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A IMPORTÂNCIA DO STYLING (TODO DIA!)

Imagina buscar peças de roupa em 60 lojas diferentes e montar 52 looks coerentes, com identidade única e muito muito autêntica? Soa impossível, mas aconteceu e a gente viu com próprios olhos. Esse milagre-do-amor-à-moda aconteceu em Brasília no ParkFashion, evento de moda do Park Shopping. O stylist Daniel Ueda foi convidado a montar um “desfile do shopping”, com peças de um mix determinado de lojas de lá, sem cara de coleção específica – mas com a cara de consumidora daquele shopping, vestida pro inverno.

A edição das peças (a maneira como cada uma foi coordenada, de que jeito, em que look) rendeu um desfile coeso, em que a gente não tinha nem por um segundo a sensação de estar diante de muitas coleções diferentes – não parecia que cada coisa era de uma loja. Todos os looks tinham a ver em idéias, em proporções, em cores. O stylist foi o responsável por selecionar essas cores coerentes entre si, foi quem pinçou comprimentos e formas que se coordenassem, foi quem focou numa idéia e a desdobrou 52 vezes. Os estilistas fizeram seu trabalho, cada um criou o que quis, à maneira de suas lojas, e o stylist foi o responsável pela imagem final desse conjuntão de peças. Nesse caso, o trabalho do stylist foi mais importante – e essencial.

E não é esse mesmo o nosso papel em casa, na edição do próprio guarda-roupa?

E não é isso que significa, na prática, ter amor pela moda? ;-)

Cada entrada desse “desfile de stylist” pode ter relação com as situações que a gente vive todo dia, com cada ocasião pra que a gente tem que se vestir. É super importante comprar pensando nessa imagem final, coerente, autêntica, coesa em formas cores proporções e idéias (alô estilo pessoal) – mas mais importante ainda é a imagem que se constrói com o conjunto de peças que a gente tem disponível. Sendo stylists de nós mesmas, no dia-a-dia. Né?!??

Tags: , , 30.03.2011 - 08:30 | Postado por Fernanda Categorias: diário 3 Comentários

TÁ TUDO NOS ARQUIVOS DO BLOG!

A gente escreve aqui no blog desde 2006. Desde o começo já foram publicados mais de 2500 posts aqui. A gente não falou sobre t-u-d-o que existe no universo da moda mas olha, a gente já falou de muita coisa aqui. Então muita coisa tá escondidinha nos arquivos, e mesmo que tenha sido escrita tempos atrás, tá sempre valendo! Conteúdo aqui é artigo atemporal, pra vida. Vale um passeio pela nossa busca na hora da dúvida. Até a gente usa a ferramenta ali em cima pra achar assuntos/conversas de antes, sabia?

janinha

Essa ferramenta – aqui em cima, na coluna central do blog, logo em cima das nossas categorias – funciona assim: a gente digita palavras-chave no campo, dá enter e passeia pelos títulos de posts que aparecem em lista, com data de postagem e tudo. Dá pra digitar também pedacinhos de frases ou idéias, a busca vai atrás… e acha! Quando fica difícil ou quando a gente não se entende na busca, vale abrir o google e digitar o pedaço de frase ou título ou assunto que se procura + oficina de estilo – super funciona! Tipo experimenta digitar

parecer mais magrinha oficina de estilo

ou qualquer outra idéia/coisa/assunto/palavra junto com a gente (!!!) que o google entrega resultado assim ó. E aí, se nem a busca e nem o google acharem o que se procura, daí você manda email pra gente perguntando se isso (seu interesse!) já foi tratado aqui no blog. E se não foi, a gente anota na nossa lista de pautas pra tratar rapidinho! ;-)

Tags: , , , 12.01.2010 - 23:23 | Postado por Fernanda Categorias: mais oficina 8 Comentários

EU NÃO GOSTO, MAS E DAÍ?

