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ESCOLHENDO O LOOK NO DIA ANTERIOR

A gente acredita que roupa comunica, não é? Então, esse ditado/conselho que diz pra gente “pensar antes de agir/falar” vale também pra guarda-roupa: todo mundo pode “pensar antes de vestir”, pra comunicar direitinho. A vida fashionística fica bem mais fácil se a gente tem tempo “folgado” na hora de se arrumar – luxo dos luxos, já que todo mundo vive correndo! Uma super ajuda é exercitar a escolha do look no dia anterior. Tipo exercício mesmo, que com a prática vai fluindo melhor e melhor. E tem que escolher e experimentar, pra se assegurar que caimento e manutenção estão bem ok! Vale seguir essa nossa cheklist aqui, ó:

• A agenda do dia seguinte é a melhor amiga da pré-escolha: sabendo se tem reunião fora, se tem happy hour no fim do dia, se tem almoço com colegas ou outros compromissos extra-rotina, a gente se prepara pra cada um deles, e pra todos ao mesmo tempo. E diminui a chance de “estar inadequada” ou mesmo de ser pega de surpresa (preparadas pra tuuuudo!).

• Planejamento: não custa prever, sabendo dessa agenda do dia, o que levar pra facilitar a vida. Tipo casaco extra ou capa de chuva, tipo um saltinho e uns acessórios pra incrementar o look no fim do dia, tipo tênis pra ir e voltar de metrô… cada necessidade pode ser alcançada por um facilitador de vida, não, amigas?!??

• Rever o conteúdo da bolsa no dia anteiror ajuda a gente a esquecer menos coisas, e mantém tudo organizadinho. Especialmente se o look pede troca de bolsa, trocar com antecedência previne falta das coisas (sabe aquilo de “ficou na minha outra bolsa”?).

• Outro melhor amigo da separação do look no dia anterior é o climatempo: todo dia antes de dormir é de praxe por aqui dar uma olhadinha no site, pra saber se vai fazer frio, se vai chover, se a tarde vai ser mais quentinha… e aí é mandar bala nos looks de temperatura indefinida pra passar pela oscliação de temperatura bem bonitinha. E bem paramentada.

Porque gente, luxo mesmo é dormir um pouquinho a mais, sabendo que o look já tá definido. Ou acordar no mesmo horário pra brincar de boneca em frente ao espelho, sem correria: se arrumar com música tocando, se maquiar com luz boa e com calma, sair de casa sorrindo e segura de que tá tudo no lugar. Escolher o look no dia anterior e experimentar sem ter que olhar pro relógio acaba por minimizar o stress de um momento que devia ser o menos estressado de todos – e que devia ser uma curtição todo-dia! ;-)

ECONOMIA PRAS LIQUIDAÇÕES

Sabe esse desejo de mudança que a gente sente no fim do ano? Essa vontade de resolver tudo de uma vez antes de virar a página do calendário? Na nossa relação com a moda, esse desejo por renovação costuma se manifestar como uma coceirinha na mão que nos faz querer gastar, comprar mais roupas, mudar tudo aqui e agora.

Aproveitar o ano novo para dar uma bela editada no armário, doando as peças que não usamos, é uma ótima forma de trazer essa ideia de renovação. Fazer um mural de referências sugerindo novos jeitos de usar acessórios e de combinar peças também pode atualizar seu armário. Já o desejo maior de todos – o de comprar! – deveria esperar.

Três ótimos motivos para não comprar em dezembro:

1. Publicidade demais: Esse é o mês em que somos mais bombardeados pela publicidade. De bancos e financiadores de imóveis até vendedores de enciclopédia, todos os segmentos do mercado estão vestidos de papai-noel nos chamando para comprar. Com tanta publicidade e euforia, as chances de comprar por impulso e sem pensar são maiores.

2. Décimo terceiro: Sabe aquele sentimento de riqueza e poder que sentimos quando recebemos um aumento? Pois em dezembro o décimo terceiro faz com que todos os assalariados do país sintam essa euforia louca de ter o dobro do dinheiro que costumam ter. Diante dessa riqueza temporária, é óbvio que os preços sobem.

