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FÓRMULA DA OFICINA PRA MONTAR LOOKS
Quem acompanha a gente no Instagram tem visto os bastidores do nosso trabalho de looks nas casas das clientes. É incrível ver como é possível fazer render o que a gente já tem no guarda-roupa: em duas horas a gente consegue montar, vestir e fotografar de 20 a 30 looks – e quanto mais personalidade definida a cliente tem, mais looks a gente consegue fazer. Tipo assim: quando a gente olha pra dentro, define o que é importante (pra gente, independente de moda!) e sabe com clareza o que quer (da vida!), essas “importâncias” viram direção pros looks a ser montados. Tipo, se pra uma cliente é importante estar confortável, seduzir e ainda assim se sentir elegante, então todos os looks – mesmo os de fim de semana, mesmo os de balada, mesmo os de trabalho – precisam fazer com que ela se enxergue confortável, sexy and elegante em frente ao espelho. Sacou? A partir daí o serviço é mecânico e a gente tem um passo-a-passo, ó:

SELEÇÃO DE PEÇAS
A primeira coisa que a gente faz é separar um número variado de partes de baixo, de acordo com a intenção dos looks. Mais calças e saias retinhas pra fazer muitos looks de trabalho, mais shortinhos e jeans pra fazer muitos looks de finde/balada. Geralmente a gente seleciona 10 partes de baixo ao todo e 2 ou 3 vestidos – considerando que a gente não quer estar por mais de duas horas com a cliente (por que né gente vestir tudo tirar tudo é uma super ginástica e cansa!). A gente dispõe as partes de baixo sobre a cama, com um pequeno espaço entre elas pra acomodar opções de partes de cima sobre cada uma. As partes de cima a gente seleciona na sequência, já montando os looks.
MONTAGEM
Pra cada parte de baixo a gente seleciona 3 partes de cima diferentes e variadas. A gente pensa em variações que rendam, com as mesmas partes de baixo,
looks de frio e de calor
looks claros e looks escuros
looks mais coloridos e looks mais neutros
looks mais formais e mais informais
looks com estampas e looks lisos
looks pra usar com salto e sem salto
com bolsa grande e com bolsa pequena
e as partes de cima são responsáveis por essa variação de temas/propósitos. Nessa etapa a gente também escolhe terceiras peças pra incrementar o que for menos de calor ou mais formal. Todas as partes de cima a gente vai colocando sobre cada parte de baixo, como num peuqneo monte de looks “desmontados”, e cada parte de baixo vira um centro de possibilidades (hihihi).
SELEÇÃO DE ACESSÓRIOS
A gente deixa a porta dos sapatos e das bolsas aberta ou separa uma quantidade boa e variada pra usar nas coordenações que fizer (e deixa tudo pertinho da gente). Vale também separar lenços, colarzões, braceletes, broches e tiaras/acessórios de cabelo — esses a gente troca bastante e é com eles que toda a vibração de um look pode mudar (!!!). Brincos, anéis e pulseiras muito finas ficam tão pequenos nas fotos que a gente prefere não usar pros looks (mas a cliente fica super à vontade pra incrementar como quiser as fotos que a gente faz!).
AÇÃO + FOTOS!
Com partes de baixo selecionadas, partes de cima diferentonas escolhidas pra cada uma e acessórios à mão a gente parte pra ação e a cliente começa a provar tudo que agente separou. Começa por uma parte de baixo, prova a primeira possibilidade de parte de cima, “acessora”, se vê no espelho e a gente fotografa. Bora pra segunda possibilidade de parte de cima, bora “re-acessorar”, bora fotografar de novo. E assim a gente vai: a cada parte de baixo a gente vai provando/acessorando cada uma das três possibilidades pensadas e fotografando tudo, um look por foto. No fim a cliente tem um álbum não só de looks, mas de infinitas oportunidades de exercitar trocas e substituições pra fazer render tudo que comprou na vida!
* “Mas gente e os vestidos???” –> vestidos contam como parte de baixo pra gente nesse dia de looks! Pra cada um a gente tenta acrescentar colete, cinto, lenço, meia-calça, cardigan, jaquetinhas, bota/sandália, etc etc etc. Tem que arranjar jeitos diferentes de usar a mesma peça – e isso vale também pra macaquinho e macacão!
** A gente curte montar os looks sobre a cama, mas nada impede de geral usar arara, cadeiras, o próprio cabideiro do armário e tals. O que vale é o exercício!
*** A gente tem sempre à mão, em dias de fazer looks, tesourinhas e alicates de bijú, alfinetes, cola de tecido, coisas de ‘primeiros socorros’ de personal stylist. Vai que tem linha solta, botão caindo, essas coisas né?
**** Uma delícia é fazer isso tudo com música tocando! Nossa sugestão de playlist fica sempre aqui nesse link, ó! :)
MATEMÁTICA DE GUARDA-ROUPA
Pensa só: parte mais importante de qualquer silhueta, em todos os looks que a gente faz, é o rosto – é com ele que a gente olha no olho, procura entender o mundo (e os outros), com ele que a gente fala e pra ele que a gente olha o tempo inteiro quando se relaciona com a vida. Faz sentido, então, ter em mente que o que a gente usa perto do rosto é o que acaba sendo mais notado, mais percebido, mais gravado na mente das pessoas. Imagina que se a gente repete a mesma calça nos cinco dias de uma mesma semana e coordena essa peça com cinco partes de cima diferentes, parece que a gente usou todo dia um look novo. Mas ao contrário, se a gente usa nos cinco dias da semana uma mesmíssima parte de cima e partes de baixo 100% diferentes… ainda assim parece que a gente usou a semana toda o mesmo look. Choque, né? Por conta dessa percepção a gente faz conta nos guarda-roupas de todas as clientes e a matemática boa da versatilidade fica em cinco partes de cima pra cada parte de baixo (vale blusa, cardigan, colete, camisa, regata, tudo!).

