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COMO DISFARÇAR BRAÇOS CHEINHOS
Quem tem pernão não necessariamente é gordo. Essa é uma verdade fácil de aceitar e de comprovar olhando ao redor: está cheia de magra pernuda por aí.
Já a afirmação igualmente verdadeira de que quem tem bração também não é necessariamente gordo é bem mais polêmica. Sabe por quê? Porque quem não é tipo maníaco do parque costuma conversar com as pessoas olhando para o rosto delas, não para as pernas.
Você pode conviver com uma pessoa por meses antes de reparar que ela tem perna grossa. Já o braço fica bem perto do rosto, difícil não reparar. É por isso que quem tem a parte de cima mais gordinha tem mais dificuldade de parecer magro… Mesmo se for magro!
A questão do braço largo é que ele acrescenta volume horizontal. Para disfarçá-lo, a gente precisa chamar atenção para o centro do corpo.

TERCEIRA PEÇA
A estratégia mais óbvia é também a mais eficiente: cobrir ao menos ¾ do braço. Morando nos trópicos essa pode não ser a coisa mais fácil do mundo, mas para tudo há um truque: tricô fininho quase transparente, blusinha de manga comprida puxadinha até o cotovelo (essa é sempre charmosa!) e camisa de botão em tecidos leves usada por cima de uma regata são algumas das opções.
Climas mais amenos e ambientes com ar condicionado merecem uma jaquetinha de manga curta ou uma paletó feminino. Essas opções são mais emagrecedoras que o tricô ou o algodão porque, além de cobrir, ainda têm formas retas.
Quando a gente usa um tecido mole, a gente apenas cobre o formato de corpo que Jesus deu pra gente. Já quem lança mão de uma peça estruturada, que tem seu próprio formato, é possível criar a ilusão de que o nosso corpo segue aquela forma.
Em todos esses casos, é importante que a manga – seja da blusa, camiseta, cardigã ou paletó – não seja muito colada no corpo. Um colchãzinho de ar entre a pele e o tecido dão a impressão de que o que está lá dentro – nosso braço chucrute, no caso – é menor que a roupa.
TIPOS DE MANGA CURTA
Nos dias em que for impraticável usar uma terceira peça, dá para escolher uma camiseta que não tenha manga bufante nem elástico – vale lembrar que elas são usadas por homens malhadinhos que querem justamente ressaltar a largura do braço.
Manga tipo machão ou japonesa e alcinha muito fina também não favorecem. Camiseta com manga convencional ou com alça de pelo menos dois dedos de largura e cores que contrastem com a sua pele vão fazer bem mais bonito.
QUEBRA TUDO
Lembra da dica de que fazer cortes na silhueta achata e faz ela parecer menor? Já que parecer menor é justamente a intenção nesse caso, fazer cortes verticais usando o contraste entre a blusa e a pele – com alças e decote vertical, por exemplo – ajuda a pegar aquele bração e ir fragmentando (só visualmente, para não rolar uma vibe Encaixotando Helena).
COADJUVANTES
Decote em v, ombro no lugar, colarinho pontudo, lapela fina, colar e partes de baixo que chamem atenção (alô estampa, volume, detalhe, saia rodada) finalizam o trabalho de um jeito que até emociona quem sempre brigou com o próprio braço. É testar para saber.
MANGAS LONGAS PRA BADALAR
Há algum tempo a gente tem visto vestidóns de festa com mangas longas – e tem curtido bastante. A sacada é que, mesmo em dias não tão frios, mangas longas em vestidos elegantes não pesam se não são confeccionados com tecidos pesados (quase nunca são, tecido de festa é sempre tão fino não gente?). O material de que o vestido-de-mangas-compridas não tem só a ver com calor – até porque qualquer modelo com mangas longas pode ser também curtinho e deixar pernocas frescas pra compensar! – mas tem também a ver com estilo. Quanto mais coberto o look, mais leves os tecidos que o compõem podem ser: tecido estruturado e pesado dá uma aparência mais dura ao look, de pouco maleável, de gente que provavelmente não vai querer dançar (haha). Vale pensar em mangas longas combinadas com saias soltas, com comprimentos curtinhos ou intermediários, com modelagens não super mega justas, com outros pedacinhos de pele à mostra: já que os braços ficam cobertos, costas e colo podem aparecer. Como se a manga fosse um complemento confortável, um acessório que estende o design do vestido pra além. Delícia ter tanta chance de variar, mesmo na roupa de balada né?