3. Espere a liquidação: A partir do fim de janeiro, as lojas começam a fazer promoções e bazares. Isso acontece porque todo mundo está duro nesse período por conta das farras feitas no Natal e nas férias. Como em terra de cego quem tem um olho é rei, o dinheirinho que você economizar agora, na época das vacas gordas, pode render muito mais se você tiver paciência e esperar a temporada das liquidações.

A gente sabe o quanto é difícil ter dinheiro na carteira, vestido lindo acenando na vitrine e se controlar para economizar, mas tente entoar o mantra da economia e mentalizar a festa das liquidações!

Tags: , , 21.12.2011 - 00:47 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 7 Comentários

Pede pra sair, faz um MBA

O espaço é limitado, as roupas precisam respirar e, volta e meia, nós reforçamos a importância do desapego, de manter no guarda-roupa apenas o que você realmente usa.

Por outro lado, a moda é cíclica e volta e meia uma peça que usamos há dez anos e jurávamos que nunca mais iríamos querer usar aparece nas araras das lojas.

Entendeu onde a gente quer chegar? O desapego e o tal do acervo pessoal parecem – mas só parecem! – movimentos contraditórios.

Na nossa opinião, a regra geral é a de que peça com mais de um ano sem uso deve pedir pra sair e liberar a vaga para uma candidata mais esforçada. As concessões ficam por conta das roupas de festa, que merecem um tempinho maior de tolerância, e para aquelas de materiais muito incríveis e nobres.

Um vestido de seda impecável ou um cashmere rico herdado da mãe, por exemplo, talvez mereçam um espaço no armário porque, mesmo que o corte não esteja dos mais atuais, dá para reformar a peça, acinturar um pouco, colocar uma jaquetinha por cima e salvar quem merece ser salvo.

Ter desapego é difícil porque roupa é história, é lembrança afetiva.  Acontece que, como profissionais da moda, precisamos ter uma visão mais empresarial da coisa. Tipo mercado de trabalho. Empresa nenhuma deixa um funcionário encostado por dez anos para “se um dia ele for útilâ€, a não ser que seja tipo um astro. Se for só uma camisetinha de algodão, ele que vá se reciclar, se atualizar, fazer um MBA e daí a gente pensa em, um dia, recontratar.

Quem andou fazendo MBA recentemente foi a pantalona. Pensa na calça flare. Ela é uma reedição das bocas-de-sino e pantalonas, certo? Acontece que a indústria da moda vive de despertar o nosso desejo pelo novo, é isso que a faz girar, então, claro que ela não ia trazer do mesmo jeito.

Embora seja basicamente a mesma coisa – calça jeans com inspiração setentinha – a flare de hoje tem cintura mais ajustada e não é tão larga quanto suas antecessoras. Além disso, de lá pra cá as modelagens mudaram, a tecnologia têxtil mudou.

Com o tempo, a indústria evolui e nós também evoluímos, mudamos. É um pouco improvável que, passados alguns anos, uma peça volte exatamente igual e nos encontre com o mesmo corpo, mesma vida, mesmo imaginário estético, mesmas vontades.

Tags: , , 04.07.2011 - 15:25 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 23 Comentários

PRA COMPRAR MENOS E MELHOR

Diz que tem um ditado sueco (!!!) que diz que “quem compra coisas que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo”. Há oito anos visitando os guarda-roupas mais abarrotados e convencendo geral que ninguém precisa de tanto – vale mais ter pouco que se usa muito, e de muitos jeitos! – a gente resolveu fazer uma lista do que pode influenciar pro bem as compras: comportamentos (e truques!) que ajudam a comprar menos e melhor.

• Informação nunca é demais. Se você pode programar compras pro sábado, durante a semana é legal dar uma olhada nas revistas de agora, nos sites das marcas (pra ir se familiarizando com as coleções) e aqui no blog (NÉAM!). Também é legal estudar os sites de compras de marcas internacionais, tipo yoox e net-a-porter, pra identificar eventuais “homenagens” e influências!

• Antes de sair às compras a gente sempre tem que estudar o nosso próprio armário. Saber o que a gente tem é imprescindível pra saber o que a gente precisa ter – às vezes a gente tem que fazer uma super limpeza e tirar as peças estagnadas que não funcionam pra conseguir enxergar o que a gente usa de verdade.