A conta então, pra fazer render o que a gente tem e botar em prática nossos superpoderes versatilizadores de roupas (!!!), é manter guarda-roupa funcionando com mais partes de cima do que de baixo – num mundo ideal, idealíssimo, nessa proporção de 5 pra 1. E essa é uma boa direção pra quem vai aproveitar liquidações ou fazer comprinhas no fim de semana: do que a gente precisa mais (nesse momento), partes de cima ou de baixo? ;-)
TRANSPARÊNCIA COMO COMPLEMENTO
Idéia boa e fácil fácil de reproduzir em casa: vê só que essas transparências complementam os looks, às vezes até com função. Vale disfarçar um decote tomara que caia muito revelador – imagina fazer na costureira uma camiseta em tecido transparente pra usar por baixo de tudo! -, vale amenizar um decote muito profundo cobrindo o V com uma “nuvem” de tecido (nessa idéia vale mais ter uma regata transparente pra usar por baixo, ou um top curtinho mesmo, pra só cobrir o ‘cofrinho do peito’ no meião do decote, né?), e ainda rende mais.

Transparência localizada pode acrescentar mangas num look que antes deixava braços de fora, pode construir sobreposições super interessantes e coordenações de formas e caimentos diferentes. Mas mais legal de tudo nessas imagens (a gente achou!) é a idéia de usar a transparência pra estender um comprimento, nem que seja só um pouquinho: repara que algumas dessas saias continuam um pouquinho além da barra, com uma tira de tecido transparente (que na prática pode ser um tipo de anágua bem fininha pra gente poder versatilizar e usar com vááárias peças!). Detalhe inteligente, versátil, feminino e muito muito charmoso!

COMO A GENTE USA A MODA
A revista Cláudia publicou tempos atrás uma entrevista bem boa com o João Braga, nosso professor de História da Moda. Nessa matéria o professor organizou um pensamento sobre o nosso jeito de usar a moda hoje, nos nossos dias, e esse pensamento serve muito como direção praquele momento em frente ao guarda-roupa, toda manhã, quando a gente pensa no que vestir. Olha só!

