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A MODA E A CIDADE
A Serafina – revista mensal da Folha – fez um ensaio fotográfico conectando as estampas da SPFW com um outro evento importante para a cidade: a reabertura do Theatro Municipal, que passou três anos fechado para reformas.
No ensaio, bailarinos do Municipal aparecem usando roupas dos desfiles da Osklen, Amapô, Cia. Marítima, Alexandre Herchcovitch e Lino Villaventura. Atrás deles, plotagens imensas com as mesmas estampas que das roupas fazem as vezes de cenário.

A intenção do ensaio – segundo a editora de moda do jornal, Vivian Whiteman -, é reforçar os elos entre a moda e a vida da cidade.
Em vez de ficar apenas na bolha da semana de moda, a revista olhou para o que estava acontecendo fora do pavilhão da Bienal e que também era lindo:
“A conexão entre a moda e a arte – que na minha opinião são coisas diferentes – existe e é inegável. A moda como veículo de comunicação de ideias e de configurações sócio-econômicas e comportamentais, sempre buscou nos meios de expressão artísticos ideias para compor suas imagens. A pegadinha é que, mesmo quando se junta à arte, a moda não se livra do comércio, porque mesmo um editorial super conceitual está situado num contexto de produto. A nossa intenção na verdade foi ligar a SPFW a um outro evento importante para a cidade. Em vez de fazer o caminho esperado – levar o balé para fotografar roupas “chiques” no Municipal – trouxemos os bailarinos para o ‘cenário da moda’. Esse tipo de conexão entre a roupa e a cidade é importante”, conta Vivian.

As estampas foram escolhidas para criar momentos mais leves em oposição a outros mais pesados em termos de padronagem e cores. Já os passos que aparecem nas fotos foram definidos pela coreógrafa do grupo.
Diz se não é o ensaio mais legal que a SPFW nos trouxe!
INTERESSÂNCIA NA MALHA
Peças em malha quase nunca são tão sofisitcadas quanto peças em tecido plano (pra lembrar da diferença entre uma coisa e outra clica aqui). O desfile da Osklen fez a gente pensar que, na hora de escolher malha, vale procurar as interessâncias mais interessantes pra fazer com que esse tecido menos nobre alcance os planos em formalidade e elegância. Esse trabalho tramado/trançado foi todo feito em malha, dessas malhas mais molinhas de todas, que podia quase parecer pijama – mas assim ficou rica, ficou bacana. Fica a dica pra gente exercitar na vida real.

SPFW INV2010: INVERNO BRASILEIRO NA OSKLEN
No desfile da Osklen, hoje, a gente pode ver como é trabalhar elementos locais com cara de global. Tudo tinha cara de Brasil – claro que “decifrado”, né? – mas podia ser desfilado em qualquer passarela do mundo. A Osklen é marca nascida e criada na praia, talvez por isso tenha facilidade pra entender o inverno daqui. E assim, mesmo com materiais pesados e quentinhos, tudo que foi desfilado deixava pedacinhos de corpo à mostra: foi um festival de braços de fora, pernocas de fora, pezinhos de fora, colo e costas aparecidos em decotes e mais… descobertos em recortes de feltro de lã! Fórmula que convida à sobreposição, já que no nosso “nem tanto frio nem tanto calor” de junho a agosto ninguém precisa usar dresscode-invernal-completo! Dá pra inserir as leggings e segundas peles feitas de lã finíssima – transparente até! – por baixo de tudo que a gente tiver em casa. Né?

