JEITOS LEGAIS DE USAR CAMISA JEANS

Tempos atrás, numa onda antiga de camisas jeans, o look tinha uma coisa meio country, né? Pois isso passou e – tudo a ver com o nosso tempo de praticidade, inteligência e versatilização do que se tem! – pode ser muito muito atual exercitar a idéia dessas camisas como parte de looks femininos, menos informais ou como terceira peça leve.

Camisa jeans compõe look feminino quando coordenada com peças em tecidos finos/leves, com modelagens de mulherzinhas (alô sainhas de todo tipo!), com meias-calças fofuchas, com transparência, com sandálias delicadas, com babados e rendas e vestidinhos diáfanos – sem esquecer de acessórios em cores-de-menina tipo rosas liláses vermelhos laranjas e todas essas cores de decorar quartos românticos. Porque né, jeans é tecido que foi criado pros trabalhadores, pra ser tecido rústico que aguenta o tranco do dia-a-dia pesado… então contrapor essa idéia com leveza e feminilidade pode render um visual com informação bem inteligente de moda!

A mesma camisa pode também deixar de lado a informalidade do jeans se faz parte de um look cheio de peças mais arrumadinhas, tipo calça alfaiataria, paletózinho, tecidos refinados e lustrosos (oi, seda!), meias finas e sapatos com saltão, bem look-de-rica, sabe? Imagina a camisa jeans como extremo informal e constrói o resto do look crescendo em formalidade, com uma peça mais elegante que a outra – visual assim nunca fica demais nem “demenos” (haha) porque uma idéia compensa a outra – e o jeans vai ficando mais versátil na forma da camisa, veja só.

E aí, camisa jeans também pode servir de terceira peça leve, complementando looks de dias calorentos. As mais justinhas e curtas vão ficar sensacionais usadas abertas sobre sainhas e shorts, sobre combinações de calça branca + blusas coloridas (quanta possibilidade!) ou sobre bermudas sequinhas. Os modelos mais amplos e longuinhos são par perfeito pra usar assim abertinhas, caindo ao longo do corpo, sobre vestidos e macaquinhos – uma graça quando os comprimentos se complementam e se aproximam.

Esse post foi escrito originalmente em agosto de 2010 — pra atualizar a gente não só deu um tapa no texto mas também montou um painel no Pinterest pra juntar inspiração e idéias extra. Clica pra ver lá que ficou demais! :)

22.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 37 Comentários

SINAL DOS TEMPOS

A T Magazine, revista de moda e comportamento do New York Times, fez um artigo sobre como roupas simples e comerciais costumavam ser a antítese da alta moda, mas agora são o ponto de referência para os estilistas. A crítica de moda Cathy Horyn diz que há uma tendência das grifes que antes traziam drama, teatro e inovação em trazer roupas mais usáveis, menos criativas, porém mais pé no chão.

Para ela, isso se dá por conta de uma adaptação aos valores atuais: as pessoas estão ligando menos para inovação e criatividade e mais para tradição e adequação. A falta de grana (alô crise financeira na Europa) também faz com que mesmo o público de elite prefira investir seu dinheiro em roupas que vão render mais uso do que em peças originais para usar de vez em nunca.

O artigo explica ainda como a moda passou de um período de sofisticação técnica e tradição no início do século 20 para um perído de semiótica e desfiles cheios de significados ocultos na década de 1980. Para ela, a tendência agora é a simplificação geral.

A Juliana Cunha traduziu pra gente os trechos mais interessantes:

(…) A ascensão da alta costura no início do século 20 se relaciona com os avanços da comunicação e com a possibilidade de viajar mais, assim como com o interesse incomum do público neste mundo tão rarefeito. Há relatos famosos sobre policiais e taxistas parisienses que eram capazes de reconhecer a procedência de uma roupa de alta costura. Fala-se, por exemplo, de um policial que, na década de 1930, se recusou a prender uma agitadora feminista alegando que ela vestia um Molyneux. Na década de 1960, todos sabiam a última moda, senão por Mary Quant, através dos Beatles.