PIRIGUETES VERSÃO OFICINA DE ESTILO
Tem símbolos-de-vestir que comunicam sensualidade sem precisar comunicar “olha pra minha perna” ou “olha aqui pra meu decote”, sabe? Esses são os mais legais de se usar pra seduzir, tipo colar por dentro da blusa/do vestido – ninguém sabe onde esse colarzinho acaba, só resta imaginar! Ou meia-calça fina com a risca ao longo da perna, na parte de trás – também sobe atééé… onde o pensamento do boy-magia levar!
Mas né, tem uns símbolos mais claros que podem sim ser usados com propriedade, e também com alguma elegância. Decotão pode vir acompanhado de pernocas cobertas, comprimentos curtos podem ser equilibrados com braços escondidos em mangas, costas de fora podem ser meio veladas com transparência (ou com o cabelón solto por cima!). E se a gente mostra muita pele, a modelagem do que se usa pode compensar: vale muito escolher curtinhos/decotados em formas amplas e soltinhas, né? O que complementa o look também pode equilibrar: tudo super justo pode ficar mais calmo (e ainda zéxy) com sapatilhas ou rasteiras e o que é soltinho pode ir às alturas com botinhas e super saltos.

Também é inteligente da nossa parte escolher decotes não óbvios: cofrinho de peito tem em toda revista masculina, mas braços e pezinhos de fora, cavas mais profundas embaixo dos braços e recortes fora de lugar… esses são pra quem estuda! Lembra da estória do ombrinho do fora assim, com a roupa “casualmente escorregadia”? Que né, pode escorregar mais e mais, mas por enquanto tá só entregando essa amostrinha de pele? Então! Tecidos e cores também entram nessa brincadeira e podem trabalhar juntos: materiais sedosos e leves, que convidam ao toque e são por si só super danadinhos, podem ser escolhidos em cores divertidas (e nem por isso menos sexy – cor forte é pra quem carrega!). Tecidos opacos e mais espessos podem seduzir mais quando em preto, vermelho, roxão, pink e afins, sabe como?
E pra gente aqui na Oficina piriguete sente frio sim! E ainda pode seduzir no caminho pra balada com um casaco longo, que cobra totalmente o look curtinho – como se ali por baixo não tivesse mais nada! – pra só se descobrir na hora de entrar. Porque né, dentro de baladinhas fechadas o frio não entra – daí é legal usar segunda pele bem transparente, meia-calça não tão opaca (que ainda deixe pele à mostra), bota longa (que a gente prefere com shortinho ou macaquinho e não tanto com microsaia, já meio óbvio) e encantar todo mundo em volta bem quentinha. Mantra de piriguete BACANA devia ser “insinuar é mais eficiente que mostrar de vez” e nunca devia ser esquecido!
OMBRO DE FORA PRA SEDUZIR
Quando a gente pensa num jeito brasileiro de usar a moda, as idéias principais que vem à (nossa) mente são conforto e sensualidade. De vários jeitos né, que nem toda mulher brasileira é igualzinha! O quesito ‘conforto’ tá suprido nessa fórmula com a quantidade de roupas de malha e de tecidos maleáveis que a gente usa por aqui, com modelagem soltinha e tals. O outro quesito, o da sensualidade, fica por conta de comprimentos curtos e de decotes – que a gente faz força pra deixar passar longe da vulgaridade. Pensando assim é muito legal variar, nas modelagens soltinhas, os decotes que com que é possível seduzir!

Se tempos atrás a gente começou a pensar na “fenda de coxa” como alternativa bacana pra micro-comprimentos, o ombro de fora pode super ser a variante menos óbvia do decotón no colo. A gente aqui na Oficina curte bem o ombrinho-aparecido que parece ter sido planejado, que foi pensado como parte importante do look, de propósito e com carinho. Beeem melhor do que a aparência de que a roupa “escorregou” ali sem querer e deixou esse pedaço tão bonito (e sempre magrinho!) de pele à mostra.
(Aliás, camiseta escorregando no ombro, que tem que ser puxada e repuxada to-da-ho-ra por quem usa, pode parecer inconveniente e até um pouquinho piriguete – tipo como se o resto todo pudesse escoorregar facinho-facinho. E né, na melhor das hipóteses dá uma super sensação de desconforto!)
Mais legal do ombro estar à vista, além da coisa do decote não-óbvio, é que não precisa mostrar muito pra seduzir. Como um decote nas costas ou como numa cava mais profunda, blusa que mostra esse pedacinho de corpo pode deixar só o começo do ombro aparecendo – tipo até a curvinha da esquina com o braço, sabe qual? Pra que a atenção se prenda à clavícula e ao pescoço. Quando mostra demais, bem mais que isso, o olhar já começa a procurar cavinha de axila, gordurinha perto do peitinho e aí, a coisa da sedução meio que se perde nessas partes mais ‘vida real’ de qualquer silhueta! Fica a dica. ;-)
BARRINHA XADREZ COMO TRUQUE DE STYLING
Na semana passada teve desfile de novíssimos talentos aqui em SP, num projeto da Camila Yahn (top jornalista incrível de moda) com patrocínio de Absolut. A gente já tinha falado do projeto quando teve festa de lançamento e a gente fez post (quem lembra?), com a própria Camila explicando como tudo ia ser. Ela selecionou – pela internê! – três estilistas com trabalhos que tem tudo pra render, orientou todo o processo de fazer uma mini-coleção e organizou um desfile pra apresentar tudo pro mercado. O que eles desfilaram não vai ser produzido pra vender, serviu como portfolio pra que esses talentos sejam aproveitados/patrocinados de algum jeito.

