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TOMARA QUE (NÃO!) CAIA
Tudo funciona melhor pra quem tem confiança. Especialmente à noite – quando o sexy tenta imperar, mas quem sobressai mesmo é “quem segura”. A gente acha que tomara-que-caia é peça-chave nessa história: inspira mais confiança do que sensualidade, é mais pra quem carrega do que pra quem quer causar. A falta de alças não só deixa mais pele à mostra, mas também libera movimentos. Tipo quem é “livre” de verdade, quem tá super à vontade é quem mais aproveita o ‘colo pelado’. E não só colo, né? Liberdade liberdade… mas tomara que caia revela, de uma vez só, colo ombros costas pescoço nuca e braços. Tem que segurar ou não tem?

Pensando com ‘mente de personal stylist’ a gente prefere vestidos tomara que caia do que tops e blusinhas assim. O formato vestido alonga e o formato blusa – curtinha, quadradinha, reta demais – acaba encurtando o tronco e, por consequência, alargando a parte mais magrinha de quase toda silhueta. Essa questão deixa de existir se o top tomara que caia é coordenado com parte de baixo no mesmo tom ou num tom semelhante, criando nosso amigo-antigo visual monocromático. E a falta de alças acaba funcionando melhor pra quem tem peitinho e tudo-em-cima: pra não cair quando veste peitões o tomara que caia precisa ser bem apertadinho, e por isso pode achatar o formato do peito e destruir o look. Aí não, né. Em todo caso a gente pode sempre contar com esses modelos que vêm com corsets embaixo, que sustentam e moldam tudo internamente mesmo – tipo lingerie embutida.
E se já tem tanta pele de fora, calças e meias-calças podem ser bons acompanhantes. Pra chegar e pra sair, casaquinhos e blazers e cardigans e jaquetinhas ainda não cobrem o colo – de modo que quem usa continua sexy. E se o propósito é ser seeeeeexy, uma rendinha de sutiã pode até emoldurar o tomara que caia, com parcimônia porque né, de sexy pra vulgar é um pulo. Tem que ver referências de Alexandre Herchcovitch e de Dolce & Gabbana pra se inspirar no tom (difícil de achar essas refs, alguém ajuda?). E nada nada nada de puxar pra cima o modelón a noite toda – se tá caindo não tá bom. Tinha que chamar, na verdade, tomara que nããão caia!
QUERO PARECER SEXY
E quem não quer? Quase todas as clientes que atendemos querem de alguma forma – a forma delas – ficar um pouquinho mais sensual. Mas a maior preocupação é saber enxergar a linha tão fininha que existe entre ficar sexy e exagerar na dose e acabar ficando vulgar demais. Acontece que sensualidade e vulgaridade são atributos super relativos, que mudam de pessoa pra pessoa, então o mais importante na hora de parecer um pouquinho mais sensual é se livrar de preconceitos e procurar se respeitar.
Pra quem não nasceu com esse dom, mas gostaria de ter nascido, tem como acrescentar alguns elementos no vestir do dia a dia que dão uma apimentadinha no visual. Quer ver?

sugerir é mais eficaz
Mulheres sexies são naturalmente sexies e não precisam de muita exposição pra demonstrar isso. A sensualidade acaba transparecendo muito mais nos detalhes do que nas obviedades. Por isso substituir decotes vertiginosos por transparências sutis já é uma boa. E trocar uma peça hiper justa por uma que acompanha a silhueta, deixando a figura feminina levemente revelada também. Daí não tem calça jeans sequinha com camiseta branca de algodão finíssimo que não seduza, tem?

cores fortes
Uma das coisas mais legais das sexies é que elas não tem o menor constrangimento em chamar atenção. Então pra que cinza se existe o pink, pra que bege se existe o laranja… Cores fortes, chamativas, mais quentes são super sensuais. E não precisa ser uma peça inteira numa cor “cheguei”, um pontinho já pode ser super eficaz. Quer mais sensualidade carregada num objeto do que colares de turquesa ou coral? Ainda mais quando eles escorregam estrategicamente pra dentro do decote!