• Sair com foco é BEM importante. Os meninos não têm armários abarrotados porque compram por necessidade – a gente não, o shopping é um passeio e uma desculpa pra encontrar a mãe, as amigas… e quando a gente resolve fazer compras como se fosse terapia, pra “curar” alguma coisa?!?? Foco, amigas. Tem que ter em mente as peças favoritas do armário, as campeãs de uso, e o grupo de cores que se tem em casa, pra então escolher peças que vão render muitas combinações com essas e cores que vão dar certo na hora de coordenar. Pensar em look e não em peças específicas: cada peça escolhida tem que ser coordenável com pelo menos outras três ou quatro que você já tem. Vale pra cores também.

• Super ajuda sair usando a lingerie adequada pro que se quer comprar. Tem que pensar no que não marca e no que é mais confortável, pensar que as luzes brancas e espelhos doidos dos provadores já são enfeiadores, né? Se for o caso de comprar um vestido ou look de festa é bom levar junto os sapatos da ocasião pra provar junto.

• Uma coisa é perceber o que mais se usa e o que sempre dá certo no guarda-roupa e nos looks de todo dia, outra coisa é comprar um monte do mesmo! Se você adora saia e camiseta pólo, não precisa comprar todas as cores da mesma camiseta e três estampas da mesma saia: só quando a gente escolhe variedade a gente tem possibilidades de mais usos (e de usos mais originais). Tudo bem ter seis jeans (se você usa muito, tipo todo dia!), mas que todos eles sejam bem diferentes entre si, cada um de um jeito especial. Também não é legal comprar tudo na mesma loja pra não ficar com cara de catálogo: vale mais comprar uma ou duas peças em cada loja e montar looks mais pessoais, mais com a nossa cara sabe como?

• Investir de acordo com o “prazo de validade fashion” de tudo: vale gastar um pouco mais no que é basico, clássico, numa cor que neutra e naquilo que a gente usa mais, que vai servir mais vezes, que a gente tem certeza que funciona bem. O que é modinha, o que é vontade ‘passageira’, sempre vale menos – dá pra esperar a liquidação ou dá pra procurar genéricos na C&A ou nas afins.

• A gente não deixa cliente nenhuma levar NADA sem provar. E tem que provar de frente, de costas, sentando, andando, “dirigindo” (de mentchirinha!), dançando… E ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Vale pensar de um dia pro outro também (eu e a Cris sempre compramos pra nós mesmas assim: a gente prova num dia, reserva, pensa e, se no dia seguinte a gente ainda tem vontade de ter aquilo, a gente volta lá e arrasa!).

• Por fim, não pode comprar nada que você se AME, que não faça o olho brilhar e que não seja per-fei-ta pra quem compra. Às vezes pra ficar perfeito precisa de ajustes e tals. Mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? ;-)

Tags: , , , 13.05.2011 - 00:16 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 74 Comentários

ORDEM DE PREOCUPAÇÃO NA COSTUREIRA

Época de Oscar é propícia pra escolher referências do que fazer com costureiras e (no nosso caso!) figurinistas, né. Vale fazer parte de cima de um vestido e parte de baixo de outro, vale mudar a manga, arrumar comprimento, aplicar bordados, abrir/fechar decotes e mais. A gente tem a referência e começa a pensar no tanto que vai arrasar na festa, mas tudo que rola antes é essencial pro sucesso do look!

A gente ensina isso pras clientes quando pensa um look junto assim, desde antes de “nascer”, e acha que vale dividir com geral – essa deveria ser a ordem obrigatória em que cada detalhe do look de festa é decidido:

TECIDO
Não adianta escolher o vestido mais glamouroso do mundo (e comprar brinco e pensar na maquiagem e escolher a bolsa e tals) se o tecido de que ele é feito não for bacana. O material que confecciona qualquer roupa de festa é o que determina (de-ter-mi-na) sofisticação – sabe vestidón com cara de loja de aluguel? Vale investir no melhor tecido, na fibra mais natural (alô sedas) ou na melhor sintética que puder (quanto mais mistura com fibras naturais, melhor). Essa é a base da elegância que qualquer festa de usar vestidón demanda da gente.

