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VIDEOZITO: TIRADOR DE ETIQUETA

Direto na nossa caixa de primeiros socorros de stylist (!!!) tem aqui o “tirador de etiqueta”, ou como a Tati chama, “descosturador”. É tão pequenininho que pode passar batido pelo olhar de quem procura adiantar a vida com apetrechos de armarinho, mas adianta a vida um tanto! Ele serve pra desfazer costuras e tirar etiquetas e abrir partes de roupas e acessórios, mas sem risco de rasgar ou romper – como pode acontecer quando a gente usa tesoura grande ou estilete pra fazer as mesmas coisas. Pode parecer bobinho mas a gente usa muito, muito mesmo. E na vida de todo dia a gente sempre precisa de uns truquinhos desses pra ter sempre manutenção nota 10 nas nossas coisas, né? Tá aqui então!

Tags: , , 13.07.2009 - 17:30 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 21 Comentários

o que dobra e o que pendura em cabide?

Tudo que a gente usa pode ser feito em tecido plano ou em “tecido que estica” – a gente não sabe se tem um nome específico pra isso ou se todo tecido que estica pode ser chamado de malha, então vamos chamar assim. Os tecidos planos são os que não tem elasticidade, que não se “abrem” quando a gente puxa de um lado pro outro. Os tecidos que esticam têm elastano na sua composição ou são confeccionados em malha, e eles esticam quando a gente puxa, grudam mais na pele, têm tramas que se abrem e são mais maleáveis. Identificar o que estica e o que não estica – ou o que é tecido plano e o que é malha – é essencial pra saber como acomodar da melhor forma tudo que a gente tem, pra que as roupas não acabem ou deformem antes do prazo de validade natural delas!

Peças feitas em tecido plano, que não esticam, podem ser penduradas em cabides. Tipo algodão de camisa, jeans e sarja, lã, sedas e tudo tudo tudo que não tiver nem um pinguinho de elasticidade. Em cabides apropriados pra cada tipo de roupa, de preferência!, com ombrinhos e presilhas e tals – nada de cabide de arame que vem de brinde da lavanderia, hein? Peças feitas em malha e tecidos que esticam não devem ser penduradas EM HIPÓTESE NEHUMA. Isso inclui blusinhas de viscolycra e todos os afins, tricôs – cardigans, suéteres, casaquinhos de crochê e tals, moletons, camisetas e mais. A gente sabe que tudo que fica pendurado fica mais bonitinho e amassa menos e fica mais visível e tals. Mas material que estica, quando fica pendurado, vai pesando e deformando nos ombros – ficando com a forma pontuda dos cabides e entortando costuras com o tempo, sabe como? Tecido plano a gente pedura no cabide, tecido que estica/malha a gente doooooooobra!

Aqui em cima, no vídeo, tem o nosso jeito preferido de dobrar as peças das clientas. Não é nenhuma inovação, nem a invenção da roda, mas faz sentido! Quem tiver dúvida sobre peças específicas pode perguntar nos comentários – eu respondo e vou anotando tudo aqui, quem sabe a conversa não rende mais uns posts?!?? Que manutenção é (quase) tudo na vida de quem quer sorrir todo dia em frente ao espelho! ;-)

Mais de manutenção e organização de roupas:
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Aula de manutenção
Roupas guardadas em capas precisam respirar

Tags: , , , 13.04.2009 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 24 Comentários

aula de manutenção + google

Porque algumas roupas fazem “bolinhas” e como cuidar: as bolinhas (ou ‘peeling’) podem aparecer por causa da construção do tecido, do acabamento da peça, da composição do tecido e do tipo de fio utilizado ou mesmo por causa do produto que se usa na lavagem. E bolinha ou desgaste acentuado sempre passa imagem de desleixo e deselegância, por mais bacana que a peça seja. (Não é?)

papa-bolinha.jpg

Quanto mais poliéster houver na composição do tecido, maior a chance desse tecido ter bolinhas. Por isso a gente insiste que todo mundo devia investir em tecidos naturais, que além de mais elegantes também duram mais (e melhor!). E mesmo no universo dos tecidos naturais, há qualidades e qualidades. Quanto mais longo for o fio do algodão, menor a chance das bolinhas aparecerem – fibras longas proporcionam maior durabilidade e conforto e têm toque mais macio). Também conta a quantidade de fios por polegada: quanto maior essa quantidade for, mais nobre e refinado o produto acabado vai ser (e a vida dele também será looonga).