O professor diz que vê “uma nova forma de criatividade que consiste não na invenção de novas proporções, e sim nas novas possibilidades de combinar o que existe – eis o ponto forte dessa nossa época.” E completa dizendo que tem três maneiras de se colocar em prática essa ‘nova criatividade’:
CROSS OVER: quando a gente mistura elementos de tempos diferentes, mas marcantes – tipo coisas “anos 80″ com outras coisas “anos 60″
CROSS CULTURE: quando a gente mistura elementos de culturas diferentes, tipo peças “peruanas” com peças “africanas” – de etnias facilmente identificáveis e diferentes
HI-LO: esse a gente conhece beeeem, é quando a gente mistura peças originais e caras com outras mais baratinhas das grandes lojonas difusoras de modinhas (ou mesmo coisas super festivas com outras básicas do dia-a-dia)
E com essa receita colada na porta do guarda-roupa a gente tem direção pra to-dos-os-di-as-da-vi-da. A graça da nossa moda não é inventar nada super novo, mas sim TER IDÉIAS NOVAS. A maior tendência dessa geração é misturar tudo com personalidade, com cara própria – exercitar combinações pra alcançar, quem sabe!, uma aparência única, autêntica e exclusiva. Mesclando AS NOSSAS PRÓPRIAS INTERPRETAÇÕES do que é étnico, do que é marcante em cada tempo da moda, do que é barato e caro e original e modinha. E é nesse exercício que a gente aprende e que ganha segurança. Já pra frente do espelho então! ;-)
ROUPA DE TODO DIA PRA FESTONAS
Tempos atrás a revista Bazaar fez matéria dizendo da “nova roupa de festa”, tipo uma nova ordem para dresscodes formais: dizia que, em vez de pensar em vestidinhos de chiffon e meia-calça, quando a gente recebe convites pra festas mais legal é pensar em como surpreender (!!!). Não é demais?!?? Parecer original pode mesmo ser mais importante que parecer correta – especialmente nesse nosso tempo de todo mundo meio igual, fazendo força pra parecer diferente. A revista deu a receita (a gente super curtiu aqui, e já pôs em prática).

tem texturas, tem materiais diferentes, tem cores elegantes, tem brilhinhos nos brincos, pulseiras, bolsinas e sapatos – tudo com cara de qualidade, de bem cuidado!
A idéia é versatilizar o que se tem no armário, e adequar com acessórios de impacto. Tipo coordenar o look com peças de todo dia, mas arrumar um “acabamento” luxo, com jóias (e bijus bem finas), sapatos finos e de qualidade, bolsinhas sofisticadas com brilhos e afins. E mais interessante que estar impecável, corretinha, é combinar texturas, misturar materiais, ousar em cores e modelagens, construir visuais interessantes, com informação pensada, sabe como? Há algum tempo a gente arrumou uma clienta pra festona de aniversário do pai dela assim (fes-to-na!): calça alfaiataria de linho cinza-claro, regata de algodão finíssimo branco (bem transparentinha!), lenço (usado como golona) de seda verde-água com brilhinhos prateados, sandália metalizada, power-brincos com pedras translúcidas, power-bracelete e micro bolsinha. Todas as peças podem ser usadas até pra buscar as crianças na escola, mas coordenadas desse jeito ficaram super mega elegantes. E o look ficou bem original: a clienta tava LINDA, jovial, moderna e nada nada previsível. ;-)