pezinhos de fora
Pés são símbolos tão fortes de sensualidade que chegam a ser fetiches. Então lá vamos nós deixar eles aparecerem de monte! Sandálias de tirinhas, rasteiras, assandalhados, peep toes… Existem milhares de opções pra deixar os pezinhos de fora. E cada uma é adequada pra cada ambiente: nas baladas dá pra deixar os pés quase pelados, já no ambiente profissional vale deixar eles um pouquinho mais fechadinhos, mas ainda assim sensualizando.
UM VERÃO DE TECIDOS ESVOAÇANTES
A gente reparou que teve uma boa leva de roupas feitas em tecidos esvoaçantes nos desfiles das últimas semanas de moda brasileiras. A gente também reparou que isso faz parte de uma vontade maior que é a de ser cada vez mais confortável. Tecidos molinhos, que balançam com os movimentos, que voam quando a gente anda, podem ser uma forma super confortável de ser sexy, não!?!

Acaba que insinuar é um jeito de seduzir bem mais esperto que simplesmente mostrar tudo e os tecidos esvoaçantes do próximo verão são leves, quase sempre tem uma certa transparência, carregam essa mensagem de sexy, mas com frescor. Imagina que muito chique um super vestidão fluido com mangas longas – dessas que dançam junto com a gente – pra ir no festona, no lugar do tomara-que-caia preto de sempre? E o tecido esvoaçante também pode participar do nosso dia a dia, numa blusa de seda por baixo de um terninho, numa saia molenga usada com camiseta e jaqueta jeans ou até num foulard amarrado no pescoço.
Peças com toda essa leveza na teoria combinam com outras peças e acessórios leves também, mas o jeito novo e usar os tecidos esvoaçantes é brincar de leve x pesado: pantalonas de seda com coletes de couro, caftans fluidos com sandálias plataforma, tops molengas com calças super estruturadas…
Dá aquela cara de elegante, mas de um jeito bem natural, despretencioso. O caimento é mais amplo com aspecto relaxado confortável, ainda assim com uma coisa meio diva, bem sofisticada, beeeeeem feminina. E tem roupa com mais cara de verão brasileiro do que uma que é sexy e confortável?
NO LUGAR DO VESTIDINHO
Tempos atrás a Jana (que trabalhou aqui com a gente durante um tempão) foi ao Rio um fim de semana e percebeu, numa baladinha bem chique, a quantidade de cariocas que estavam usando macaquinho! E o macaquinho aparecia nos looks de um jeito arrumadinho: umas usavam com salto pequenino, outras com rasteiras mais sofisticadas… mas todas como cara de balada, de festinha elegante!
Cariocas são as rainhas do chique-despojado e têm um jeito todo especial de tornar o look sempre despretensioso – e macaquinho corresponde como uma luva a todas essas características! Macaquinho está pro vestido curto assim como o short está pra mini-saia, ou seja, mantém pernoca de fora, mas é MUITO mais confortável por que permite maior liberdade de movimentos. Exatamente por transmitir essa mensagem de conforto é que ele sempre vai ser mais casual, mais “tô nem aí” que qualquer vestido. Sabe como!?!

O que pode deixar o macaquinho com um ar mais elegante é o material de que ele é feito – e os acessórios, cabelo e maquiagem que acompanham a produção. Quando a gente quer estar bacana que nem essas moças cariocas que a Jana viu na balada, com esse ar meio de chique sem esforço, a gente veste o macaquinho, calça um peep toe com saltinho (ou uma rasteirinha com pedras, pras adeptas do pé no chão), prende o cabelo de um jeito bem especial (acessórios de cabelo são super bem vindos), faz um olho mais marcado e carrega a bolsa-carteira na mão. Sexy na medida e confortável de montão!
Decifra-me ou devoro-te
Houve uma época em que as pessoas se vestiam para chocar. E que as roupas realmente significavam quebras de paradigmas. Como quando as menininhas começaram a usar mini-saias, que a esperta da Mary Quant tinha feito, lá nos idos dos 60. O corpo quase todo costumava ser coberto, então quando a saia diminuiu uns centímetros, PÁ, foi um choque. O que realmente seduzia era descobrir os pedacinhos do corpo. Quem não se lembra de cena de filme que a menina sobe a saia longa na estrada, pra fazer os carros pararem?

