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OURO SOBRE AZUL

Tem um monte de palácios e castelos pra se visitar em Portugal, alguns preservadíssimos e cheios de riquezas inimagináveis, de fazer cair o queixo. Um deles, o Palácio de Sintra, tem uma sala de brasões que homenageia as 72 (!!!) famílias mais importantes da época da construção – tipo entre 1505 e 1520. Essa sala é super impressionante por ter um teto todinho coberto de ouro (ou outro revestimento super dourado que faz a gente acreditar que é ouro!), com uma base de paredes totalmente coberta por arte feita em azulejos daqueles azuis, bem azuis mesmo. Ó:

A coisa toda é tão impressionante que “ouro sobre azul”, em Portugal, é uma expressão que significa ‘perfeição’ e que vale pra tudo! Tipo eles dizem assim: “nossa, se fizesse sol no fim de semana ia ser ouro sobre azul”; ou “menina esse vestido ficou ouro sobre azul em você”. Não é DEMAIS? E não é inspirador? Conhecer a expressão faz com que a coordenação de azulzão e dourado – mesmo em toques ou só nos acessórios – fique ainda mais interessante do que ela já é, né?!?? Vale pensar também em tons de azul e outros metalizados, que tudo é perfeição. :)

Tags: , , 14.07.2010 - 00:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 54 Comentários

LIÇÕES DO FRIO EUROPEU

Desde sempre a gente ensina pras nossas clientes que, no friozão, os materiais das roupas fazem toda uma diferença. E aí, mesmo já tendo nove invernos de SP no currículo (!!!), eu comprovei a teoria da Oficina de Estilo na minha viagem à Portugal, em fevereiro – quando eu tive alguns dias de 5º (no sol!). O jeito de vestir das lisboetas me confirmou umas lições e me ensinou outras, que viraram anotações de viagem e que agora tão aqui pra gente exercitar juntas.

Proteção eficaz pro frio começa com a escolha de materiais que esquentam de verdade. E os materiais com que a gente tá acostumada aqui no BR não são exatamente os mais quentinhos, né? Então, três meias-calças + uma calça de malha por cima equivalem a uma calça de lã espessa, quentinha, com meias também de lã/cashmere nos pés. Duas segundas peles + dois tricôs finos equivalem a uma camiseta de algodão com mangas longas e um cashmere quentíssimo (que aquece sem acrescentar volume à silhueta). Pra garantir, tem umas meias-calças bem fininhas de lã sintética que esquentam super por baixo de calças – e mesmo saias e vestidos pras corajosas, eu usei bermuda com essas meias, ó na foto! Cachecóis quentinhos aquecem o pescoço e, pra deslocamentos, casacos mais pesados (também em lã!) completam o look.

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Lã, cashmere, mohair, couro, feltro e afins não são materiais muito tropicais, mas fazem a diferença na hora de se proteger de frio que não parece brasileiro! (Menos no sul, né.) Vale super a pena construir, de pouquinho em pouquinho, um mini-guarda-roupa de invernão: a cada viagem, ou a cada inverno, é legal adquirir um casaco ou um cashmere ou uma calça de lã quente. E ao longo dos invernos a gente vai fazendo coordenações, e incrementando esse “aparato” com cores e outros ítens. Look com poucas camadas mas todas SUPER quentinhas, essa é a (nossa) fórmula certeira.

Aquecer os pés é chave pra estar inteira quentinha. No frio as solas dos sapatos podem ser um pouquinho mais grossas do que a gente usa normalmente. As moças lá de Lisboa, por exemplo, escolhem tênis confortáveis, botas com solas de borracha, sapatilhas e escarpins com solas – mesmo de couro – um pouquinho mais altas. E quando o sapato é rente ao chão elas sacam palmilhas quentinhas pra usar por dentro: eu vi, lá em Portugal, palmilhas de pêlo de carneiro, de lã, de fleece e até de cortiça (diz que isola o frio). A gente já ensinou aqui no blog a fazer uma dessas em casa, fica a dica!

Com essa fórmula, o que formaliza ou informaliza o look é o tipo de material, mesmo dentro do ‘universo dos quentinhos’. Calças de veludo cotelê, jeans grossão ou nylon compõem looks mais informais; calças em couro, lãs de alfaiataria e veludo deixam o visual mais formal (sem precisar ficar careta, veja bem). E a chave pra não parecer igual todo santo dia frio é coordenar cores. Manter a base neutra – calças, camisetas e casacão -  pode ser uma boa idéia pra acrescentar cor nos cashmeres, nos cachecóis, nos sapatos… e também nos acessórios menores tipo tiara, brinco, broche, luvinhas (se for o caso), bolsa, guarda-chuva (!!!), óculos escuros, etc etc etc.