a revista sugere também que a gente acrescente ao look uma peça em seda ou tecido lustroso, e a partir dessa peça coordene o resto todo. também dá suepr certo, néam?!??
Vale misturar calças retas, em alfaiataria e tecidos finos tipo lã, seda, linho e até algodões arrumadinhos, com regatas lisas, tricôs finos, camisetas e mais. Vale saia e bermuda também (por que não?). Os acessórios dão o tom mais formal e deixam o look mais adequado, sem cara de dia-a-dia: broches, colares, brincos, sandálias, braceletes, anéis e bolsas super colaboram com brilhos e superfícies elegantes. A matéria da Bazaar terminava dizendo que “com os acessórios certos, praticamente não existe look que possa frequentar festas chiques” e completava a lei firmando a idéia (ótima) de versatilidade: “com os toques certos, o mesmo look pode ir de um café da manhã, ao almoço com amigas e depois pra uma balada – não importa o que você veste, mas sim COMO veste”. Por que né, especialmente em final de ano, versatilidade é o “santo graal” da moda. ;-)
Mais idéias pra comemorar bem linda:
Preparando o look pra festonas (e pra todo dia)
Idéias pra festonas de fim de ano
Looks bacanas com camisetas brancas
Dicionário de dresscodes da Oficina de Estilo
Idéias de looks-bafo pra quem tá grávida!
GUARDA-ROUPA INTELIGENTE EM 5 LIÇÕES
A gente constrói nosso guarda-roupa a partir de duas atividades/necessidades que se repetem de tempos em tempos: compras e limpezas. Essas cinco “liçõezinhas” aqui servem pra todo mundo (to-do-mun-do) e dão direção boa tanto pra comprar, quanto pra ter em mente na hora de descartar o excesso do armário, o que não serve mais. Pode ser mais uma dessas listinhas de imprimir e andar na bolsa, ou de pregar na porta do armário. Não é solução a curto prazo (quase nada em estilo pessoal autêntico é!), mas serve pra vida toda!

CUSTO x BENEFÍCIO
É o princípio desse post aqui, sobre investimentos certeiros em guarda-roupa: tem que ter bem em mente como é o nosso estilo de vida, pra então investir no nosso estilo de vestir. Vale gastar mais com o que se usa mais, e gastar bem menos no que vai ser usado pouquinhas vezes. E o que a gente mais usa pode ser descartado com menos peso na consciência, e o que é menos usado dura um tempão sem desgaste nem enjôo no armário. Néam?
QUANTIDADE x QUALIDADE
É mais inteligente ter uma quantidade razoável de peças boas – feitas em material de qualidade, com acabamento durável – do que ter montes de peças que com o tempo vão desbotar, descosturar, soltar botões, criar bolinhas no tecido, etc etc etc. Poucas e boas meishmo. Que roupa em ótemo estado de manutenção é meio caminho andado pra se ter imagem elegante, mesmo com look informal. Faz toooda diferença!
ATUALIZAÇÃO CONSTANTE (variedade x clássicos)
Mesmo que a gente tenha um guarda-roupa coerente com o nosso estilo de vida, recheado de coisas que tem a nossa cara, é bom acrescentar pelo menos uma peça-bafo a cada estação pra dar aquela atualizada no look pra não ter cara de sempre-igual, sabe? Mesmo que essa peça dure só por uma temporada mesmo: vale jaquetinhas, vale uma sandália incrível, a bolsa do momento, uns lenços coloridos, um macacão… sabe como? Uma peça que, coordenada com tudo que a gente já usa, faça a diferença pra gente não ficar pra trás. E são essas as peças perfeitas pra se comprar em liquidas!
CONJUNTOS x VERSATILIDADE
Se a gente tem muitos conjuntos no armário, é fácil ficar sempre presa às mesmas combinações e assim parecer sempre ter a mesma cara. Ao mesmo tempo, conjuntos que a gente “desconjunta” e usa com outras peças rendem mil combinações novas – e a gente é a favor até de guardar tudo separado (em vez de juntar a calça e o paletó no mesmo cabeide, por exemplo), pra exercitar a coordenação ‘desconjuntada’! Regra boa de versatilidade é essa: cada peça do guarda-roupa deve ser cordenável com pelo menos outras duas, lembra?
ACESSÓRIOS
Tamos todas convencidas que acessórios são fundamentais e que, no fim, são o item mais barato e ao mesmo mais “modificador de looks” que a gente pode acrescentar ao guarda-roupa, néam? Armário inteligente tem que ter acessórios que façam a diferença, que sejam cereja do bolo dos nossos looks e que digam, com todas as letras e contas e pedras e cores, quem a gente é! =)
Pra complementar:
Abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa
Pra comprar menos e melhor
((Esse post foi publicado originalmente em julho de 2008 – o tempo se diverte quando e a gente voa, né?!??))
FAZER MALA JÁ FAZ PARTE DA VIAGEM
É nisso que a gente acredita! Que separar as peças que vai levar, dobrar, organizar dentro da mala, juntar os acessórios, colocar sapatos em saquinhos e tudo mais já faz parte da viagem. A gente já começa a pensar no clima do destino, o que vai fazer durante o dia, quais serão as baladinhas, se vai caminhar muito… Por isso pra gente fazer mala acaba sendo uma curtição, sabia!?!

