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TOMARA QUE (NÃO!) CAIA

Tudo funciona melhor pra quem tem confiança. Especialmente à noite – quando o sexy tenta imperar, mas quem sobressai mesmo é “quem segura”. A gente acha que tomara-que-caia é peça-chave nessa história: inspira mais confiança do que sensualidade, é mais pra quem carrega do que pra quem quer causar. A falta de alças não só deixa mais pele à mostra, mas também libera movimentos. Tipo quem é “livre” de verdade, quem tá super à vontade é quem mais aproveita o ‘colo pelado’. E não só colo, né? Liberdade liberdade… mas tomara que caia revela, de uma vez só, colo ombros costas pescoço nuca e braços. Tem que segurar ou não tem?

Pensando com ‘mente de personal stylist’ a gente prefere vestidos tomara que caia do que tops e blusinhas assim. O formato vestido alonga e o formato blusa – curtinha, quadradinha, reta demais – acaba encurtando o tronco e, por consequência, alargando a parte mais magrinha de quase toda silhueta. Essa questão deixa de existir se o top tomara que caia é coordenado com parte de baixo no mesmo tom ou num tom semelhante, criando nosso amigo-antigo visual monocromático. E a falta de alças acaba funcionando melhor pra quem tem peitinho e tudo-em-cima: pra não cair quando veste peitões o tomara que caia precisa ser bem apertadinho, e por isso pode achatar o formato do peito e destruir o look. Aí não, né. Em todo caso a gente pode sempre contar com esses modelos que vêm com corsets embaixo, que sustentam e moldam tudo internamente mesmo – tipo lingerie embutida.

E se já tem tanta pele de fora, calças e meias-calças podem ser bons acompanhantes. Pra chegar e pra sair, casaquinhos e blazers e cardigans e jaquetinhas ainda não cobrem o colo – de modo que quem usa continua sexy. E se o propósito é ser seeeeeexy, uma rendinha de sutiã pode até emoldurar o tomara que caia, com parcimônia porque né, de sexy pra vulgar é um pulo. Tem que ver referências de Alexandre Herchcovitch e de Dolce & Gabbana pra se inspirar no tom (difícil de achar essas refs, alguém ajuda?). E nada nada nada de puxar pra cima o modelón a noite toda – se tá caindo não tá bom. Tinha que chamar, na verdade, tomara que nããão caia!

Tags: , , , , , 10.01.2012 - 10:26 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria, oficina + balada 37 Comentários

Quanto custa uma roupa barata?

Nas lojas de departamento gringas tipo Forever 21 e H&M, a cena de uma bacia com peças de qualidade duvidosa sendo vendidas a um preço inacreditavel já matou muita brasileira do coração.

Roupa no Brasil ainda é um artigo caro, embora estejamos aderindo a essa forma de consumo rápido. Impressão nossa ou há dez anos ninguém chamaria a C&A de “fast fashion” apenas por ser mais em conta?

Podia até ser que a roupa já fosse meio descartável, de qualidade a desejar, mas a nossa intenção, o nosso fetiche era de que aquilo durasse. Hoje, estamos abrindo mão da durabilidade. Difícil admitir, mas é até desejável que uma peça acabe logo, que se decomponha na mesma velocidade das nossas vontades.

A gente sabe que nem sempre foi assim, mas é bom lembrar que essa noção de roupa barata (em todos os sentidos!) é muito nova.

EM 1902, UM VESTIDO SIMPLES CUSTAVA R$ 985

No livro “Service and Style”, Jan Whitaker conta a história das lojas de departamento e de como esse comércio alterou nossa maneira de consumir. Segundo ele, em 1902 um vestido prêt-à-porter custava no mínimo $25 (o equivalente a $621.50 hoje!) na Marshall Field’s, loja que deu origem à Macy’s.

Para a maioria das mulheres, valia mais a pena comprar um terninho que custava a partir de $7.95 ($190) ou, melhor ainda, uma “shirtwaist”, modelo de camisa feminina antiga que custava 39 centavos de dólar ($9.34) e era o mais perto que uma pessoa podia chegar do conceito de fast fashion. Exceto pelo fato de que as “shirtwaist” não se desgastavam na segunda lavagem nem eram substituídas a cada meia temporada.

