lanvin expandir grandiosamente a marca com o lançamento do perfume Arpége (em 1927) e se tornar uma das estilistas mais influentes da primeira metade do século XX, por conta dos seus bordados com miçangas em cores limpas/claras, dos florais (meio que uma marca registrada do trabalho dela), dos vestidos românticos com uns toques de severidade – que a gente percebe até hoje nas criações da maison. Alguém lembrou dos babados-drapeados em tecidos estruturados? Então!

O sucesso de madame Lanvin e sua marca era tanto que teve um tempo em que ela abriu uma fábrica de tintas (!!!) em que era elaboradas as cores originais e sutis da sua “paleta Lanvin” – tá boa?!?? Acontece que uma hora essa criadora morreu, a administração da marca ficou por conta de sua filha, que quando morreu deixou pra uma prima e assim vários estilistas passaram por lá (inclusive o Ocimar Versolato, lembra?). Hoje quem toma conta das criações da maison Lanvin é o – nosso amado – Alber Elbaz, que faz tudo simples e feminino bem com a mesma sacada da própria Jeanne. Um rapaz fuefo que saiu de Israel pra NY, trabalhou em loja de vestido de festa, foi contratado pelo Geoffrey Beene (isso em 1989) e lá exercitou o desprendimento de quaisquer tendências pra focar na execução, no caimento e na idéia de cada roupa. De lá ele ainda trabalhou no Guy Laroche, no Yves Saint Laurent, na Krizia… e então na Lanvin!

Por conta disso tudo é tão legal a H&M disponibilizar produtos baratinhos que tragam pra perto da gente um pedaço desse sonho. Mais legal de tudo é o Alber em si dizer no vídeo que topou não porque era oportunidade de popularizar a Lanvin, mas sim a chance de fazer H&M em versão luxo. Demais, né? A gente é BEM fã. :)

Tags: , , , 03.09.2010 - 12:17 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 26 Comentários

ombros e braços na moda: força e poder!

Um dia, numa aula (tempos atrás), a Cris ouviu a Lílian Pacce contar uma estorinha. Diz que ela entrevistou Alber Elbaz, estilista à frente da maison Lanvin (em Paris), e que ela perguntou a ele porque ele tinha trabalhado tanto os ombros das peças da coleção dele (na época). Ele respondeu que na verdade não tinha trabalhado ombros, e sim braços: porque ombros marcados comunicam ‘poder’ e braços trabalhados (em mangas!) comunicam ‘força’. E completou explicando que, na década de 80, a moda super marcou/trabalhou os ombros femininos pra que as mulheres “se equiparassem” aos homens no mercado de trabalho, poderosas em igualdade. Faz super sentido, que ombros marcados (com ombreiras e tudo) moldam uma silhueta em formato de “triângulo invertido”, com parte de cima mais larga que a parte de baixo (do quadril) – e essa silhueta é considerada a ideal pros meninos (tecnicamente), sabia?!??

mangas-de-forca
essas mangas apareceram no desfile de armani privé, na alta-costura

E aí que, depois que as mulheres “já se equipararam” aos homens, faz super sentido a moda comunicar ‘força’, pra que todo mundo dê conta de tudo que assumiu junto com essa igualdade – FAZ SUPER SENTIDO, NÃO FAZ? A gente lembrou dessa estória vendo as fotos da alta-costura (que tá acontecendo agora, tem tudo no style.com!) – e tem mangas trabalhadas sim, mas também tem muito ombro… o que a gente acha?!?? O que todo mundo acha?!??

AJUDA PRA OFICINA: falando em Lílian Pacce, diz que a gente apareceu no GNT Fashion dessa semana, explicando o que é a calça cenoura e ainda contando como usar. A gente não viu ainda, mas tem reprise – alguém consegue gravar e disponibilizar a gente no YouTube, pra por no blog?!?? Hein, alguém ajuda?!??