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TERCEIRA PEÇA QUE ALONGA
Toda vez que a gente usa uma terceira peça no look a gente ganha um tantinho extra de formalidade/elegância e uma dose extra de interessância – já que o complemento dá chance de coordenar mais cor, estampa, textura, material. E toda vez que a gente usa uma terceira peça sem fechar, aberta assim na frente do tronco, as “abas” da própria peça formam um vão vertical super afinador de silhueta. Esse vão corta a silhueta do pescoço até abaixo da cintura (dependendo da altura da terceira peça) atraindo olhares de cima pra baixo e de baixo pra cima – e não de um lado pro outro, na horizontal… sacou? Tudo ilusão de ótica! ;-)

fotos feitas pela dani toviansky <3
O truque alongador funciona turbinado quando a gente coordena cores que reforcem a idéia: se na parte de dentro a cor é mais viva, mais clara ou mais colorida e na parte de fora a cor é mais opaca, mais escura ou mais neutra, então só o que se percebe é essa pequena “fresta” no centrão da silhueta – e nada de contorno. Essas cores podem ser coordenadas por comparação umas com as outras, tipo cinza pode ser claro se coordenado com marinho mas pode ser escuro se coordenado com bege, sabe como? E esse truque não serve só pra quem quer afinar a figura, serve também pra quem quer parecer um pouquinho mais elegante – tudo que alonga/afina e dá sensação de longilínea, transmite essa idéia (mesmo em looks informais). A gente aqui usa muito, ensina muito pras clientes, treina novas possibilidades todos os dias e olha, tem funcionado de todo jeito!
PESCOÇO ELEGANTE E EMAGRECEDOR
A gente pode até pensar que o pescoço é um pedacinho muito pequenino de silhueta pra render alguma consciência na hora de montar um look – mas olha, é o pescoço que sustenta a parte mais importante de qualquer visual: o rosto de quem usa a roupa! E quando um pescoço parece curto ou largo (por natureza, por dna ou por decotes malígnos) o que acontece na sequência é a dona desse pescoço se olhando no espelho e se achando redonda, peituda, ombruda, corcunda e “cheia” demais, volumosa aqui em cima. Pescoço não alongado faz quem é magra parecer mais cheinha e quem já é cheinha (ou tem papinho) parecer maior do que é de verdade. Mas ó, tá fácil esticar visualmente!

Decotes com forma vertical, que alongam o colo como se o pescoço começassem lá embaixo perto dos peitinhos, acabam por liberar a área do papo e do queixo. Isso dá sensação instantânea de rosto mais fino – menos “obstruído” por excesso de pescoço, haha. Então funcionam super bem os decotes em V, decotes de camisas de botão (alô golinhas levantadas, super afinadoras de pescoço!) e decotes de blusas e vestidos transpassados. Quanto mais pele à mostra entre o rosto e o peito, mais longo e fino o pescoço parece – e mais sensação de leveza a silhueta tem, e mais carinha de feliz a gente ganha!
No frio é super eficaz (pra alongar/afinar o pescoço) trocar as golas altas por lenços e pashminas amarradas com folga, mais ou menos na altura da linha das saboneteiras – que podem ser desamarradas quando o frio não estiver tããão castigante. E pra compensar golinhas de camiseta pólo ou decotes redondinhos e mais fechados, vale usar colares longos (altura boa é a da linha das axilas!) e brincos de pingentes não volumosos e mais compridinhos. Pescoço alongado, além de super elegante, é emagrecedor instantâneeo. A consciência acontece nas sutilezas mas a diferença é grandiosa, viu!
Mostrar o tornozelo engorda ou emagrece?
Comprimentos entre o joelho e o tornozelo achatam a silhueta. Por outro lado, exibir as partes magrinhas do corpo, como o bendito tornozelo, passa uma sensação de magreza.
As dicas acima parecem se contradizer, certo? A pessoa que quer parecer mais magra pode ler as duas e ficar sem entender se, afinal, ela deve esconder ou mostrar o tornozelo.
A verdade é que as dicas competem entre si na teoria da consultoria de imagem: fazer recortes na silhueta engorda, enaltecer o que é magro emagrece.
Sabe aquele legume que é cheio de vitaminas, só que é também cheio de gordura? Pois então, o tornozelo é a batata da moda.