Com lojas tão caras, todo mundo corria para a costureira, aprendia a se virar com linha e agulha, entendia de tecido. Hoje, as pessoas vão buscar suas roupas na China, mas não batem na porta da costureira do bairro.

OS ESTADOS UNIDOS PRODUZEM APENAS 3% DAS ROUPAS QUE VESTEM

Atualmente, apenas 3% das roupas vendidas nos Estados Unidos são produzidas naquele país. Vamos refletir se isso é exemplo da próxima vez em que nos flagrarmos babando pela forma como eles consomem de baciada?

O resultado disso não é economia nem se vestir melhor. Basta olhar fotos de como as pessoas comuns se vestiam 1900 e andar na rua reparando como anda a situação para saber que todo esse acesso ao consumo não se traduz em elegância.

Quanto à questão da economia, pega uma cadeira porque a coisa é feia: em 1930, a maioria das mulheres americanas se virava com cerca de nove roupas. Hoje, cada uma delas compra em média 60 novas peças por ano!

Os americanos, que gastaram $7.82 bilhões em roupas em 1950, chegaram ao montante de $375 no ano passado.

O QUE VESTIR?

A moda brasileira tem mil problemas e os preços raramente são amigáveis. Mesmo assim, é super o caso de pensar se esse modelo americano de consumo que estamos copiando é mesmo legal.

Chegamos a um estágio meio limite depois do recente episódio da Zara. De um lado, é apavorante continuar comprando em uma loja que escravizou um grupo de pessoas por pelo menos três anos dentro do nosso país. Do outro, há uma forte desconfiança de que a Zara não seja exceção e que boicotá-la não resolva muita coisa.

Dentro do modelo de produção e consumo que tenta conciliar o interesse dos clientes de pagar uma pechincha e o interesse das lojas de lucrar loucamente, valores como qualidade, estilo, honestidade, originalidade e, opa, até direitos humanos, têm ficado de fora da sacola de compras.

Tags: , , , 01.09.2011 - 10:03 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 81 Comentários

DIANE VON FURSTENBERG E TODO SEU PODER

Todo mundo já ouviu falar da Diane Von Furstenberg, mas pode ser que nem todo mundo conheça a história dela – e como ela fez história na moda! Diane vem de uma família rica, de origem judia, que sobreviveu ao holocausto e tudo. Ela virou “Von Furstenberg” quando casou com o príncipe (!!!) Egon von Furstenberg. Mas não foi pela nobreza que ele ficou famosa, e sim por revolucionar a vida das mulheres através da moda. E marcou seus passos no “mundo fashion” com uma das peças que toda mulher tem ou vai querer ter um dia no guarda-roupa: o vestido envelope ou “wrap-dress”. Sabe aquele vestido que parece que “enrola” mesmo a gente, transpassando os dois lados e depois amarrando com uma fita na cintura?

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Pois a proposta do vestido de DVF era refletir e ajudar a rotina da mulher. Prático e atemporal, o “wrap” (haha) pode tranquilamente ir do trabalho para balada, talvez mudando uma coisinha ou outra, tipo nos looks de frio e de calor. Tudo isso sem perder o charme, a feminilidade e a personalidade – características da própria Diane. (mais…)

Tags: , , 01.10.2009 - 10:36 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 8 Comentários

BARRINHA XADREZ COMO TRUQUE DE STYLING

Na semana passada teve desfile de novíssimos talentos aqui em SP, num projeto da Camila Yahn (top jornalista incrível de moda) com patrocínio de Absolut. A gente já tinha falado do projeto quando teve festa de lançamento e a gente fez post (quem lembra?), com a própria Camila explicando como tudo ia ser. Ela selecionou – pela internê! – três estilistas com trabalhos que tem tudo pra render, orientou todo o processo de fazer uma mini-coleção e organizou um desfile pra apresentar tudo pro mercado. O que eles desfilaram não vai ser produzido pra vender, serviu como portfolio pra que esses talentos sejam aproveitados/patrocinados de algum jeito.