Então uma das lições mais legais que se tem pro inverno é essa: misturar peças leves com pesadas, pra gente aproveitar o que tem de verão sem deixar de ficar quentinha no inverno. Pesado e leve nos materiais e nas formas também. E que formas! A Osklen desfilou roupas que são a própria geometria – mais pra dar idéias pra gente, menos pra vender (essas coisas não vão pra loja né). Tudo que é forma pode virar volume na vida real – aula de tendência: ombrinhos marcados, sainhas tipo tulipa, recortes que inflam e mais. Interessância ampliada e curiosidade à toda prova, que a gente já quer saber como vão se desdobrar (nas araras da loja!) os vestidos-mochila e as estampas. O vestido em questão parece ser a evolução feminina das calças cargo (!!!), juntando beleza e utilidade de umjeito fresco (tão bom ver coisa nova!!!); a estampa do desfile tem folhagens e flores em fundo escuro, invernal na medida pros nossos trópicos aqui. ;-)
VISITA DE FIM DE ANO À OSKLEN
A gente já curte Osklen há tempos, e de coleção em coleção a admiração e a facilidade de trabalhar as peças na vida real aumentam – e a gente AMA essa coleção em especial. Uma delícia passear pelas araras da marca carioca e encontrar peças legais de se usar em qualquer lugar, com cara de todo lugar. Tudo feito com materiais super de qualidade, com modelagem confortável e coerente com o propósito com que foi criada – a essa altura todo mundo já sabe que o Oskar Metsavaht era médico, fazia expedições tipo de subir esses montes super altos e que resolveu confeccionar a roupa necessária/adequada pra isso (tipo antes dos anos 90). Então a preocupação com a natureza, a funcionalidade, a liberdade de movimento fazem parte do conceito da Osklen – não é legal ter uma roupa que carrega tanta idéia junto? Ó no vídeo!
MOCHILA COMO BOLSA
A gente comentou – no nosso vídeo de balanço de tendências pro próximo verão – que iria fazer um post só pra falar sobre mochilas e… tcharam! Aqui estamos!!! Porque no meio de um monte de coisas novas-mas-nunca-tão-novas-assim que costumamos ver em semanas de moda, mochila parece ser um pouquinho mais inusitado, não é mesmo!?! Tem muita gente que usa mochila, mas a mochila que a gente quer conversar sobre aqui no blog é a que funciona como acessório, no lugar de bolsa e não a mochila utilitária. Porque quando marcas tipo Maria Bonita desfilam mochila quer dizer que o status da peça foi elevado de simplesmente esportivo pra, no mínimo, esportivo-chique.
A “nova” mochila pode acompanhar um look mais formalzinho ou mais sofisticadinho, mas nunca muito formal ou muito sofisticado porque por mais chique que seja a mochila ela ainda transmite uma mensagem mais informal. (mais…)
MODA COM EFICÁCIA: CONTATOS DAS MARCAS DO SPFW!
Por mais que imagens de moda sempre dêem idéias pra gente usar do nosso jeito, é uma delícia ter peças das marcas que a gente mais ama, né? E se a gente vê tantas marcas desfilarem, alguma coisa elas devem ter de legal – ter peças dessas marcas, então, representa mais do que só ter uma roupa nova: tem design, tem reconhecimento, tem tema (com que a gente pode se identificar!) e tem o nosso amor, o nosso desejo! Por isso a gente pensou em fazer aqui no blog um catálogo de endereços das marcas de que a gente falou durante o SPFW. Pra todo mundo procurar saber onde vende, ir à loja conhecer o produto de perto, experimentar pra ver como se sente e, quem sabe?, levar alguma peça pra casa pra chamar de sua.

Essa é mais ou menos a nossa idéia de “fazer a moda ter eficácia”. Não adianta só a gente amar em imagens e não consumir – nem que seja por inspiração, pra reproduzir temas e truques em casa. (mais…)
SPFW: TRÊS PEÇAS PRO CALOR
A gente ama looks com três peças, todo mundo sabe (hahaha). E desde o verão passado a gente defende a tereceira peça mesmo no calor, lembra desse post? Desde o primeiro dia a gente tá vendo que os estilistas dessa edição de SPFW também tão curtindo peças leves, que não acrescentam calor, pra complementar looks sem ficar só na parte-de-cima-parte-de-baixo. Teve na Uma, teve na Osklen, teve na Maria Bonita e teve muito, muito mesmo, na Cori – como a gente vê nessas fotinhos aqui embaixo. Pra gente ir pensando no assunto, se acostumando, já montando nossas listinhas de vontades pro verão. Né? ;-)

QUEM NÃO QUER VESTIR OSKLEN?
A roupa da Osklen é confortável, em tecidos gostosos e molinhos e ainda assim é roupa de verdade. Quem disse que a gente ia ter vontade de usar brilho e transparência, acertou!!! Se depender da Osklen vai dar muuuuuuita vontade. E mais: vai dar vontade de usar brilho com transparência.

A ideia já tinha aparecido no desfile da Maria Bonita Extra, lembra? Sobrepor um tecido transparente ao brilho é uma super sacada. Deixa o brilho mais leve, mais usável no dia a dia e a transparência não fica tão sexy. E a peça que mais fez a Oficina suspirar (literalmente) foi a segunda pele com brilho. Lindo, lindo e super vida real. Qualquer vestidinho de verão fica sofisticado com uma dessas por baixo, não é mesmo!?!
E não pára por aí: a gente amou que teve estampa digital em tricô (!!!), a gente amou a coordenação de estampas em cores delicadas (num look masculino que bem podia ser feminino), a gente amou as peças com paetês coloridos que pareciam confetes, a gente amou mais que tudo a estampas de paetês coloridos que pareciam confetes…
A gente também vai querer usar mochila, mas não qualquer mochila! A da Osklen é de tules coloridos sobrepostos, com bolsinho de camiseta. Cabe tudo, mas é delicada, sabe!?!
felipe veloso (e mais) em blog carioca
Sabe que o Oskar Mestsavaht, da Osklen, fez um chinelinho em parceria com a Grendene? Nas tirinhas tem textura que lembra pele de tilápia (com a cara das tilápias usadas nos acessórios da Osklen!) e na sola tem desenhinhos das pedrinhas do calçadão da praia e das ondas do mar e das curvas das montanhas do Rio. O chinelinho chama Ipanema, é todo feito de uma borracha 100% reciclável, do jeitinho que o estilista gosta. Parte da renda da venda dessas sandalinhas serve pra fazer ações pro bem do bairro que serviu de inspiração pro Oskar Metsavaht, tipo o dinheiro vai servir pra revitalizar parques e tals. Tudo feito em parceria pela Grendene e pelo Insituto E (do estilista da Osklen), que juntos também puseram no ar o Ipanema Blog, pra falar do que acontece de legal no bairro: de cultura, de comportamento e – parte que mais interessa! – de moda também.