Os três desfiles tão comentados – com vídeos e tudo – no blog Última Moda. O que mais teve “cara de Oficina de Estilo” foi o de Renato Paiutto: ele mostrou uma coleção de vestidos cheios de paétes, em tecidos lustrosos, com barras de camisa xadrez. Ãhn? Assim ó: a coleção foi pensada com inspiração numa menina que dorme na casa do namorado e que no dia seguinte pega uma das camisas dele emprestada – mas que a veste com amarrações e sobreposições super femininas, pra ficar com cara de menina mesmo. (mais…)
QUER CLICAR?!??
• No Estilo Quem tem post fazendo a gente pensar no propósito dos desfiles de alta costura, no que é mais legal de se perceber nesses looks tão especiais – pensamento acompanhado da imagem mais legal de todas as passarelas dessa semana de moda (a da alta-costura). Clica pra ver!

ó que linda a kate wislet na capa da bazaar nova! demais, né?
• No Coisas de Marcelle tem as fotos de to-das as peças que a Beth Ditto desenvolveu em parceria com essa loja inglesa Evans. Olha tem coisas que gente bem menos gordinha ia querer – eu ia. O que a gente acha dessas peças, hein?!??
• Que a Beyonça quer ser fashionista a gente já entendeu, né? Aparentemente ela quer tanto que tá de olho em vídeos e trabalhos feitos por gente do alto escalão do mundo da moda pra se “inspirar”. O Celebrista tá contando o bafo timtim por timtim, clica pra ficar passada junto com a gente. (mais…)
SOBREPOSIÇÃO COM TRANSPARÊNCIA
Tamos na expectativa de ver se a transparência vai ser uma coisa das marcas cariocas ou se as marcas desfiladoras do SPFW também vão fazer. Dada a quantidade de desfiles do Fashion Rio que já mostrou looks com transparências e com sobreposições de peças transparentes, se o SPFW confirmar É CERTO que a gente vai ter uma enxurrada de tecidos leves nas vitrines assim que esse frião passar. E se eu conheço a gente – e todo mundo aqui em volta – nem precisa de tanto pra deixar a gente com vontade de usar. Né?
E se a gente pensava até agora em transparência soltinha, molinha, quase bobinha, o Fashion Rio faz a gente repensar. A transparência sugerida – até agora! – pro verão de 2010 é estruturada, e serve de base pra construções originais no tecido e na modelagem. (mais…)
detalhes-elementos atualizadores de look
Eu sei, eu sei que a gente fala o tempo todo que moda só faz sentido quando traduzida pro nosso estilo único e pessoal de vestir. Ao mesmo tempo, de vez em quando as temporadas de moda dão pra gente umas idéias mais frescas, quase “novas” – e quem não tem vontade de inserir uma coisinha ou outra com cara de “tendência” no look, né? Tem aqui uma lista de coisas “atualizadoras de look”, dessas que de estação pra estação podem ter mudanças sutis e pequeninas, mas que inseridas com-a-cara-da-hora fazem super diferença no look. Ó só:

lembrando que informação de moda e de estilo nunca quer prender, quer libertar e dar mais repertório pra escolher melhor e melhor!
• Ombros/ombreiras: de tempos em tempos eles aparecem redondos, depois mais marcados, depois mais fofinhos com pregas, depois com ombreiras finas, depois com ombreiras angulares… não é?
• Cinturas: dependendo da temporada elas aparecem soltas ou marcadas – e aí, se marcadas, podem ser mais baixas, mais altas, com acessórios mais espessos e volumosos ou mais finos e delicados. Faz diferença!
• Calças: super atualizadoras de look, dessa vez têm formato larguinho no quadril e afunilado nas pernas (tipo cenoura!) – mas podem ser retas, skinny, tipo pantalona, saruel e mais.
• Saltos: considerando a importância dos sapatos num look, os saltos não são detalhes tão pequenos e podem ser grossos, finos, altíssimos, médios ou baixos, lustrosos, enfeitados com aplicações, moldados com formas loucas e tals.
E a gente pode ter de tudo no armário, de acordo com o que a gente gosta e prefere ao longo da vida, que uma hora ou outra esses elementos voltam/aparecem nas modas dos nossos dias – e aí é só fazer “compras no próprio armário”, de temporada em temporada. Legal né? Esse ensinamento veio desse livro aqui, que durante a licença materinade da Cristi eu tenho precisado da ajuda dos universitários!
ombros marcados, mas de mulherzinhas ;-)
Tendência boa é tendência fácil de aparecer na rua – e da gente fazer em casa, certo? Melhor ainda quando a tendência é a melhor amiga dos nossos corpitchos: é o caso dos ombros marcados (de verdade!) dessa temporada. Tá aparecendo em desfiles há tempos, nessa temporada ainda mais (as fotos daqui são todas desses últimos desfiles), Carine Roitfeld e Costanza Pascolato já tão usando na vida real (clica pra ver as duas!)… significa que a gente já pode usar também!