Tags: , , , , , 09.04.2010 - 11:35 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 36 Comentários

LUJINHAS ESPANHOLAS E PORTUGUESAS

Sabe que depois que eu conheci a Cris meu jeito de comprar em viagens mudou: antes eu me programava, fazia planos e listas, saía da origem determinada a “fazer valer” a ida ao destino em função de compras boas pra trazer de volta. Aprendi com a minha sócia-melhor-amiga que viagem é pra curtir, e que encontrar no caminho de cada passeio lugares gostosos – que ainda rendam uma ou outra comprinha! – funciona como mais lembrança de viagem e não compra apenas. Daí o que a gente traz de viagem tem mais sentido, mais estória, é souvenir de usar!

fpereira

Então vale dividir o que me rendeu souvenirs não-programados (e agora super celebrados!) na viagem que eu fiz à Portugal. Em Lisboa eu conheci o trabalho da Fernanda Pereira, designer que dá tratamento super “artístico” pro que cria, na multimarcas moderninha Galeria de Exclusivos. Minha xará experimenta formas beeeem diferentes em moletom e malha, dessas coisas que a gente tem que provar pra entender (e se surpreender). Faz umas golas avulsas/removíveis que podem enfeitar mil looks (adorei essas golas!) e cria broches com mil continhas que, juntas, formam volumes e texturas lindinhas… com nomes poéticos e tudo! Três broches desses vieram pra casa comigo!

funandbasics

Não sei se contei antes mas minha estada em Portugal rendeu um finzinho de semana esticado na Espanha. E aconteceu que – talvez porque eu tivesse tão ocupada conhecendo, passeando, vivendo em Lisboa! – minhas compras mais legais vieram de Madri. Foi lá, nessa rua (incrível!) chamada Fuencarral, que eu entrei encantada na Fun and Basics. Imagina uma loja com prateleiras cheias de bolsas (mil modelos, mil tamanhos!) multi-coloridas, dispostas como num arco-íris! Tipo a mesma bolsa existe em três tamanhos e em seis cores diferentes, tanta opção… e tudo com um preço lindo! Tem blog e tem um monte de fotos no Flickr da marca, vê lá. Voltei pra casa com uma pastinha de carregar laptop muito muito fuefa, azul da cor do céu de Madri.

pepaloves

Na mesma Fuencarral, em Madri, eu entrei sem querer na Pepa Loves – e no primeiro encontro com o universo da marca eu já me apaixonei. Imagina uma mistura de Maria Bonita Extra com Farm com um caldeirão de bom humor: as estampas fazem sorrir, tudo tem laço, botão fofinho, modelagem esperta e as bolsinhas… são um amor à parte. Vale passear pela loja online da marca – e pelos outros sites também! – prestando atenção aos valores (quando tem), nada desencorajadores (como os nossos aqui no BR). Ah! Da Pepa Loves eu trouxe a bolsinha de cachorro-salsicha, fofura das fofuras! ;-)

Tags: , , , 22.03.2010 - 16:10 | Postado por Fernanda Categorias: diário 10 Comentários

ME SENTI USANDO CROCS!

Sabe isso de que “em viagem a gente se sente mais confortável pra experimentar coisas loucas”? Tipo coisas que a gente não usaria em casa? Pois eu aproveitei o frio que senti na viagem à Portugal pra experimentar botas tipo Ugg. Sabe essas botas com frente super alargada, com cano bem fofucho e recheadas de pêlo (quentinho!) por dentro? Comprei uma (na única cor disponível com a minha numeração), usei e prestei bem atenção no que eu senti. Me senti culpada desde o início (haha!), como se eu tivesse usando crocs-versão-de-frio. E achei que podia dividir essa sensação com todo mundo daqui, pra gente pensar mais juntas!

ugg

O princípio é bem o mesmo das crocs: a proposta das Uggs é ser super confortável e quentinha (no caso, as crocs são fresquinhas né), mesmo que a forma do calçado deforme a silhueta humana – ninguém tem um pézão desses naturalmente! E a primeira coisa que eu percebi é que essa “nova forma” que a botona dá pro pé demanda toda uma nova noção de movimentos e de espaço. Eu andava de jeito diferente, com o pé pesado (e a bota é super leve!) e ficava agarrada dentro do táxi na hora de sair. Eu demorava pra subir as escadinhas dos ônibus como se eu fosse uma astronauta e ficava constrangida toda vez que via uma moça de bota de couro, normalzinha, tão confortável quanto eu tava – mas muito mais bonitinha. Mas mais que tudo, e com mais força: eu percebi que ninguém tava neeeem aí pras minhas botas, gigantes ou não.

Ninguém me olhou torto, ninguém virou os olhinhos e ninguém apontou ou fez comentário com a amiga nem nada – não sei vocês, mas quando eu vejo crocs ou patas-de-bode na rua eu faço bem isso daí, quase sem querer. Fiquei pensando que o universo inteiro (fora a gente, “povo da moda”) tem mais o que fazer do que se preocupar com o que qualquer um na rua tá usando. E me senti encorajada a tentar de novo. E usei a bota pelo menos umas três vezes durante a viagem. Procurei balancear o tamanho (ão) da bota com a proporção do resto todo que escolhi usar, resolvi coordenar cores pra harmonizar a atenção que a cor clara da minha Ugg chamava, pensei em como usar tudo isso a meu favor pra equilibrar minha silhueta (com a bota). E fui feliz assim, de verdade.