CAIMENTOS
Daí que uma coisa tá ligada à outra: o tecido tem que funcionar no caimento, o caimento tem que acontecer no tecido escolhido. Gordurinha de costas não precisa aparecer, meia-calça por baixo da roupa não precisa marcar, alça não precisa dividir a carne – sabe essas coisas?  É essa a hora de avaliar o próprio tipo físico e pensar se o vestido pode ser mais soltinho embaixo ou em cima, se precisa de mangas, se tem decote, se marca a cintura (mais pra cima ou mais pra baixo), etc etc etc.

DETALHES
Só com material e forma definidos é que a gente começa a pensar nos detalhes extra do look-festa – na prática á tããão mais corriqueiro a gente começar por aí… e então o resultado não dar tão certo. Veja: se a gente já sabe de que o vestido é feito e como ele vai “cair” sobre a silhueta, fica fácil pensar em brilhos, bordados, drapeados, nesgas, amarrações, aplicações e mais.

ACESSÓRIOS
Acessório = complemento. Tá tudo pronto? Ok então pra pensar em brincos, colar, pulseiras, adereços de cabelo (tão legais e tão pouco usados não gente?), sandálias/sapatos e bolsinha. Toques finais pra uma preparação que pode garantir noites deliciosas, com energia, originalidade e elogios!

Tags: , , , 28.02.2011 - 13:57 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 12 Comentários

ACESSÓRIOS ATUALIZADORES DE LOOK

Vale super a pena se programar pra comprar poucos e bons acessórios impactantes por estação – pequenos atualizadores que multipliquem possibilidades com o que a gente já tem no guarda-roupa e que deixem todos os looks com “cara de agora”. Dá pra investir em um item bacanudo por mês, ir usando/exercitando idéias novas até a próxima compra e assim crescer em estilo e autenticidade. A gente curtiu essa lista de acessórios atualizadores e olha, ela serve bem como direção de compras porque tudo que tá aí pode ser adaptado pra diferentes personalidades e estilos de vida: tudo pode ser escolhido em formas, pesos, cores, texturas e preços variados!

Tamancos!
Já tão em to-das as vitrines das lojas mais legais de sapatos, de mil jeitos. Tem os mais pesadões e os vazados, com cara de sandalhão (super bacanas), tem com anabela e com salto super alto, tem com muita ou com pouca plataforma. Bacana pro calor pra acrescentar peso visual a vestidinhos e shorts, também funciona fofamente com meias num friozinho leve. A gente já conversou sobre como usar – e não descarta experimentar uns pra gente mesma, sabia?

Sapatinhos masculinos tipo oxford
Né, esses modelos já tão bem em volta da gente há tempos… a novidade é que eles tem sido feitos mais delicadamente, masculinos-femininos, cheios de cores fofas e formas finas, leves. E se antes eles pareciam do namorado, agora eles parecem do vovôzinho estiloso – tão bem com cara de antiguinhos, de vintage!

Sapatilhas com frente alongada
Não sei vocês mas a gente tá vendo até frentes pontudas nas sapatilhas novas! Bom é que o conforto continua, mas com frente mais alongada (menos redondona ou quadrada demais) a gente também ganha em elegância. Alô anos 90, alô minimalismo!

Botinhas de amarrar
Outro item da lista que não é tããão novo, mas que ganha um detalhe extra pra agora: as botinhas na altura dos tornozelos tem cadarços (ou fitas!) e não só elas – vejam a quantidade de coturnos que as mudérnas tão usando.

Saltinho micro
Lá fora esse saltinho chama “kitten heel” e ele tem, no máximo, uns 3 centímetros. Uma fofura de usar agora nessa inspiração cinquentinha que a moda tá dando pra gente, né, com saionas e vestidos acinturados e calças justinhas… e um descanso dos saltos gigantescos desses últimos tempos roqueiros (da moda).

Cintinho fino
Ainda nessa onda ‘anos 50′ de montar looks, os cintinhos finos são complementos femininos e muito muito versáteis: acrescentam cintura e formas quando usados sobre qual-quer peça: vale sobre camisetas, sobre coletes mais longuinhos, sobre tricôs e até sobre paletós desestruturados.