E daí pra frente, com o aval de estilistas como Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier e Tom Ford (esse bem mais pra frente, nos anos 90), a moda passou a testar e extrapolar limites, aproveitando a liberação sexual que estava em andamento, a abusar de elementos de extrema sexualidade, e o culto ao corpo (alou supermodelos e geração saúde nas academias!) viu seus dias de glória. Na moda, as pessoas se libertavam de qualquer amarra que a sociedade já havia imposto.
Durante esse tempo todo fez-se de tudo, tirou-se pedaço de tudo, escancarou-se tudo. Tanto se fez, que hoje nada mais nos choca. Podemos gostar ou não, achar desnecessário, cafona ou ousado, mas já estamos acostumados. Não tem mais aquele mistério, não tem mais o gosto por perverter os corpos. Já se sabe tudo o que tem por debaixo dos panos, não é mesmo?
O corpo como um todo praticamente perdeu seu apelo _especialmente porque somos expostos a ele o tempo todo e em qualquer lugar_, então como seduzir? O jeito mais legal pode ser aposentar (ou deixar descansar bastante) a sedução descarada e fazer uso do inesperado, ou seja, ao invés de mostrar tudo de bandeja, deixar escapar um pedacinho aqui, outro acolá, ou escolher acessórios que carregam mensagens cheias de segundas intenções.

Essa tática de escolher apenas uma parte para seduzir é inclusive explicada por Freud, em uma teoria sobre fetichismo, que, de forma bastante simplificada, diz que nós transferimos para uma determinada parte do corpo (tipo pés) ou acessório (tipo salto-alto) a significação dos órgãos sexuais, e são eles que despertam desejo no outro.
Marc Jacobs parece compactuar dessa visão freudiana. Prova disso foi a última coleção que ele fez para a Louis Vuitton, com tema “fetiche”, em que as modelos usavam roupas que lembravam aquelas fantasias de sex-shop, de um jeito bem mais fino, com transparências localizadas, materiais que remetem ao universo sensual e modelagem mais atarracada, cada um de uma vez. Nos acessórios, botas altíssimas, máscaras de Mulher Gato aplicadas a quepes de ascensorista de elevador e mãozinhas segurando bolsas por meio de algemas. Olha quantos símbolos fetichistas juntos, com uma mensagem extremamente forte, mas focada nos detalhes, em partes específicas.
Levar para a vida uma tática “decifra-me ou devoro-te”, parece bastante certeiro para provocar pensamentos cheios de segundas intenções, ao invés do habitual “já vi tudo isso antes”, seguido de bocejos.
Linda e loira para se divertir depois do expediente
Quando as distâncias eram menores, o engarrafamento era menos louco e as pessoas trabalhavam uma quantidade humana de horas, super rolava de sair do trabalho, passar em casa, tomar um banho, refazer a maquiagem, mudar o look e chegar linda e loira na festinha mesmo tendo passado o dia morena e séria no escritório.
Vamos combinar que essa situação descrita aí em cima é meio idílica para a maioria das pessoas de hoje. A gente trabalha demais, passa tempo demais no trânsito e, se for parar em casa antes de sair, é capaz de se atrasar ou desmaiar na cama, miando a programação.
Quem quer ter dupla jornada – essa a gente quer! – e sair do escritório direto pra farra pode tomar algumas providências pra não ficar com muita cara de séria no meio da festa (ou do cinema, do jantar, da balada, do que for).
Se o seu ambiente de trabalho é mais tranks no dresscode ou se a programação pós-expediente será com os próprios colegas, todos igualmente vestidos de batente, talvez não incomode tanto ir com cara de trabalho. No entanto, quando a roupa de trabalho tem muita cara de trabalho (alô advogadas, secretárias e enfermeiras) ou a programação pede algo mais especial, começa a complicar.
Começa, mas já termina rapidinho com o sensacional Kit Glamurization da Oficina de Estilo.