Umas das coisas mais difíceis da profissão de personal stylist é se desprender do nosso gosto pessoal na hora de analisar um cliente e seu guarda-roupa. Seria muita hipocrisia da minha parte dizer que minhas preferências não interferem em nada no trabalho, mas tem que existir um esforço pra que ele interfira o mínimo possível. (Essa é a vantagem de se trabalhar em dupla, uma ajuda a outra a identificar se o critério usado em determinado momento está baseado no que eu acho bonito ou no que é bom pro cliente.)

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E se desprender de gosto pessoal é um exercício contínuo. A cada cliente a gente se sente um pouco menos bitolada, um pouco menos preconceituosa. Porque se tem uma coisa que aprendi nesses 6 anos de trabalho na Oficina foi que não gostar de alguma coisa tem muito mais a ver com preconceitos do que com o olhar estético, sabia!?!

Quando vejo uma imagem de moda – seja um editorial de uma revista, um desfile ou uma peça no guarda-roupa de uma cliente – é inevitável fazer um julgamento “acho bonito” ou “acho feio”, mas depois tento enxergar ali que mensagens essa imagem transmite, o porque dela ser daquele jeito e o que posso aprender com ela. E no final eu sempre aprendo muito mais com o que a princípio achei feio!!!

Se a gente simplesmente pára no “não gostei” ou – pior ainda – “não gosto”, perde a oportunidade de ampliar o universo de referências visuais, deixa de ganhar conhecimento, fica preso às mesmas ideias. Intolerância só atrapalha nosso desenvolvimento profissional, gente!

Tanto faz se eu acho bonito ou feio o que a Joelma veste. Tanto faz se a Sabrina Sato é vulgar ou não. Tanto faz se eu gostei ou não do filme que eu vi, mas importa o que tem lá escondido pra ser “enxergado”. Em todos esses “desgostos” tem um infinito de coisas pra gente estudar e aprender – sobre os outros. E sobre a gente mesmo!!!

Tags: , , , 17.08.2009 - 13:00 | Postado por Cristina Categorias: diário 31 Comentários

diferenças entre stylists e personal stylists

Quem é stylist e quem é personal stylist trabalha com a imagem que a roupa comunica sobre quem veste. A roupa é a linguagem que os dois profissionais utilizam pra narrar suas “estórias visuais” – o que cada um conta, e como conta, é que faz diferença. Stylists contam estórias “de mentirinha”, com personagens (modelos) e ambientações idealizadas (cenário/locação, maquiagem, luz, design, música). Na estória que o stylist conta, a roupa pode estar presa por alfinetes, pode estar colada com fita-crepe, pode não facilitar mobilidade e mais. Stylists contam estórias de moda, fazendo a gente enteder direitinho temas e inspirações e tendências e idéias vindas das pasarelas (quase sempre) – dando inspiração pra gente usar essa moda.

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Personal stylists têm que contar estórias de verdade: quem contrata esse serviço já tem uma história pra ser contada (de vida!), com ambientação também de verdade – casa, local de trabalho, rotina, hobby, deslocamentos, filhos, profissão e mais. A roupa tem que funcionar pra valer, de todo jeito. Em qualquer luz, em todo ambiente – muitas vezes durante o dia inteeeiro! Personal stylists fazem a inspiração fornecida pelo stylist se materializar, acontecer no armário e na vida de clientes – e aí a gente entende que o stylist trabalha pra moda e o personal stylist trabalha pra gente (é isso mesmo?). Personal stylists amam mais o pé do que o sapato – e essa lição a gente aprendeu quando entendeu essas diferenças!

Esse texto tem colaboração da Tati Rodrigues, que transcreveu uma aula que a gente deu na Escola SP tratando do mercado e da profissão de personal stylists. Ontem a gente fez essa mesma aula pras turmas calouras de moda daqui do Senac/SP e pensou que nunca tinha postado essas diferenças aqui no blog! Na próxima aula a gente aproveita pra fazer vídeo! ;-)

Mais de stylists e personal stylists:
O super trabalho dos stylists
Personal stylists na tv e na vida real
Biblioteca de personal stylists
Muitos links sobre stylists daqui do BR

Tags: , , , , , , , 28.05.2009 - 01:04 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 22 Comentários