Diz que o blog tá no ar desde novembro do ano passado e que fez cobertura do Rio Summer. E desde então o blog tem posts diários sobre tudo que tem a cara do Rio/de Ipanema (na visão da Osklen), sobre o processo de criação da marca e de seus trabalhos/desfiles/desdobramentos, sobre eventos relacionados a moda e mais. O mais legal é que esse blog vai ter uns colaboradores ilustres, gente de música de cultura de arte e de moda: o primeiro desses é ninguém mais ninguém menos que Felipe Veloso. A gente é fã do trabalho desse stylist e já fez post contando do nosso amor aqui (clica pra ler!), e a partir de agora vai acompanhar o “blog do bairro e da sandália” pra saber mais do que ele tem pra contar. Diz que ele vai postar coisas de bastidores e do dia-a-dia da profissão dele – que cuida da imagem de famosos tipo Regina Casé, que a gente também curte, e de Caetano Veloso – enquanto ele viaja faz desfiles faz campanhas fotografa editoriais e mais. O primeiro post do Felipe Veloso já tá no ar, ó só.
Nesse primeiro post o stylist explica o que faz, de um jeito super simples e simpático, e mostra um monte de foto de trabalhos que fez, tipo pra exemplificar (eu acho). Diz que vai ter cobertura do Fashion Rio e do SPFW no blog, com bastidores e tals – com alguns posts feitos pelo próprio Felipe Veloso! E diz que mais gente bacana vai colaborar com o conteúdo postado lá. Tomara que o blog “viva” além da campanha da sandália, tomara que renda assunto bom, tomara que seja pra somar, né? O link é esse daqui, tamos no aguardo com expectativas mais que boas. No gargarejo!
Tem que clicar: Vitor Angelo postou no Dus Infernus um texto incrível sobre um “lifestyle carioca” e a atualização de temas que podem render assunto – e moda. TEM QUE LER!
sobre (novos) comprimentos e proporções
Nessa temporada a gente viu novos comprimentos e proporções nas passarelas daqui do SPFW, e até comentou na ocasião do desfile da Osklen. Agora a gente tá vendo esses comprimentos se repetirem na semana de moda de NY e também na vida real, nas lojas em que a gente tem ido com clientas (fim de liquidação é tudo, Brasil). Acontece que os comprimentos de bermudas e saias subiram (às vezes bem pouquinho!) e as barras de blusas e camisetas desceram, pra compensar. É assim: quando a barra da parte de baixo sobe, a barra da parte de cima pode descer – e o contrário também vale, com barra da parte de baixo descendo e barra da parte de cima subindo. A gente usa as linhas da virilha e do ossinho do quadril como referência (mas não é regra, é direção só).

E a gente parou pra pensar que essas proporções podem estar acontecendo assim por conta dos “novos sapatos” que a moda quer que a gente use. De temporadas pra cá os sapatos têm gáspea mais alta e quase sempre cobrem (mointo) o peito dos pés, tipo botinhas ou super assndalhados, não é mesmo? Pois quanto mais os pés são cobertos, mais curtas e grossas as pernas ficam – barras mais curtas deixam mais pele à mostra e ajuda a alongar. Não faz sentido?!?? E por conta dessas alturas diferentes a gente pode brincar com sobreposições e cores e texturas: vale coordenar jaquetas e cardigans em comprimentos diferentes pra criar mais pontos de atenção no look – clica pra lembrar desse post sobre porporções em que a gente mostrou um monte de referências! O mais importante de tudo é não deixar o look com dois blocos iguazinhos, em tamanhos equivalentes. Sempre uma parte do look (a de cima ou a de baixo) precisa aparecer mais, ocupar mais espaço na silhueta. E pronto!
A gente fez um videozito-tudo pro blog Combina com Você, pra mostrar na prática – e no provador! – como essas alturas “novas” funcionam. Clica pra ver que tá super explicadinho, de verdade. E a Cristi tá gravidíssima na tela, precisa ver. ;-)