Usar sapato de gáspea baixa – como sapatilha e mocassim e calça reta com a barra um pouco, um nada mesmo, levantada, mostrando só o ossinho do tornozelo, certamente emagrece.
Dessa forma, é como se a gente conseguisse unir as duas dicas: estamos respeitando a “regra” de mostrar as partes magras e, ao mesmo tempo, estamos ali, cravadas em cima da regra de não cortar a silhueta entre o joelho e o tornozelo (afinal, ninguém disse que tinha que ser abaixo do tornozelo!).

QUEBRANDO AS REGRAS
No entanto, a coisa mais legal que essa pequena questão do tornozelo traz é que essas manipulações de imagem são mesmo muito subjetivas e equivalentes. É por isso que a gente acha que dá para usar tudo de forma legal, desde que a pessoa estabeleça prioridades.
Dá para compensar uma blusa volumosa que não te favorece com uma combinação de tons monocromáticos. Dá para compensar um festival de cores contrastantes com acessórios que chamam atenção para o rosto.
Para parecer mais magra, a pessoa não precisa virar um recorte de todos os clichês e regrinhas de como parecer magra. Às vezes, quebrar um pouco as regras dá um efeito muito melhor. Um efeito de: “Olha, essa garota não é a gordinha caricata que usa preto, colar longo, listras verticais, sapato de gáspea baixa, tudo-ao-mesmo-tempo-agora”.
Usar elementos “inapropriados” para o seu tipo físico de maneira pensada passa uma ideia de que você tem muito controle da própria imagem, tanto que pode se permitir escapar das regras. Quase como um artista que domina tanto a tradição que pode inovar.
Já usar elementos “inapropriados” sem pensar é só feio mesmo.
BARRA ACHATADORA
Tudo que alonga dá a aparência de longilíneo e tudo que tem aparência de longilíneo transmite mensagem de elegância. É assim pá-pum! São códigos lidos pelas pessoas sem que a gente tenha a consciência de que está lendo aquilo.
Logo, tudo que achata transmite a mensagem contrária… É exatamente o que acontece com a barra da calça que está comprida demais e faz um amassado na frente, fica meio que dobrada em cima do sapato, sabe!?! Essa sobra de tecido (porque a calça está comprida demais praquele salto) encurta bastante a silhueta e deixa o visual beeeem deselegante! É por isso que algumas vezes, dependendo do modelo da calça, não dá pra fazer uma barra que dá certo tanto com salto alto quanto com flat.
Em alguns modelos mais sequinhos fica até que moderninho a barra empapuçada na canela, mas isso não quer dizer que fica elegante. Acaba funcionando com uma legging ou uma jeans justinha no fim de semana, mas não funciona pra calça alfaitaria ou pra calça reta do trabalho!
EFEITO DAS BOLSAS NA SILHUETA
Assim: cores claras e coloridas sempre chamam mais atenção (ou chamam atenção primeiro) do que cores escuras e mais neutras. Essa atenção pode fazer parecer maior ou menor (tudo ilusão de ótica!). Então, as bolsas participam lado a lado – literalmente – da “coordenação manipulativa” de cores que a gente faz pra um look, querendo chamar mais atenção pra certos pontos ou querendo disfarçar outros.