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Os três desfiles tão comentados – com vídeos e tudo – no blog Última Moda. O que mais teve “cara de Oficina de Estilo” foi o de Renato Paiutto: ele mostrou uma coleção de vestidos cheios de paétes, em tecidos lustrosos, com barras de camisa xadrez. Ãhn? Assim ó: a coleção foi pensada com inspiração numa menina que dorme na casa do namorado e que no dia seguinte pega uma das camisas dele emprestada – mas que a veste com amarrações e sobreposições super femininas, pra ficar com cara de menina mesmo. (mais…)

Tags: , , , , , 25.08.2009 - 17:30 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 11 Comentários

OBSESSÃO PRÉ-VERÃO POR…

… vestidos longos pro dia!!! Porque alongam a silhueta e ficam bem mesmo nas baixinhas. Porque deixam o fim de semana mais elegante. Porque escondem as pernocas que não estão em forma. Porque é super feminino e confortável ao mesmo tempo – permitem a gente se movimentar melhor do que os mini-vestidos. Porque têm cara de primavera (e a gente não vê a hora dela chegar). Porque é a roupa perfeita pra passar o dia e ainda emendar em uma baladinha chique. Porque combina com chinelos, rasteirinhas, sapatilhas, assandalhados ou anabelas de corda ou cortiça.Porque funciona na praia, na cidade, na fazenda…

longo

A gente ama os tipo caftans, com manguinhas mais longas, que são suuuuper sofisticados!!! Quem mais?

Tags: , , , , 18.08.2009 - 17:32 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 32 Comentários

código maleável de vestir… e de calçar!

A essa altura todo mundo já viu todos os looks desfilados por celebridades-fashion no baile de gala do Metropolitan Museum of Art, ontem em NY. Todo ano a Vogue América apóia uma exposição importante de moda no Costume Institute (pedaço-fashion do museu) e patrocina essa super festa pra “inaugurar” as visitas à expo. Esse ano o tema da mostra é “Modelo como musa” e aí, a Vogue faz curadoria de looks de estilistas que têm modelos como musas inspiradoras, ou looks que foram usados por modelos e “entraram pra história”, coisas assim. Funciona tipo como o Oscar da moda, apesar de não ser uma premiação. Nessa ocasião os estilistas mais bacanas aproveitam pra vestir mil celebridades com suas criações porque o tapete vermelho do baile do MET rende muito falatório pra eles, de graça – olha a gente aqui de longe, po exemplo, fazendo o assunto render.

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as tradicionais, comportadas no dresscode…

Vendo as fotos hoje a gente percebeu como o dresscode de festas, hoje em dia, é “elástico”. Antes a regra era clara e ninguém podia se rebelar. Agora, com bom senso e informação de moda, todo mundo manipula elementos dos dresscodes formal e informal como quer – e consegue montar looks equilibrados e moderninhos, sem deixar de estar adequada. A gente prestou atenção especial aos sapatos que o povo usou. Antes, sapato de festona assim, de gala, tnha obrigatoriamente que ter salto fino, tiras fininhas, tinha que ser feito em tecido, tinha que ter o solado bem baixinho na parte da frente e não podia cobrir muito os pés. Hoje pode tudo – olha nas fotos!, desde botinhas, saltos super grossos, tiras espessas até plataformas e tachas.

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…e as rebeldes, que “burlaram” a lei e continuaram bem elegantes!

O segredo pra gente também se rebelar contra o dresscode rígido das festas elegantes é a coordenação do sapato com o resto todo. Se o sapato tem esses elementos considerados mais informais, então vestido, jóias, cabelo e make podem estar mais “dentro das regras”. Vejam nas fotos, amigas, que as moças que mais piraram nos sapatos carregam jóias que têm cara de finas/refinadas, fizeram cabelos de festa (mesmo que esquisitos em alguns casos), usaram vestidos feitos com tecidos sofisticados e mais. E uma coisa compensa a outra!

