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QUEBRANDO PARADIGMAS
No dicionário a palavra ‘paradigma’ quer dizer “padrão que serve como modelo a ser imitado ou seguido”, e a gente sabe que qualquer moda depende desses paradigmas pra pegar. Tipo alguém usa, outra também, vira um “modelo a ser imitado” atrás de uma imagem tão bacana quanto a que se vê e assim a coisa evolui… até a gente enjoar e arrumar um outro modelo.
Fórmula boa então pra enjoar menos e se divertir mais seria a de ‘quebrar paradigmas’. Estabelecer outros padrões (a partir do que a gente mesma usa), experimentar a possibilidade de ser modelo a ser seguida e não só seguidora. Porque né gente, qual a multa que a gente paga se fizer diferente? Que lei a gente infringe se resolver que o que é “estabelecido” pode não ser o mais legal? Hein? HEIN? :)

E aà se a gente resolvesse usar look todo claro no frio, mesmo que todo mundo ache que frio tem mais a ver com preto e com tons escuros?

E daà geral começa a incrementar os looks de todo dia – de usar de dia! – com uns brilhos aqui e ali, só porque É PERMITIDO?!??

E se naquela festona em que todo mundo vai estar de vestido longo a gente vai de pernocas de fora?

Mais: e se a gente coordena acessórios pesadões com os looks mais leves que a gente tem, só pra contrariar qualquer teoria de peso visual?

E se a maquiagem da gente traz um pouquinho de cor pra todo dia – nem que seja no piscar dos olhos com pálebras animadas e lábios que rendem sorrisos tanto quanto sorriem?!?? :)
PASSANTE SIMPLES E EFICAZ
A gente não teve a idéia, mas é tão legal – e tem possibilidade de ser tão útil! – que vale reproduzir. Num evento semanas atrás a gente viu uma moça com uma calça larguinha, de cintura alta, usar alfinetes como passantes de cintinho. Assim mesmo, descaradamente improvisado, sem esconder o alfinete… e cheia de graça. A reprodução pra foto do blog foi feita com alfinetões mais espessos, desses que a gente usa quase como broche (pra prender cardigan e tals), mas dá certo também com alfinetes de segurança comuns do armarinho.

A moça inventora da idéia fez toda a volta da cintura com alfinetes, com uma distância de mais ou menos 10 cm entre cada um. Deve ficar bacana também só do lados, acompanhando a costura lateral de vestidinhos e camisetas mais soltinhas que a gente queira acinturar. O único porém é a largura/espessura do cinto: não vale pra cinto pesado ou largão, pra garantir que o alfinete não vai abrir sozinho com a pressão e espetar cinturinhas durante o dia.
PASSEANDO DE TERNINHO
Pensando bem o terninho – que pras mulheres é o conjunto de calça e paletó feitos no mesmo tecido e mesma cor – é uam das coisas mais práticas que existem no universo das roupas! É quase como um vestido, uma coordenação já pronta, que precisa de muito pouco pra conseguir sair de casa. Uma blusinha por baixo, sapatos, bolsa, quem sabe um colar e vai! Não tem nem que quebrar a cabeça com “o que usar se esfriar/chover/esquentar”.
Acontece que o terninho, coitado, tem a sina de ser chato, de ser roupa de escritório, de ser careta, de estar associado à uma imagem tradicional e masculina. E se a gente pega o terninho e deixa ele mais moderninho, mais feminino, mais sexy? Daà que a gente poderia usar o conjutinho mais prático do mundo não só pra trabalhar, mas pra passear também. Será?