Tudo que você precisa para mudar a cara da roupa é de um sapato mais tchan, uma bolsa menor e acessórios.
Nos dias em que for fazer uma programação especial depois do expediente, vale levar uma malinha pequena para o trabalho com:
* um sapato mais legal com aquele saltinho que você não topou usar o dia todo ou com brilho;
* acessórios mais festivos, como um brinco que balance, um colarzão, uma pulseira que não rolou de usar no computador, uma peça metalizada;
* uma bolsinha pequena para substituir a grandona que carrega o arsenal de guerra do trabalho;
* algum prendedor de cabelo para fazer um rabo de cavalo ou prender de uma forma mais alegre;
* um pouquinho de maquiagem para fazer um olho mais marcado ou passar um batom colorido;
* se a sua roupa profissional é muito inconciliável com a diversão, vale levar um vestidinho bem leve, desses que não faz volume na malinha.
Pronto. Uma malinha dessas no porta-malas ou até na mão e dez minutos no banheiro do trampo e cê se garante na diversão sem ficar a noite toda se sentindo deslocada e inadequada com aquela cara de trabalho.
A dica é simples, mas pouca gente faz uso dela. No fim das contas, a gente nota que é mais fácil carregar uma sacolinha dessas do que conciliar objetivos opostos na mesma roupa. Ou seja: parecer adequada pro trabalho e para a saída da manhã até a noite.
PIRIGUETES VERSÃO OFICINA DE ESTILO
Tem símbolos-de-vestir que comunicam sensualidade sem precisar comunicar “olha pra minha perna” ou “olha aqui pra meu decote”, sabe? Esses são os mais legais de se usar pra seduzir, tipo colar por dentro da blusa/do vestido – ninguém sabe onde esse colarzinho acaba, só resta imaginar! Ou meia-calça fina com a risca ao longo da perna, na parte de trás – também sobe atééé… onde o pensamento do boy-magia levar!
Mas né, tem uns símbolos mais claros que podem sim ser usados com propriedade, e também com alguma elegância. Decotão pode vir acompanhado de pernocas cobertas, comprimentos curtos podem ser equilibrados com braços escondidos em mangas, costas de fora podem ser meio veladas com transparência (ou com o cabelón solto por cima!). E se a gente mostra muita pele, a modelagem do que se usa pode compensar: vale muito escolher curtinhos/decotados em formas amplas e soltinhas, né? O que complementa o look também pode equilibrar: tudo super justo pode ficar mais calmo (e ainda zéxy) com sapatilhas ou rasteiras e o que é soltinho pode ir às alturas com botinhas e super saltos.

Também é inteligente da nossa parte escolher decotes não óbvios: cofrinho de peito tem em toda revista masculina, mas braços e pezinhos de fora, cavas mais profundas embaixo dos braços e recortes fora de lugar… esses são pra quem estuda! Lembra da estória do ombrinho do fora assim, com a roupa “casualmente escorregadia”? Que né, pode escorregar mais e mais, mas por enquanto tá só entregando essa amostrinha de pele? Então! Tecidos e cores também entram nessa brincadeira e podem trabalhar juntos: materiais sedosos e leves, que convidam ao toque e são por si só super danadinhos, podem ser escolhidos em cores divertidas (e nem por isso menos sexy – cor forte é pra quem carrega!). Tecidos opacos e mais espessos podem seduzir mais quando em preto, vermelho, roxão, pink e afins, sabe como?
E pra gente aqui na Oficina piriguete sente frio sim! E ainda pode seduzir no caminho pra balada com um casaco longo, que cobra totalmente o look curtinho – como se ali por baixo não tivesse mais nada! – pra só se descobrir na hora de entrar. Porque né, dentro de baladinhas fechadas o frio não entra – daí é legal usar segunda pele bem transparente, meia-calça não tão opaca (que ainda deixe pele à mostra), bota longa (que a gente prefere com shortinho ou macaquinho e não tanto com microsaia, já meio óbvio) e encantar todo mundo em volta bem quentinha. Mantra de piriguete BACANA devia ser “insinuar é mais eficiente que mostrar de vez” e nunca devia ser esquecido!
CAVAS E RECORTES FORA DE LUGAR
Mas de um jeito muito muito lindo! O desfile do Alexandre Herchcovitch mostrou um jeito sexy-fresco de mostrar pele – sem ser óbvia demais, nem previsível, nem (de longe!) popozuda. As cavas se estendiam até às costas, pelos braços, sobre os ombros (na vertical!), mas sempre deixando à mostra só um pouquinho de pele. Tipo uma gotinha do que tem ali embaixo dos vestidos e das blusas – que sobram em tecido (luxuoso! trabalhadíssimo!) e fazem imaginar mointo mais do que quando tá tudo delineado, já mostrado. Um conjunto de mini-elementos de seduzir, com a idéia de “inteligência em roupa” impressa em cada construção dessa. Tudo que a gente quer ter e ser, não? (Olha a gente queeeeeer!)