Meias curtinhas
As mudérnas já tão usando de oooutros invernos, e essas meias mais curtas – que ficam entre tornozelo e joelhos, tipo na altura das canelas, funcionam super no calor também. Quem tiver vontade de usar pode pensar nelas não como item funcional, mas como acessórios mesmo – a gente também já conversou sobre jeitos de usar (muito legais!) num post antiguinho, ó lá.

Broches
Se eles não foram assunto nos últimos tempos pra dar lugar a colarzões e muitos anéis, tá chegando a hora de resgatar esses acessórios – tão bacanas, originais e funcionais. Todo mundo já concorda que broche não precisa ter cara-de-vovó (concorda?) e que além de acrescentar estilo também pode fazer surgir forma: num decote assimétrico, numa cintura extra, num drapeado!

Tags: , , , , 09.09.2010 - 09:12 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 25 Comentários

CHECKLIST DE COMPRAS BOAS EM LIQUIDAS E BAZARES

A gente acha que, depois de listar o que a gente pode comprar agora já com cara de próxima estação, é também bem possível juntar direções pra ter uma fórmula de compras boas em situações de valor reduzido. Ideal seria se a vida inteira fosse mesmo uma grande liquidação – não sendo esse o caso, bora dar o nosso máximo (haha!).

liquida

PREPARAÇÃO + REFERÊNCIAS
Só vale sair pra liquidas e bazares depois de um bom passeio pelo próprio guarda-roupa – se o passeio render uma boa limpeza, melhor ainda. Vale lembrar o que tá parado por falta de “ítem-coordenatório” (risos), o que pode ser substituído porque já tá velhinho, que cores tão faltando/complementam o que se tem, que comprimentos funcionam melhor pra gente. É tempo de muita balada? É tempo de muito trabalho? Mil programinhas diurnos no fim de semana?

Bom também é folhear com atenção pelo menos duas revistas de moda (atuais!) pra antecipar vontades e ter tempo de digerir, pra reconhecer referências, pra imaginar possíveis coordenações e pra conferir no próprio guarda-roupa se rolaria.

PROGRAMAR O INVESTIMENTO
Armário de menino nunca é abarrotado porque eles compram por necessidade. A gente não, compras viram desculpa pra encontrar as amigas e mil vezes a gente resolve fazer compras como terapia, pra “curar” coisas – é ou não é? Então sair de casa já com um valor pré-determinado pra se gastar é um adianto. E diante de cada peça a gente tem que se perguntar:

Vale o investimento? O material e a confecção equivalem o preço cobrado? As peças têm lugar/espaço na vida da gente e vai ser útil pro que se faz? O que a gente amou rende pelo menos três coordenações diferentes com o que eu já se tem em casa? A gente vai querer/poder usar por muito e muitos anos? É fácil de manter/lavar/passar?

OPORTUNIDADE DE EXPERIMENTAR
Uma coisa é perceber o que mais se usa e o que sempre dá certo nos looks de todo dia, outra coisa é comprar um monte do mesmo! Tudo bem ter seis jeans (se você usa muito, tipo todo dia!), mas que todos eles sejam bem diferentes entre si, cada um de um jeito especial. Também não é legal comprar tudo na mesma loja pra não ficar com cara de catálogo: vale mais comprar uma ou duas peças em cada loja e montar looks mais “pessoais”, mais com a nossa cara.

E aí que preço reduzido dá mais coragem pra experimentar. Clássicos valem mais mesmo, então é bom aproveitar os descontos pra arriscar peças “da moda” – ou uma cor diferente, uma modelagem nova, alguma coisa que nunca se usou antes mas que pode render umas boas surpresas do nosso jeitinho, no nosso espelho de casa.

TEM QUE PROVAR TUDO
Especialmente porque liquidação não tem política de troca super bem definida aqui no BR, né? Tem que ir pra qualquer liquida/bazar usando lingerie boa – que não marque!!! -, tem que ir de duas peças (vai que não tem provador decente e você tem que tirar o vestido inteiro pra provar só uma blusinha?), tem que sentar, simular dirigir, andar, se olhar de costas e até dançar, se for o caso.

PODE PENSAR!
Com a Oficina ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Se depois de uma ou duas horas (e outras vitrines!!!) a compra ainda tá rendendo vontade, então tá valendo.