E, de brinde, tem comentários dos makes e cabelos do povo no bailinho-fashion no Dia de Beauté. Com fotos gigantescas pra ver tudo de pertinho. ;-)

Tags: , , , , , , , , 05.05.2009 - 16:58 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 13 Comentários

mointos vestidos-bafo e katylene beezmarcky

O style.com, portal da Vogue América, fez uma seleção de doze vestidos “controversos” que a gente viu em tapetes vermelhos passados. A gente resolveu repassar essa lista com as nossas opiniões, E A KATYLENE PARTICIPOU JUNTO COM A GENTE! E a drag mais amada dessa Oficina, diretamente de M’Boi Mirim, não poupou palavrinhas doces em relação à essas celebridades. Vamos passear juntas, então, por todos os comentários?!?? ((Tem slideshow com todas essas fotos aqui!))

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Tilda Swinton, em 2008, de Lanvin
A Vogue lembrou que chamaram o look de “morte num saco de lixo”, mas eles na revista acharam “de deusa”. A Cris acha que essa é uma imagem difícil (significando que não é bonita), mas respeita porque foi Alber Elbaz quem fez e porque é Tilda Swinton quem veste – ainda por cima ela ganhou um Oscar com esse vestido! Katylene disse que sempre que ela toma uma bala e fica louca sozinha em casa, se enrola nua cortina de veludo e fica igualzinha à Tilda – Katy reparou mais no “porta-vibrador” que Cameron Diaz tá carregando no fundo da foto (palavras dela!).

Madonna, em 1998, de Jean Paul Gaultier e Olivier Theyskens
Disseram que era “um choque”, a Vogue acha super válido ela ter usado, no tapete vermelho do Oscar (super tradicional), estilistas jovens – diz que na época Olivier Theyskens era só uma promessa. A gente acha que o look não tem glamour nenhum, e que justo nessa época (lembra de Ray of Light? como ela era linda nesse disco, não?) Madonna podia mointo mais. Katylene olhou pra foto e disse: “debutante piriguetchy góthyca com um babyliss pós-chuva”. Rá!

Jennifer Lopez, em 2001, de Chanel
Vixe: disseram que “ela perdeu a blusa e que teve que improvisar com uma rede de mosquitos presa precariamente”. A Vogue lembrou que no dia seguinte, em vez de Oscar a maior busca na internet foi por “Jennifer Lopez”. Na época a gente levou um susto (peitinhos de fora, né?), mas olhando agora o corpo dela tá incrível (quadrilzão? que quadrilzão?!??) e a transparência, pra uma diva num tapete vermelho, é bem legal até – só não tentem em casa, mocinhas. Katy disse que usaria esse modelito pra ir até a padaria. Tá bom?!??

Gwyneth Paltrow, em 2002, de Alexander McQueen
Até a Vogue chochou, tipo enrolou dizendo que “achou corajoso” ela não ir de princesa cor-de-rosa – mas mesmo assim a trança não rolou pra eles. A gente acha que alguma coerência é bom, gente. Que nada nesse look parece com Gwyneth, nem de longe – e pra ousar não há necessidade de se fantasiar de outra coisa, né, Brasil? A gente acha que ela podia ousar, mas que devia continuar DIVA. E Katylene pediu um balde de cetim roxo depois de ver essa foto – e disse que Gwyneth tomou um ácido e não voltou mais. Katy ainda pediu pra gente acrescentar um P.S.: “adorei o cabelo de camponesa estuprada”.

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Nicole Kidman, em 2000, de Christian Dior
O povo disse que ela foi fantasiada de Oscar (rá!) e a Vogue curtiu, mas sem entusiasmo. A gente achou mixo (é com x mesmo?) e essa luvinha, Brasil, é uó. Katylene abre suas aspas: “Nicole, conta pra gente a verdade, isso é do Samuel Cirnansck?” ;-)

Björk, em 2001, de cisne que botava ovo e tudo
Disseram na época que era uma fantasia de galinha, a Vogue fez a Poliana e disse que ela lançou um novo estilista, mesmo que desse jeito. A própria Björk disse que acha o “senso de vestir” de Hollywood muito alienado e que fez careta pra isso. A gente acha inesquecível e se diverte até hoje. A Katylene ressente que Björk tenha copiado esse modelo dela – que usava o cisne em 1997 nos seus shows em Xerém.