E sabe o que? Tem tempo que a gente tá prestando atenção em decotes fora de lugar: teve tempos atrás nas cavas da Huis Clos e da Forum, teve nas coxinhas do desfile de inverno do Lino Villaventura. Decote é muito muito coisa de mulher brasileira, então é bom que a gente saiba usar de todo jeito possível!
OMBRO DE FORA PRA SEDUZIR
Quando a gente pensa num jeito brasileiro de usar a moda, as idéias principais que vem à (nossa) mente são conforto e sensualidade. De vários jeitos né, que nem toda mulher brasileira é igualzinha! O quesito ‘conforto’ tá suprido nessa fórmula com a quantidade de roupas de malha e de tecidos maleáveis que a gente usa por aqui, com modelagem soltinha e tals. O outro quesito, o da sensualidade, fica por conta de comprimentos curtos e de decotes – que a gente faz força pra deixar passar longe da vulgaridade. Pensando assim é muito legal variar, nas modelagens soltinhas, os decotes que com que é possível seduzir!

Se tempos atrás a gente começou a pensar na “fenda de coxa” como alternativa bacana pra micro-comprimentos, o ombro de fora pode super ser a variante menos óbvia do decotón no colo. A gente aqui na Oficina curte bem o ombrinho-aparecido que parece ter sido planejado, que foi pensado como parte importante do look, de propósito e com carinho. Beeem melhor do que a aparência de que a roupa “escorregou” ali sem querer e deixou esse pedaço tão bonito (e sempre magrinho!) de pele à mostra.
(Aliás, camiseta escorregando no ombro, que tem que ser puxada e repuxada to-da-ho-ra por quem usa, pode parecer inconveniente e até um pouquinho piriguete – tipo como se o resto todo pudesse escoorregar facinho-facinho. E né, na melhor das hipóteses dá uma super sensação de desconforto!)
Mais legal do ombro estar à vista, além da coisa do decote não-óbvio, é que não precisa mostrar muito pra seduzir. Como um decote nas costas ou como numa cava mais profunda, blusa que mostra esse pedacinho de corpo pode deixar só o começo do ombro aparecendo – tipo até a curvinha da esquina com o braço, sabe qual? Pra que a atenção se prenda à clavícula e ao pescoço. Quando mostra demais, bem mais que isso, o olhar já começa a procurar cavinha de axila, gordurinha perto do peitinho e aí, a coisa da sedução meio que se perde nessas partes mais ‘vida real’ de qualquer silhueta! Fica a dica. ;-)
QUENTINHAS ATÉ A COXA
No desfile do Lino Villaventura em janeiro, na edição de inverno do SPFW, a gente ficou passada (pro bem!) com a “fenda de coxa” que as modelos desfilaram. Era assim: no lugar de meias-calças elas usavam leggings em tamanho 7/8, que subiam até às coxas. E as barras dos vestidos ficavam bem na mesma altura que essas leggings, então no movimento do andar a gente via um pedacinho de pele, escondidinho-querendo-aparecer, que além de ser uma idéia nova é também muito sexy (de um jeito super legal, super sem ser óbvia). Desde então essas “fendas de coxa” cruzaram o nosso caminho mais vezes e a gente tá achando que é bem legal pra experimentar pro frio, viu. Vale com saia, com vestido, com bermuda e com short.Legal que não fica agarrando um tecido no outro, né, como quando a gente sobrepõe peças de algodão e meias-calças.

Eu experimentei em Lisboa com meias de lã bem quentinhas, que iam até lá em cima na coxa, e (mais…)