MODA É PRA SER FELIZ
Compra boa é a que faz a gente feliz e achar a peça dos sonhos com valor pela metade (ou com descontão) é sempre mais gostoso. Se rolou AMOR pela peça, se fez o olho brilhar e se ficou per-fe-i-ta no corpo, pode ir pro caixa. E às vezes – quase sempre! – pra ficar perfeito precisa de ajustes e tals. Mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? ;-)

COMPRAR NÃO É SE INVENTAR, É INCREMENTAR!

Quem compra um bilhão de roupas novas a cada estação não tem estilo, tem “a cara da estação”. Menos roupa nova e mais constância constroem identidade visual, e o estilo vem daí. Imagina que pra atualizar o guarda-roupa pro inverno a gente pode adquirir 6 peças novas. E que a gente pode ir adquirindo uma por mês (dessas 6), até chegar o frio. Pensa em duas partes de cima, um casaco, duas partes de baixo e um vestido – por exemplo. Se tudo desse conjunto for coordenável entre si – cores em tons coerentes, caimentos similares, proporções que funcionam bem juntas – essa compra sozinha já rende um mini-guarda roupa, ou uma mala pronta. E se esse conjunto, além de ser coordenável entre si também for coordenável com o que a gente já tem em casa, então essas seis peças rendem um zilhão de outras combinações!

compras_inteligentes

Com uma compra de seis peças a gente pode usar roupa nova todo dia, uma peça nova por dia! E se sobrar dindin a gente pode ir fazendo mais compras assim, em grupos de peças – ou programar mais de um grupo desses por estação, tipo: pra esse inverno vale comprar seis (mais…)

Tags: , , 28.01.2010 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 25 Comentários

SEM PLANEJAR NÃO DÃ!

Porque dinheiro não nasce em árvore, né!?! Mesmo quem tem muito, precisa se organizar pra não acabar fazendo besteira. Dá pra destinar um valor dentro do nosso orçamento pra comprinhas e daí dá pra definir partes desse valor que podemos gastar em cada peça – isso é planejar!

planejamento

Funciona mais ou menos assim: se a maior parte da minha semana (ou da minha vida!) eu passo trabalhando, a maior parte das minhas peças devem pertencer ao meu guarda-roupa profissional; ou se eu costumo ir pra praia todo final de semana, biquini pode ser uma peça-chave no meu armário; ou se tenho uma vida social super agitada, talvez eu não precise esperar a liquidação pra comprar aquele top de renda. Deu pra entender?

O dinheiro que a gente investe em uma peça deveria ser diretamente proporcional ao seu uso. Tem como a gente dividir a nossa vida em atividades e daí distribuir o nosso budget seguindo essa divisão. É pura matemática! Só que dessa vez bem mais divertida…

Esse é o terceiro post de uma série que pode ajudar a gente a construir um  “guarda-roupa dos sonhosâ€. É inspirada em uma matéria – de uma Baazar americana de 2005 – escrita por Lisa Armstrong (então editora de moda do The Times inglês). A gente adaptou os sete passos pra nossa realidade e ainda acrescentou alguns “segredinhos†bem a la Oficina de Estilo. Aproveitem!!!

Tags: , , , , 22.12.2009 - 00:05 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 18 Comentários

ARRUMANDO TEMPO PRA SE ARRUMAR

Quando tem reunião a gente sai de casa antes. Quando vai viajar se programa pra sair cedo pra não perder o vôo. Quando tem deslocamento a gente reserva tempo pra perder no trânsito. Então, gente, deixar pra se vestir com pouco tempo é falta de vergonha – e de amor consigo mesmo. A gente arruma tempo (espremido, precioso!) pra tudo nessa vida, tem que arrumar tempo pra se arrumar. O que garante um tanto do bem estar do dia todo é o que a gente escolhe usar, como veste, como está. Se a gente pensa antes de falar, pode pensar também antes de vestir – porque comunica igual. Olha o que todo mundo devia se permitir – se dar de presente – como rotina pra se arrumar:

penteadeira

• checar agenda antes de escolher o que usar
• experimentar no dia anterior
• pensar no que é preciso acrescentar durante o dia (mais…)

Tags: , , , 02.09.2009 - 12:30 | Postado por Fernanda Categorias: diário 37 Comentários