A gente conseguiu pensar em três jeitos bem diferentes de tirar a seriedade do terninho, olha só:
* em festas e baladinhas dá pra usar o terninho tipo smoking, com tecido lustroso bem como YSL gostava. Como é o terno-festivo dos homens, o smoking tem uma mensagem super sofisticada e se a gente coordena com um top com transparência ou rendado (esse é o verão dos vazados, lembra?) pode até fica sexy!
* e se a gente troca a calça por saia e tenta modernizar o tailleur? A gente pode pensar em formas suuuuper femininas, tipo saias mais volumosas e rodadas, em golas arredondadas, em botões maiores, em modelagens sessentinha pros paletós. A atualização pode ficar por conta das cores fortes da estação. Imagina pink, laranja, amarelo, verdão, azul-céu…
* padronagem é um elemento bem comum em ternos masculinos e que rende boas brincadeiras, tipo desconjuntar o conjunto! Pode ser paletozinho xadrez com calça listrada, pode misturar dois “prÃncipe-de-gales” em escalas diferente, ou “riscas-de-giz” em cores diferentes. E já que as coordenações são divertidas, as modelagens também podem ser atuais, com calças mais afuniladas ou com pregas ou mais curtas, paletós mais longos, com lapela também mais longa e manga dobrada.
É lógico que quem usa terno todo-santo-dia pra trabalhar não vai querer nem pensar em usar terno pra curtir o fim de semana, mas quem tem um ambiente profissional mais informal pode querer experimentar quebrar regras com a dupla mais clássica do guarda-roupa.
O SUFICIENTE É MAIS EFICIENTE! :)
A gente vê isso acontecer todos os dias no trabalho como personal stylists: quem tem muita coisa e não consegue usar tudo é menos feliz (em moda) do que quem tem pouca coisa mas usa tudo, tudinho. Pensa só: numa mala de viagem a gente seleciona o suficiente pra sobreviver linda durante um perÃodo da vida. E geralmente a gente seleciona as coisas mais legais que tem (o que a gente mais AMA né), num conjunto de peças coordenável entre si, que faça a gente feliz em várias situações diferentes. Se a gente pensasse no armário todo desse jeito – conciso, todo lindo e versátil – a quantidade do que a gente precisa seria menor, teria mais qualidade e seria mais usável… e de mais maneiras diferentes. Fica a dica, tipo, pra vida.

COMO INCREMENTAR AS CALÇAS CHINO
Essas calças de sarja bem maleável em tons de bege/caramelo/neutros claros, tradicionalmente soltinhas e retas, são as chamadas calças chino (se diz “xÃno” mesmo). Elas tem essa cara de Richards e de Banana Republic porque há tempos fazem parte do guarda-roupa de todo-dia dos meninos – mas menina pode super usar também! Tem jeitinho feminino e até sofisticado de coordenar a peça, pra tirar a cara quase exclusiva de fim de semana que ela tem. Vê só.

A fórmula é equilibrar mensagens (como sempre, haha!): se a calça tem essa coisa masculina e esportiva/informal, então a gente coordena com opostos. Vale tudo de mais “mulherzinha” e tudo de mais elegante. Pensa em saltos delicados e dedinhos de fora, em blusas femininas em seda, tule, algodão delicado, rendinhas, brilhos, estampas florais e decotes danadinhos. Vale também casaquinhos peludos e fofuchos no inverno, com barrinhas dobradas e meia-calça aparecendo (pelo menos num pedacinho!).
Se no inverno e no tempo fechado as calças em preto e cinza servem de base pra quase todos os looks que todo mundo coordena, no verão e no tempo aberto/claro a calça chino pode assumir esse lugar! E ser coordenada com outros neutros claros ou deixar espaço pros coloridões que que essa moça do meio provou ser incrÃvel na foto aqui em cima!
ROUPA BOA PODE SER REPETIDA!
Né, tamos vivendo num tempo em que pouco importa que tendência a moda entrega pra gente – conta muito mais o que a gente identifica como a “nossa cara”, o que tem a ver com a gente mesma. Menos relação com moda e mais com estilo, sabe como? Não tem sentido, então, ter uma armário abarrotado de coisas “sazonais”- vale mais investir em peças super de qualidade, que durem muitas e muitas temporadas com a gente. Os clássicos de cada uma, coisas que a gente ama e usa muitas vezes, todas com o mesmo carinho.

Quando a gente vai à casa das clientes pra fazer looks com as peças que elas tem, a gente separa um monte de partes de baixo e vai coordenando pelo menos três partes de cima com cada uma delas – cada parte de baixo rende, então, três looks. A gente pensa em ocasiões, formalidades e temperaturas diferentes pra cada um desses looks, pra versatilizar ao máximo: tipo, pra uma calça a gente escolhe uma parte de cima pra usar no trabalho, uma outra que renda um look de balada, uma terceira que valha um almoço no fim de semana, pensando em frio e em calor… sacou? Vale também pensar em coordenações mais claras e mais escuras (com as mesmas peças!), no acréscimo de estampas e texturas como diferenciadores de look, vale incluir/trocar acessórios pra mexer na formalidade de visual e mais.