Repara nas fotos: quando a bolsa tem tom parecido com alguma coisa que a gente veste, esses dois elementos tem a ver, tão “conversando”. Daí na primeira foto, quando a Thaís (cliente-modela!) segura a bolsa nos ombros, a parte de cima dela parece um blocão destacado da parte de baixo – e quando ela segura no antebraço a bolsa faz com que o tom da blusa “se alongue” até a altura do short… e tudo parece mais longilíneo!
E na segunda sequência dá pra perceber isso daí ainda mais: especialmente se a gente usa partes de cima e de baixo contrastantes, a bolsa pode colaborar pra um falso-monocromático! Quando a Thaís põe a bolsa no ombro, a parte branca grita. Quando ela segura na mão, o azul da blusa e o marrom da bolsa “conversam” (haha!) e olha só!, o look parece beeeem menos cortado no meio!
Cálculo fashion dos bons esse, hein? A gente tem exercitado com a gente e com cada cliente de uns tempos pra cá – exercita também e conta se rolou! :)
AS GÁSPEAS E A NOSSA SILHUETA
A parte da frente dos sapatos, que cobre os dedinhos, é chamada de gáspea. Se a gáspea cobre super muito os dedinhos, cobrindo um pedaço maior do pé, ela é alta; se ela cobre mas fica rasa, meio que deixando aparecer o comecinho dos dedos, então ela é uma gáspea baixa. Tipo, sapatilhas bem abertas têm gáspea baixa; docksides e mocassins têm gáspea mais alta. A gente já falou de gáspeas aqui no blog muitas vezes, mas né, até agora não tinha explicado direitinho o que é!

Pois então, quanto mais baixa a gáspea do sapato é, mais perna aparece no look – e então a gente tem sensação de perna mais longa (e de silhueta mais alongada também!). Por outro lado, quanto mais alta a gáspea, quanto mais ela cobre o pé, menos perna fica aparente e a gente acaba tendo a sensação de perna encurtada. Isso tudo vale pra quem tá de vestido saia bermuda ou shortinho, que evidenciam o efeito que a gáspea tem na silhueta – com calça comprida a perna já tá alongada independente da gáspea.
Bom é escolher gáspeas sempre mais baixinhas ou escolher sapatos com gáspeas altas em tons próximos do tom da pele (alô nudes diferentes pra cada uma!). Ou coordenar a cor do sapato com a cor da parte de baixo do look (tudo claro ou tudo escuro!) e – melhor ainda! – coordenar looks monocromáticos. Quanto mais a gáspea mostra o comecinho dos dedos, mais feminina a gente fica – essas fendinhas tem conotação super sexy, sabia? No frio vale acompanhar a cor do sapato com a da meia-calça, pra compor um bloco só e fazer crescer visualmente a pernoca.
E aí quem curte esses modelos com gáspea alta (a gente AMA docksides!), pode prestar atenção na fórmula: “quanto mais a gáspea sobe, mais o comprimento sobre junto”, pra assim ir manipulando a quantidade de perna que a gente mostra (quanto mais perna de fora, mais alta e magrinha a gente parece!).
LENÇO SEM (TANTO) VOLUME
O jeito de amarrar lenços que a gente mais vê (e faz com as clientes!) é esse em que o lenço é dobrado na diagonal, em forma de triângulo, e fica sobre o colo de quem usa. A gente ainda passa as pontas pra trás do pescoço e depois pra frente de novo – pra então dar um nozinho logo abaixo do pescoço. Isso tudo rende um volumão perto dos ombros e do peitinho que não é tão legal pra quem tem a parte de cima da silhueta mais pesada (visualmente). Então tá aqui no vídeo uma alternativa pra quem se acha grandona em cima usar lenços também, e ser feliz com eles. <3
Segredo pra esse jeito de usar o lenço é deixar uma folguinha no pescoço, pra alongar o rosto e não ficar com aparência de “sufocada”. E mais: no vídeo tem também o advento do “anel de lenço”, um acessório criado pela Hermés mas que é bem baratinho em versões genéricas – e tããão legal! Olha só!
AQUELA TIRA EM VOLTA DO TORNOZELO
Pois é! A gente já falou tanto dela aqui no blog, mas nunca fez um post só sobre ela! Essa tirinha do sapato que prende em volta do tornozelo não ajuda muito, não! Ela acaba encurtando a nossa pernoca e tudo que fica mais curto, né, fica mais largo. Essa desproporção que ela cria é tão visível que a gente achou que merecia um video daqueles bem “educativos”. Vê só!
Mas se alguém ama a tal tirinha ou tem vários sapatos que prendem no tornozelo, nada de pânico! Tem algumas dicas que fazem com que seus efeitos sejam minimizados, viram? Que diferença, hein!?!