Mas né, nem faz esse frio todo aqui no BR e nem eu ia querer encarar a experiência “no meu meio”. As moças de Portugal me ensinaram lições valiosas de como se vestir quentinha/confortável no frio e são essas as lições que eu quero exercitar no próximo inverno (com direito a post e tudo!). A bota era confortável, era super quentinha mesmo, mas ficou lá na Europa, de presente pra quem fosse arrumar o quarto do hotel. Muito fácil demais, prefiro exercitar o difícil e crescer em possibilidades. Tipo como seria se eu experimentasse crocs no verão (haha). ;-)

Tags: , , , , 19.03.2010 - 18:14 | Postado por Fernanda Categorias: diário 46 Comentários

O QUE AS LISBOETAS TÃO USANDO

Considerando que eu fui pra Portugal no tempo frio deles, agora é hora boa pra gente prestar atenção no que a mulherada tá usando lá – pra começar a se inspirar pro nosso friozinho, que né, daqui a pouco chega (se Deus quiser!). Tá aqui uma listona do que eu vi repetidas vezes pelas ruas de Lisboa, sempre de jeitos muito legais, e que podem render posts individuais aqui no blog – de agora até o inverno! Vamos medindo interesse pelos comentários, o que acham?!??

lisboa

• casaco sobre casaco: elas põem colete de pele por cima de paletozinho e, juro, fica incrível! já teve aqui post de cardigan sobre cardigan, até o inverno sai dessa sobreposição também.

• casacos com barra balonê: era um hit, tanto em comprimento na altura do quadril quanto mais longuinho, tipo na altura do joelho.

• saia/vestido + casacão: muito mais que calças! meia-calça decorada é lei pra elas sustentarem o look ‘pernocas de fora’.

• detlhes em pele: nas golas, em volta do capuz, nos coletes, nos punhos, até nas botas tinha pele. não acho muito brasileiro, maaaaas… nunca se sabe né.

• mariniéres: top hit em todas as vitrines, na mulherada em todo tipo de look – desde o de dia até o de balada.

• calças com cintura alta: com pernas curtinhas e afuniladas, quase sempre com botinhas de cano curto ou sandalhonas pesadas. super lindo.

• abotoamento duplo: em cardigan, em jaqueta jeans, em jaqueta de couro, em camisas pesadas… tipo em clima militar, sabe como?

• sapatos masculinos baixinhos, tipo oxford: mas super coloridos – até metalizados, uma graça infinita!

E aí, queridos, tem a galeria de imagens (todas daqui!) pra reforçar essas imagens no nosso imaginário até essas coisas todas aparecerem nas vitrines de inverno – porque elas vão aparecer, certeza. A gente tem é que ir olhando bem pra elas, pensando no que a gente tem e em quem a gente é, pra então fazer cada uma dessas vontades funcionar com a nossa cara, “personalizadamente”. Néam? ;-)

Tags: , , , 17.03.2010 - 00:01 | Postado por Fernanda Categorias: diário 42 Comentários

CORES NOS AZULEJOS DE PORTUGAL

Passei 10 dias em Lisboa, amigos de blog, e AMEI o que conheci de Portugal. Super incrível passear por ruas estreitinhas, pensadas pra carruagens puxadas por cavalos (!!!), entre predinhos que já existiam antes do Brasil ser descoberto (ou quase isso). Lisboa tem uma história maluca, de um terremoto que derrubou tudo 250 anos atrás: aquela lindeza toda é fruto de trabalho de reconstrução, e as tradições de antes permaneceram pra gente admirar. É o caso dos azulejos: os quadradinhos de cerâmica cobertos de vidro colorem boa parte das fachadas lisboetas, e inspiram mil combinações de cores pro nosso vestir. Mesmo no frio (que frio!) eu tinha vontade de colorir um pouco mais o look de todo dia, pra sair na foto bem coordenadinha com as paredes! Fiz um álbum desses azulejos, todos de prédios das ruas por onde eu passeei. E juntei os pontinhos de cor que os artesãos usaram na decoração de cada um pra gente ter um álbum de sugestões de cores legais juntas. Dá uma olhada na galeria logo aqui embaixo! ;-)

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No Flickr da Oficina tem mais fotos de azulejos – mais inpiração! – e umas grades de varandinhas, também dos predicos de Lisboa. Bom pra gente pensar em texturas também, junto com todas essas cores lindas juntas (lembra das rendas que eu vi nas férias que passei em NY? essa é a idéia!). Passa lá pra ver!

Tags: , , , , , 08.03.2010 - 00:01 | Postado por Fernanda Categorias: diário 30 Comentários