E porque agora é uma época de fazer malas e sonhar com a viagem que dee acontecer em poucos dias (ou semanas) a gente resolveu reeditar e incrementar um post de 2009 que não só dá direções de quantidades de peças pra uma viagem de mais ou menos 15 dias, quanto dá dicas de como montar essa mala. Milagre da vida, não!?!
Vamos lá! Essa lista de peças é uma base pra gente poder adaptar e fazer uma mala mais personalizada, nem que seja pra ajudar pelo menos na quatidade de peças que se leva. Aqui é uma mala pra uma viagem de aproximadamente 15 dias pra um destino mais quente:
1 calça clara, 1 escura, 1 jeans
1 jaquetinha leve para ocasiões formais
1 jaquetinha corta vento
1 cardigan
2 blusas de tecido plano pro dia a dia
1 blusa mais sofisticada que funcione tanto pro dia a dia quanto pra baladinhas
2 bermudas (ou shorts)
1 saia que funcione tanto pro dia a dia quanto pra baladinhas
1 vestido bem confortável de dia a dia
1 vestido mais arrumadinho
2 blusas bem soltinhas e cofortáveis
2 camisetas de algodão de manga curta
2 camisetas de algodão de manga 3/4
2 regatas de algodão
2 sapatilhas confortáveis pra bater
1 rasteirinha
1 sandália com saltinho
1 tênis delicado
1 chinelo
1 bolsa grande
1 bolsa médias de alça longa
1 bolsa pequena de baladinha
lenços bem levinhos
(mais meia, lingerie, roupa de dormir, biquini – se for o caso – necessaire, etc)