Mas, em algum momento no final dos anos 1980, a moda descobriu a semiótica. Roupas de repente adquiriram significado (pense nos esforços para ‘decodificar’ os desfiles de Helmut Lang e Martin Margiela). Você realmente precisa ser um especialista no assunto para entender  por que a jaqueta é vestida do avesso ou por que um vestido que te faz parecer uma mendiga é legal. Susan Sontag descreveu uma mudança similar no mundo das artes, em meados dos anos 1960, observando que ‘a arte mais interessante e criativa de nosso tempo não é aberta para amadores; exige um esforço especial; fala uma linguagem especializada’. Hoje, com a aproximação entra a alta moda e a comunicação de massa — com canais do YouTube mantidos por marcas, filmes, grandes espetáculos — há uma pressão para simplificar as coisas. Talvez o surgimento de marcas novas, com desfiles por vezes repletos de um design estranho e banal, também tenha feito com que os designers de elite repensassem as coisas, priorizando uma roupa mais simples.

(…) Vimos nossos horizontes se encurtarem. A desigualdade de renda é o principal motivo; as pessoas simplesmente não podem se dar ao luxo de arriscar novas experiências. Também é verdade que coisas com as quais nunca tivemos que nos preocupar como smartphones e novos tipos de entretenimento tomaram nossas mãos, inspirando-nos em muitos aspectos, mas também estreitando nossa visão com todo o tipo de grades de proteção, de modo que o que antes era nobre hoje é somente uma via rápida e universal para a fabulosidade”.

19.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda Nenhum Comentário

SALTO ALTO É BOM PRA QUADRIL!

Pensa só: colarzão, lenço, gola colorida e maquiagem bacana são alongadores de silhueta super eficazes por chamar atenção pro rosto, pra cima, e assim fazer com que as pessoas olhem a gente nesse movimento pro alto… certo? Então o contrário pode ter o efeito equivalente – se o que mais chama atenção na gente está pra baixo, puxando o olhar dos outros num sentido “achatador”, a percepção que se tem da gente é uma percepção baixinha, pesada pra baixo. Dá pra entender?

Por isso a gente começou a pensar que quem sente que tem quadril grande, quem tem o peso visual na parte inferior da silhueta, pode ser mais feliz se usar mais salto alto, mesmo no dia-a-dia. Claro, sempre tem esses truques que a gente pode usar pra harmonizar o tipo físico e fazer com que (a partir do que a gente veste) o quadril pareça ter tamanho/formato equilibrado em relação ao resto da gente mesma: coordenação monocromática de cores, partes de cima mais soltinhas, partes de baixo em caimento reto, cores mais escuras e opacas cobrindo o quadril e tals. Não custa, então, arrematar essa ‘manipulação’ toda com centímetros extras – na prática e na vida real – pra não se deixar roubar “centímetros visuais” por quadril ou peso visual nenhum!

Se o peso visual puxa pra baixo, negócio é levantar de antemão pra garantir que nada ponha a gente pra baixo – nem visualmente nem de verdade! Para o alto e avante, né!

15.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 14 Comentários

CALÇA-COM-VESTIDO

Duas mulheres em uma pequena reunião de trabalho. Eu interrompo com objetivo de dar um recado rápido para uma delas. Assim que abro a porta, uma delas pergunta:

“Escuta, isso é um vestido ou uma blusa?”

“Isto é um vestido.”

“E por que você está usando vestido com calça?”

Eu hesito um pouco: “Porque eu… quis”

Ela mantém uma expressão incógnita: “Eu nunca consigo fazer este tipo de combinação, já tentei várias vezes, mas acho que fica tão estranho. Já percebi que você faz muito isso. Interessante. Como você consegue?”

Me sinto um pouco desconfortável com a pergunta. Parece que sou uma estranha no ninho. A outra diz: “Eu também já percebi que você se veste diferente. Eu gosto de algumas combinações que você faz.”

Tenho um ataque de risos e digo bem humorada: “Só de algumas? Não de todas?”

Ela fica sem graça e tenta explicar: “Sim, quero dizer, de algumas somente porque tem coisas que eu acho que ficam bem só em você, mas não ficariam bem em mim, eu acho. Nunca experimentei, mas acho que não combina comigo e…”

O assunto esquenta. E a reunião era sobre o quê mesmo? As duas conversam animadamente sobre calça com vestido: qual calça? Qual vestido? Por que parece impossível de ser feito? De que forma se faz isso? Quando, onde, como e por quê?  Calça com vestido virou um assunto e tanto.

Finalmente uma delas me inclui de novo na conversa, investigando cuidadosamente: “Mas é curioso porque às vezes acho que fica bom e às vezes acho que não fica tão bom.”