Mas o vilão mesmo é o atrito: na hora de aplicar produtos de lavagem ou durante o uso, a fricção e o atrito constante provocam bolinhas na superfície em questão. Máquina de lavar em excesso, esfregar demais com as mãos, alças de bolsas que passam sobre a roupa, pastas e afins contribuem para o desgaste localizado e para o aparecimento das bolinhas. (Máquina de lavar cheia também ajuda…)

Tem que ter papa-bolinha em casa (custa R$ 5 e super funciona em tricôs e malhas, a gente usa mointo), e tem gente que se desfaz das bolinhas passando a gilete bem de levinho sobre a peça – mas tem mais risco de esburacar a roupa do que de dar certo! Tem que lavar delicadamente e tem que tomar cuidado com alças e pastas e atritos em geral. E tem que observar as etiquetas de dentro das peças pra escolher sempre mais tecido natural!

Tags: , , , 27.11.2006 - 06:18 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 13 Comentários

aula de manutenção

Agora que o calor chegou de verdade a gente transpira mais, usa mais roupas e acaba lavando as peças mais vezes. Os processos de lavar, secar, passar e dobrar/guardar são determinantes pra manutenção das nossas roupas, sabiam? A gente dá aulas pra uma galera só sobre manutenção de peças, pra todo mundo ficar mais elegante por mais tempo. Aqui tem alguns truquezinhos (e “chamadas de atenção”!) que são quase nada, mas que super mega fazem diferença na durabilidade da peça:

• A gente é do grupo que defende lavagem com água fria pra todos os tecidos, pra não correr riscos: na água quente o algodão pode soltar tinta, tecidos sintéticos podem encolher/deformar e as tramas de tricôs e malhas podem ceder. E não custa “preparar” as peças pra lavagem: esvaziar bolsos, fechar zíperes e desdobrar mangas e barras é sempre bom. Também não é demais eparar as lavangens em ‘turnos’: roupas claras, roupas escuras e roupas coloridas formam 3 grupos que não deveriam se misturar nunca na máquina (ou no molho!).

• Pra lavar na máquina os módulos mais simples e mais rápidos de centrifugação são também os mais ‘garantidos’, pra tudo – atrito demais pode desgastar tecidos, desbotar cores e lavagens, fazer aparecer bolinhas e deformar costuras. Quando as peças forem lavadas à mão é bom retirar o excesso de água do enxágue apenas pressionando as peças, nunca torcendo ou fazendo muita força.

• Atenção na hora de pendurar peças: quanto mais esticadinhas elas ficarem, menos desgaste! É bom pendurar as peças em cabides e aí pendurá-los no varal, porque assim a peça já seca lisinha (sem tantas dobras ou marcas) e não vai precisar de tanto calor/pressão do ferro de passar – que em excesso também prejudica tramas e tecidos! É bom que o varal seja instalado num lugarzinho com uma ventilação bacana, mas sem luz do sol direto nas peças.

• Na hora de passar quem mais ajuda são as etiquetas que vêm dentro das peças, com símbolos que indicam modos e temperaturas – tem que seguir à risca! De regra, tecidos sintéticos (misturas com acrílico, poliéster, poliamida, etc…) devem ser passados em temperaturas amenas e tecidos naturais (algodão, seda, linho) podem ser passados em temperaturas mais elevadas (mas nunca mega quentes, please!). Peças passadas pelo lado avesso estão à salvo de queimaduras e marcas de brilho.

• Tricôs e camisetas de malha devem ser dobrados e não pendurados (os fios e tramas podem deformar e ficar com a forma do cabide marcada nos ombros) e camisas, calças, vestidos e saias economizam o uso do ferro de passar se forem pendurados esticadinhos. Muita roupa junta, tudo empurrando tudo, não só atrapalha a escolha (e até a visualização) do que se vai vestir como aumenta a chance de contratempos relacionados à umidade – mofo, bolor e “marcas de guardado”. É legal deixar as portas do armário abertas por umas 2 horas, todos os dias, pra ventilar e deixar as peças ‘respirarem’.

• Bolsas e sapatos devem ser guardados com (um mínimo de) ordem: couro com couro gera arranhões, deforma as peças e a sujeira de uma passa pra outra. Se guardar em saquinhos prefira os de tnt e não os de plástico (que abafam e não deixam o couro ‘respirar’). Se a bolsa e os sapatos molharem nos dias de chuva é só encher tudo de jornal amassadinho quando chegar em casa e deixar assim durante a noite – o jornal suga a umidade em excesso e ainda garante a forma das peças.

E esse é um “resumão” da parte mais geral da aula que a gente dá (não daria pra postar tudo aqui nem em mil anos!), mas só com isso as peças da galera já vão durar bem mais, com aparência de novinhas por mais tempo. Vamos providenciar uma segunda parte dessa ‘aula de manutenção’ só sobre manchas – vai valer a pena imprimir pra consultar em emergências!

Tags: , , , 06.11.2006 - 08:39 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 12 Comentários
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