Listinha mais “mão-na-roda”, hein!?! E ainda tem um monte de coisas que a gente pode prestar atenção na hora de fazer uma boa mala, olha só:
* a regra número um é nunca colocar peças demais na mala. A gente procura levar apenas peças-chave que sejam super coordenáveis. A dica preciosa é escolher peças em três ou quatro cores apenas, que combinem entre si (independente da duração e destino). Quem é mais clássica pode optar por três cores neutras e uma cor-colorida, por exemplo cinza + bege + marinho + lilás. E quem é mais informal ou mais criativa pode escolher duas cores neutras e duas cores-coloridas, por exemplo cinza + marinho + lilás + vermelho.
* fazer um “check-list” de tudo que vai precisar diminue a chance de exagerar. E a chance de esquecer alguma coisa super importante é beeeeeem menor!!!
* sapatos pesam e por isso devem ser levados em menor quantidade. Tem que fazer uma seleção bem rigorosa e levar sapatos que possam ser usados em diferentes ocasiões.
* ao contrário dos sapatos, acessórios como cintos, lenços, colares, chapéus, pulseiras, brincos não ocupam muito espaço e podem mudar completamente um look. Dá pra levar bastante.
* na hora de arrumar a mala o melhor é colocar os objetos mais pesados embaixo, junto com lingerie e meias. As camisas, calças e jaquetas podem ser colocadas por último. Blazeres e casacos podem ser dobrados pelo avesso pra que amassem menos. E tem que esvaziar todos os bolsos antes de colocar qualquer peça na mala, OK!?!
* diquinha boa pra caber mais coisa na mala é colocar dentro dos sapatos meias, cintos e itens pequenos (relógio e afins), e depois colocar os sapatos em saquinhos de flanela ou tecido.
* as camisetas podem ser colocadas em rolinhos que assim amassam menos. Pra evitar que as calças amassem o truque é colocar a calça esticada, com as pernas pra fora da mala e pôr algumas camadas de camisetas, saias e shorts por cima e depois dobrar as pernas da calça sobre esse volume. Deu pra entender?
* o ideal é viajar com os sapatos mais pesados e levar um par de meias quentes pros pezinhos não congelarem em lugares com ar condicionado. Quem for viajar de avião tem que levar xampus, cremes, sabonetes e quaisquer outros produtos líquidos em saquinhos plásticos (tipo “ziploc”). Existem frasquinhos em formatos especiais para viagem, que são fofos e super práticos. E é sempre bom levar saquinhos plásticos extras, pra guardar roupas de ginásticas usadas, roupas de banho molhadas, etc..
* como mamãe já dizia em qualquer viagem é sempre bom levar um vestido mais arrumadinho – a gente nunca sabe as oportunidades que podem surgir, né!?! E mesmo que a gente vá pro Alasca tem que levar biquininho. E mesmo que a gente vá pro Sahara tem que levar um casaco mais quentinho – nem que seja pra usar só no avião!
* e por último… pra quem vai viajar de avião não é demais recomendar que se leve uma bolsa de mão (pode ser a bolsa grande da lista de peças) com uma camiseta fininha, um cardigan ou pashmina, meias e um conjunto de lingerie pra, no caso de algum imprevisto ou extravio envolvendo a bagagem, a gente não correr o risco de ficar maltrapilha.
CARDIGÃ CAMALEÃO
O cardigã é uma das peças mais incríveis do mundo inteiro: é quentinho na medida certa para dias de temperatura intermediária, nos salva do ar condicionado insano da firma ou do cinema e ainda é fininho, fácil de colocar na bolsa quando não está sendo usado. Só até aí a peça já havia justificado sua existência com louvor, mas nós achamos que dava para cobrar mais um pouquinho dela, por isso, começamos a usar cardigã de todo jeito:
a) amarradinho na alça da bolsa quando ela está cheia demais para comportá-lo (ou só para fazer um charme!);

b) enrolado no pescoço, simulando um lenço;

c) como faixa, amarrado na cintura de um jeito mais adulto e gracioso que o típico “casaco amarrado na cintura”.

Nas imagens, a Fê explica como fazer esses outros usos do cardigã sem deixar o look com cara de desleixado, de “peguei esse pano velho e amarrei de qualquer jeito”.
Para usar como faixa, a dica é dobrar o casaquinho até que ele fique fino, mais ou menos da largura da sua mão. Já na hora de amarrar na bolsa, nós dobramos como faixa primeiro, depois passamos o cardigã por uma das alças da bolsa e vamos enrolando até que sobre pouco pano. Com a sobra, fazemos uma amarração que pode terminar em um laço, para ficar fofo.
Amarrar o cardigã como lenço no pescoço é a ideia menos simples de fazer, mas ainda assim é fácil. Nós fizemos um vídeo (em 2008!!!) explicando, lembra?
Usar o casaquinho como faixa na cintura é legal para quem tem ombrão e a parte de cima da silhueta mais pesada, já que o enfeite chama atenção para baixo. Nesse caso, quanto mais contraste de cores melhor pois o contraste atrai o olhar, como no caso das fotos em que a Fê aparece com essa combinação mangueirense, adiantando o carnaval.
Por outro lado, cardigã no pescoço é uma boa ideia para quem tem a parte de baixo da silhueta mais pesada, com quadril e bundinha maiores. De novo, quanto mais contraste de cores, mais eficiente fica o truque.
Claro que dobrando o tecido, dando voltas, nós e laços com ele a peça vai ficar amassada, mas nosso amado cardigã costuma ser feito de tricô molinho, desses que desamassam só da gente passar dois minutos vestindo. Diz se cardigã não é amor com botões, minha gente!
(todas as fotos são de juliana cunha)
LENÇOS: OS ACESSÓRIOS MAIS VERSÁTEIS
A Julia Petit usou um colete feito de lenço num look que rende inspiração tanto pra trabalhar, como também pra “glamourizar” o visual do fim de semana ou “formalizar” um pouquito o que a gente vai usar na balada. Lenção de seda dobradinho sem muito volume, com as pontas presas na parte de baixo (saia/bermuda/short/calça), usado assim por dentro da terceira peça – fórmula que pode ser variada de mil outros jeitos, com outros lenços e outras coordenações de peças. A gente amou e achou um bom lembrete: lenços rendem MUITA versatilidade no armário, não meninas? E versatilidade boa é versatilidade que a gente põe em prática –> bora fazer um fim de semana temático com lenços e exercitar tantos jeitos diferentes de usar quanto possível? :)