A Cathy Horyn, power jornalista de moda do NY Times, acha que os ombros marcados têm a ver com a crise, porque remetem às modelagens que a mulherada usou na década de 40, tempo também de crise e de muito trabalho. Lembra que a gente contou nesse post (clica!) que a Lílian Pacce explicou a relação entre ombros marcados e força de trabalho (feminina)?!?? Faz super sentido, não?

Tendo ou não a ver – até porque esses ombros também podem ser bem “oitentinha”! – ombro marcado é atual pra se usar e é sempre elegante. E toda vez que a gente chama atenção pra parte de cima da silhueta, a cintura afina (visualmente) e o quadril fica beeeem em segundo plano, o que pra maioria da mulherada aqui no BR é ótemo. Na vida real, a tendência tá fácil de usar porque não há necessidade de se encher de ombreiras ou estruturas mirabolantes pra alcançar o look – e nem é essa a idéia da idéia (rá!). Os ombros marcados de agora são sutis, delicados, têm formas moldadas quase sempre apenas nas costuras das peças e no caimento do próprio tecido. Vale franzidos, vale super golonas, vale transparências e mais: com o calor, vale deixar os ombros de fora pra re-fazer a tendência, com decotes assimétricos, tiras largas de frente0única, tomara que caia e super colares.
E pode rolar em casacos, em camisas de botão, em camisetas levinhas e nas alças de vestidos salopetes. E dá pra usar com peças bem femininas, como calças que afunilam e saias retas (ou não!) e shortinhos e bermudas soltinhas, que se os ombros marcados dão sensação de força a gente ameniza com outros elementos pra continuar bem mulherziha, né?!?? Nessa direção também vale equilibrar a mensagem com materiais e cores: ombros marcados em tecidos leves e fluidos, com cores suaves e mais calrinhas, são super sofisticados! Quer fazer?!??
ombros e braços na moda: força e poder!
Um dia, numa aula (tempos atrás), a Cris ouviu a Lílian Pacce contar uma estorinha. Diz que ela entrevistou Alber Elbaz, estilista à frente da maison Lanvin (em Paris), e que ela perguntou a ele porque ele tinha trabalhado tanto os ombros das peças da coleção dele (na época). Ele respondeu que na verdade não tinha trabalhado ombros, e sim braços: porque ombros marcados comunicam ‘poder’ e braços trabalhados (em mangas!) comunicam ‘força’. E completou explicando que, na década de 80, a moda super marcou/trabalhou os ombros femininos pra que as mulheres “se equiparassem” aos homens no mercado de trabalho, poderosas em igualdade. Faz super sentido, que ombros marcados (com ombreiras e tudo) moldam uma silhueta em formato de “triângulo invertido”, com parte de cima mais larga que a parte de baixo (do quadril) – e essa silhueta é considerada a ideal pros meninos (tecnicamente), sabia?!??

essas mangas apareceram no desfile de armani privé, na alta-costura
E aí que, depois que as mulheres “já se equipararam” aos homens, faz super sentido a moda comunicar ‘força’, pra que todo mundo dê conta de tudo que assumiu junto com essa igualdade – FAZ SUPER SENTIDO, NÃO FAZ? A gente lembrou dessa estória vendo as fotos da alta-costura (que tá acontecendo agora, tem tudo no style.com!) – e tem mangas trabalhadas sim, mas também tem muito ombro… o que a gente acha?!?? O que todo mundo acha?!??
AJUDA PRA OFICINA: falando em Lílian Pacce, diz que a gente apareceu no GNT Fashion dessa semana, explicando o que é a calça cenoura e ainda contando como usar. A gente não viu ainda, mas tem reprise – alguém consegue gravar e disponibilizar a gente no YouTube, pra por no blog?!?? Hein, alguém ajuda?!??