Cate Blanchett, em 2008, de Dries Van Noten
Todo mundo reclamou do colar e do comprimento (supostamente muito curto) do look da musa da Cristina. A Vogue disse que ela estava “radiante”. A gente acha que ela é a grávida mais chique de todos os tempos e que tá linda mesmo. Katylene gritou que Cate é “temdêmssya” e que já naquele tempo tava fazendo o look ‘Caminho das Índias’.

Gisele, em 2005, de Christian Dior
O povo achou que a modela podia estar grávida, a Vogue achou que ela seria previsível se fosse toda cheia de curvas na sua primeira vez no Oscar. A gente AMA esse look desde sempre: nessa ocasião Gisele não era a supermodela, a principal atração (como sempre é), mas tava acompanhando Leonardo Di Caprio, indicado pra ganhar prêmio naquela noite (e ganhou?). O astro era ele. Ela escolheu ser linda e também adequada, e foi de coadjuvante – quem tinha que brilhar era ele, e não ela! Nossa drag-amiga acha diferente: diz que um o.b. embaixo da torneira incha e fica igualzinho ao look de Gisele. E completou dizendo que o look lembra a mulher de algodão do banheiro da escola (lembra?).

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Kirsten Dunst, em 2006, de Rochas
O povo chochou, a Vogue amou – e a gente também! Repara que é o mesmo cabelo de Gwyneth, e essa á diferença entre ser coerente ou não: na Kirsten faz sentido! A gente acha ela uma princesa com esse look, maravilhosa em tudo – não precisa ser extravagante pra conseguir um bom momento no tapete vermelho. Agora, com a Katylene a estória é outra (“me vê uma champagne, por favor?”): nossa drag-amiga achou que o vestido parece cortina de banheiro!

Cameron Diaz, em 2002, de Emanuel Ungaro
O Mr. Blackwell, que fazia as listas de mais mal-vestidas do mundo, disse na época que o look era um “fiasco floral”. A Vogue acha que ela tava moderna e que o look era super apropriado pra idade dela. Aqui a gente abre um parêntese pra dizer que esse é o meu look de tapete vermelho favorito em todos os tempos – todo mundo sabe! Tava mesmo bem mudérna, tava jovem, foi super ousado e ainda hoje faria bonito em qualquer outra ocasião tipo essa, não faria? Katylene “não transou esse cabelo” e acha que o penteado é resultado de Cameron se atracar com alguma piriguetchy no tapete vermelho. Ah, não, Katylene!

Marion Cotillard, em 2008, de Jean Paul Gaultier
Os blogs de moda (americanos) disseram que o vestido sereia da Edith Piaf ficou tipo “um peixe fora d’água” no tapete vermelo do Oscar. A Vogue acha legal ela ter escolhido um estilista francês pra bombar o país dela, e que ainda por cima ela foi vestida como quem tem certeza de que vai ganhar (e ela ganhou mesmo o Oscar de melhor atriz naquela noite!). A gente achou que Marillon promoveu um super momento-fashion – supostamente, vestido de passarela vai pro armário do povo e não pro tapete vermelho; no caso desse vestido-sereia-com-escamas-e-tudo, o look ficou inalcançável como só os looks de Oscar podem/devem ser! E mais: Katylene achou que Marion ficou “linda de truta”. Rááá!

Maggie Gyllenhaal, agora em 2009, de Lanvin
Teve gente que disse que ela devia “ser presa por essa atrocidade em estampa de bicho”. A Vogue amou porque tinha colocado esse vestido no style.com logo depois do desfile da Lanvin. A gente acha que esse é outro look super “apropriado pra idade” de quem usa: a festa é tradicional, ela tá adequada e tals, mas não tá quadrada ou velha, nem de longe! Mais: também tá super coerente com quem ela é, não tá? – e essa é a estampa de onça mais chique do mundo! Katylene termina o post com chave de ouro dizendo que acha esse o melhor look de todos – e que acha que a estampa é, na verdade, resultado de pintura a dedo feita por crianças especiais, tipo ‘moça bonita’!