Ó mais umas ‘originalidades’ feitas com lenços que a gente também curte:
colete de lenço com amarrações (em vídeo)
turbante de lenço
lenço que muda a cara da bolsa
coletão de lenço ou pashmina (em vídeo também!)
lenço como colarzão
DO QUE A GENTE PRECISA?
Todo mundo já viveu isso: passar em frente a uma vitrine (ou clicar num endereço de venda online) e pensar “eu PRECISO disso!”. Duvido que alguém aqui nunca se justificou usando essa necessidade doida que às vezes a moda faz a gente sentir (é ou não é?). Mas né, com guarda-roupas abastecidos durante toda uma vida, duas-três-quatro portas de armário cheios de pecinhas ótimas (às vezes até mais!)… a gente ‘precisa’ mesmo de alguma coisa?
Pois a gente aqui na Oficina tem re-avaliado nossa relação com consumo. E tem tentado exercitar um novo olhar (de consumo) com as clientes de consultoria.
Ninguém PRECISA de nada, essa é a verdade. Em moda, ‘necessidade’ pode ser inteligentemente substituída por ‘fazer a diferença’. Simples assim: a gente não precisa de nada, mas a gente pode ter coisas que façam a diferença no armário, no vestir de todo dia, na vida prática.
E essa troca de valores não é desculpa pra justificar as mesmas compras que a gente faria por “necessidade” não. Precisar, precisar mesmo, a gente precisa é de consciência, de inteligência pra cuidar do dinheiro que ganha, de esperteza pra escolher onde se vai gastar e com o quê. A troco de quê. Então o que faz a diferença? Como identificar o que é chilique-chamado-convenientemente-de-necessidade e o que faz-a-diferença?
Peça de roupa (ou acessório) que faz a diferença é o que faz a gente dar um salto – de quem a gente é para quem a gente quer ser, sabe como? Peça que dá liga, que serve como cola entre outras tantas peças que podem estar paradas no armário, que faz render um monte de coordenações (lembra da regra das – pelo menos – três coordenações pra cada peça?) – essa faz diferença. Faz toda diferença o que não tem substituo no guarda-roupa, o que acrescenta informação extra, original e nova de verdade dentro do conjunto de peças que já se tem. Isso faz a diferença.
É um tempo de consciência, de viver bem a vida, de dar importância ao que é importante de verdade – e não ao que parece ser urgente. Moda é legal mas não é tão importante, gente. Não tanto quanto ter dinheiro na conta pra estar tranquila, quanto planejar/garantir conforto no futuro, quanto ter contas em dia. Roupa a gente tem – até sobrando. Comprar por comprar é bem demodé. E quando o dinheiro compra o que faz a diferença (e não o que é falsa necessidade) a gente é mais esperta.