A variedade na parte de cima é essencial pra fazer com que peças repetidas tenham ‘caras diferentes’, já que o que todo mundo vê mais num look é o que a gente usa perto do rosto (alô conversa olho-no-olho!). Pensa então em camiseta camisa tricô colar e em jaqueta casaquinho lenço e tals – que terceira peça faz toooda uma diferença: um mesmo conjunto de peças pode render outra imagem com um complemento diferente sobre tudo! Aqui tem uma lista des sugestões pra todo mundo repetir roupa sem medo de ser feliz – e ser feliz usando tudo que se tem, muitas vezes e de jeitos difrentes!
Nossas “modelas” nas fotos são a Paula e a Chris do Look do Dia, e mostram como usar uma mesma calça preta e um colete fofinho de jeitos super diferentes! :)
CONJUNTO BOM DE CORES NO ARMÃRIO
A gente tem por hábito trabalhar grupos coesos de cores nos armários das clientes (e nos nossos também, né). Tipo, primeiro a gente identifica um grupão de cores que faz com que a cliente fique mais bonita (alô análise de cores) e depois pensa em que cores ficam mais legais junto com essas primeiras. E assim, escolhendo ao longo da vida peças nessas cores, a gente vai construindo um armário coerente, em que tudo combina com tudo. Ó que sonho!

E aà que, quase-sem-querer, a gente arrumou um exercÃcio bom pra uma cliente – que pode servir pra (mais…)
NÃO Dà PRA FALTAR NA AULA DE MATEMÃTICA
Mas a conta é bem simples: um guarda-roupa que funciona tem que ter mais partes de cima que partes de baixo! Regrinha valiosa essa, viu!?! A proporção é de 5 blusas pra cada calça/bermuda/saia que a gente tiver.
Como a blusa é o que fica mais perto do rosto, e por isso chama mais atenção, acaba sendo a peça que as pessoas mais gravam quando a gente usa. Daà que se a gente repete uma mesma calça com cinco partes de cima diferentes parece que a gente usou cinco roupas diferentes e se a gente usa uma mesma parte de cima com cinco calcas diferentes parece que a gente usou sempre a mesma roupa! Que choque, hein!?!

Mais uma vez a gente vai bater na tecla da VA-RI-E-DA-DE! Não adianta ter um monte de roupa igual, gente! Vale mais a pena ter um pouquinho de cada. De verdade! E nessa de proporção e variedade, vestidos devem ser a (mais…)
TEORIA DO SAPATO VERMELHO
Sabe quando a gente tá se sentindo super básica e vê numa vitrine um sapatinho vermelho desses incrÃveis? Sabe quando a gente pensa em ser mais ousada e aà compra na-ho-ra o sapatinho? Daà sabe quando a gente chega em casa e coordena um look todo pretinho, pra não ter erro, e arremata com o sapato vermelho (vale substituir o look todo preto por um com jeans e camiseta branca!)??? NÃO NÉ GENTE! Assim não! Assim o que aparece é só o sapato vermelho – e a ousadia, a criatividade, a vontade de ser original que motivou a compra e a coordenação ficam pra trás. Porque né, desde quando é super original coordenar cor com preto – ou com coisa basiquinha demais?

Beeem mais legal é usar nossos sapatinhos coloridos (e bolsas e lenços e paletós e o que mais tiver cor!) com algum outro elemento no look que também chame atenção. Tipo look bacanérrico com texturas diferentes, daà entra o sapato vermelho. Ou acessórios impactantes que super se destaquem – super legais se usados no mesmÃssimo look do sapato vermelho. Tipo coordenação de estampas diferentes, e junto o sapato vermelho. E sapato vermelho, aqui, vale pra qualquer item do armário que a gente “reserve” pra usar com um ‘look nada’, com medo de ficar demais – alô teste dos 10 pontos!!! Não é legal usar tudo básico e uma coisinha de nada colorida, gente. É legal coordenar pontos de cores no look, alguns e nunca um só. E um desses pontos pode sempre estar perto do rosto, pra garantir que a atenção seja chamada pro que realmente conta: a gente mesma. O “sapato colorido” tem que ser um ‘algo a mais’ e não o mais importante do look – mas importante é o conjunto, é a inteligência de coordenar!
REGRA DEFINITIVA DA “VERSATILIZAÇÃO”
Pensa sempre que toda peça de roupa que a gente tem no armário ou que quer comprar tem que render pelo menos três looks diferentes. Isso quer dizer que cada peça precisa ser coordenável com outras três peças que a gente tem. E não vale camiseta pink com jaqueta preta, short preto, saia preta: pra valer a pena ter/comprar as nossas peças (to-das) precisam funcionar com outras três peças bem diferentes. Vale até pra vestido, viu? Faz o teste e volta aqui pra dizer se não é uma regra incrÃvel! O guarda-roupa fica enxuto e coeso – e a gente economiza um tanto em compras dispensáveis!