Tags: , , , , , 06.02.2009 - 00:10 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 24 Comentários

spfw inverno 2009: os vestidons de samuel cirnansck

Se a gente “limpar” toda a dramaticidade do desfile e os exageros de styling, o que a gente vai ver na coleção de Samuel Cirnansck são vestidos de festa bem bem bem luxuosos. Imagina que se quase todas as marcas apresentaram brilhos, fendas, decotes, volumes e rendas, Samuel usou e abusou de tudo isso e ainda acrescentou pele. Tá!?!

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O mais importante em um desfile como esse é toda a capacidade de um estilista em criar o que suas clientes (reais ou potenciais) querem ver: vestidons. E quando eu falo vestidon não quero dizer vestido longo quero dizer vestidoooooooooon, mesmo. Tinha modelos curtos, longos, com cauda, mais curtos, tomara-que-caia, um-ombro-só, transparente, com volume, com renda, com canutilho… Mas todos imponentes!!!

Não tem como uma noiva, madrinha, mãe de noiva, formanda ou até uma simples convidada – que sonha com um momento red-carpet, é claro – não se inspirar com todos os efeitos princesa dos looks apresentados. Se um gosta e outro não, se uma acha de bom gosto e a outra horroroso tanto faz – o que importa é que ele sabe fazer o que ele se propoem a fazer. E muito bem, né!?!

Tags: , , , , , 22.01.2009 - 20:12 | Postado por Cristina Categorias: na vida real 6 Comentários

golden globes: cinturinhas marcadas e mointa forma

Então teve tapete vermelho pré-Oscar nesse fim de semana, né, amigas? A gente percebeu que os vestidos com um ombro só ainda estão com tudo e que tons beges, tipo areia (bem “nude”, lembra?), também continuam fazendo bonito em aparições assim, dignas de registrar em foto. E dessa vez o que mais chamou nossa atenção foram as formas, mas não da maneira como a gente vem falando aqui no Oficina (há algum tempo!): na festa dos Globos de Ouro as formas eram o look em si, e não um detalhe, ou uma manga, ou uma barra. Os vestidos eram inteiros A FORMA, veja só!

superformas

Nesse caso, os acessórios acompanham como super mega power coadjuvantes, sem aparecer mointo pra não desviar atenção (nem um pouquinho!) do ponto focal da roupa. Vejam só que as construções são feitas no próprio tecido do vestido, e não estão “acopladas” a ela – mas fazem parte de tudo. A gente achou o máximo – e esse assunto, pelo menos por aqui, provavelmente ainda vai render mais conversa.

A gente também curtiu a onda de cinturinhas marcadas com detalhes fofoletes, tipo cintinhos (quase quase esportivos, mas forradinhos no tecido luxuoso do vestido pra formalizar!), broches e brilhos (super pronto pra fazer em casa, com os que a gente já tem!) e faixinhas contrastantes. A gente, se ouvisse dizer que alguém ia usar um cintinho preto com fivelona de brilhos sobre o vestidón, ia achar uó – e vejam bem como a teoria engana a gente, como tem que provar tudo tudo tudo nessa vida: a filha de Demi Moore tá demais nessa primeira foto com o cinto-de-fivela-brilhosa, não tá?!??

cintchurinhas

Mas nossa top favorita, tipo “não teve pra mais ninguém”, foi Cameron Diaz – não por acaso, clienta de nossa musa Rachel Zoe. Cameron aproveitou o vestido pink-formatura-da-escola pra realçar o super bronze e a neo-magreza (conselhos de titia Zoe?). Outro que, na teoria, podia não funcionar. Mas a forma moldada no tecido estruturado, com volumes certeiros (tem mointo volume, mas em pontos “estratégicos!), faz com que ela continue magrinha magrinha. O sapato super contribuiu pro clima jovial do look, o cabelón (a gent esempre curte os cabelos de Cameron) também, o make tava atrevidinho… tava lhinda.

maravijosa

Agora vamos todas guardar esses modelitos – e esses ensinamentos de red carpet – pra próxima leva de formaturas e casamentos de 2009. Costureiras a postos! ;-)

Tags: , , , , , , , , 13.01.2009 - 10:12 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 12 Comentários