E sem pensar muito, respondo:

“Olha, muitas vezes faço combinações e quando chego no meio do dia, me olho no espelho e penso: “hum, isso ficou péssimo, não funcionou” e toco o barco! Porque eu prefiro a experiência, sempre. Acho que vale mais a pena a gente experimentar as coisas do que ficar pensando muito sobre elas. Só depois que usei uma roupa é que sou capaz de dizer se gosto dela ou não, se deu certo ou não. E se deu errado, consigo pensar no que farei de diferente da próxima vez. E aí fica interessante. A experiência passa a ser mais importante do que o resultado final.”

E no dia seguinte, uma delas veste uma versão própria de calça com vestido.

Acho divertido! E já não me sinto mais uma estranha no ninho.  :)

((carol eva, autora desse texto, é nossa colega de profissão e tem uma percepção muito linda e especial da nossa relação com o corpo, com a roupa e com a moda. uma sorte e um super privilégio ter colaboração dela aqui na Oficina!))

12.09.2014 - 09:00 | Postado por carol eva Categorias: na vida real Nenhum Comentário

CONSULTORIA DE ESTILO EM GRUPO

Nosso workshop DESCUBRA E APERFEIÇOE SEU ESTILO PESSOAL tá com inscrições abertas pra última turma de 2014. Essa nossa consultoria de estilo em grupo — nosso xodó! — ganhou todo um novo programa, revisado, aprofundado e cheio de idéias frescas – prontas pra ser compartilhadas e postas em prática. Com direito a acompanhamento individual em sessão de skype pré-marcada, nessa nova proposta a gente quer conversar ainda mais sobre autoconhecimento, sobre consumir moda com consciência, sobre expectativas internas e externas e, principalmente, sobre como colocar todo esse aprendizado na prática atééééé virar hábito! Mudança de relacionamento com o guarda-roupa que gera mudança de vida MESMO! <3

Essa segunda versão nasceu depois de uma primeira que funcionou TANTO… que virou o nosso primeiro livro! O Vista Quem Você É nasceu da apostila preparada pra entregar ferramentas de autoconhecimento compatibilizadas com teorias de consultoria — pra que cada participante possa ser sua própria personal stylist e usufrua de consultoria feita pra si mesma, em sala de aula, com a nossa supervisão. No nosso novo workshop temos também uma nova apostila (quem sabe um segundo livro!), com conteúdo direcionado e aperfeiçoado, exercícios práticos e ainda mais oportunidades de reflexão, pra gente conduzir participantes por um caminho de autoconhecimento que leva a um plano de ação muito objetivo e certeiro.

O resultado de 6 etapas presenciais vem em forma de escolhas mais objetivas, menos tempo para se vestir, mais segurança ao fazer compras, guarda-roupa mais coerente e coordenável, aparência original e autêntica e, claro, mais sorrisos em frente ao espelho. Geral sai pronta pra exercitar conscientemente o próprio estilo pessoal, todo dia, na prática. Mas o fim do curso não é o fim do processo: é o começo do treino – e construção de estilo pessoal é projeto pra vida toda!

PRA QUEM É?:
pra quem sempre quis contratar uma consultoria de estilo e até hoje não o fez (custa 1/3 de uma consultoria e tem a mesma eficácia!); pra quem quer se conhecer melhor – em determinado momento de vida; pra quem quer comprar certeiro, passar menos tempo em frente ao armário ‘sem nada pra vestir”, versatilizar o que se tem ao máximo.

Clica aqui pra conhecer o programa completo e fazer inscrição!

09.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: mais oficina 1 Comentário

MARCAR CINTURA REJUVENESCE

Na época da vida em que nossos hormônios tão fervendo (!!!) nossos corpos tem mais curvas e tudo que é característica feminina fica super evidente. E é processo natural do amadurecimento que essa produção de hormônios vá diminuindo — o que pode fazer com que nossos corpos naturalmente percam curvas e sejam “re-moldados” com formas mais retinhas.

Então, marcar cintura pode ser receita pra acrescentar sensação de jovialidade a qualquer look, em qualquer idade. De quebra, a gente reforça feminice: só quem tem cintura recuada (com medida menor que medidas de ombro e de quadril) somos nós, meninas: a qualquer tempo da vida, evidenciar essa medida menor distancia visualmente as nossas silhuetas das formas masculinas. Sacou?

E marcar cintura não necessariamente implica ‘usar cintos’ ou ‘escolher partes de cima super ajustadas’. Ó uma lista eficaz de “evidenciadores de cintura”:

_usar blusas mais curtinhas
_coordenar partes de baixo e de cima em cores contrastantes pra criar uma “quebra” de silhueta bem no meio do corpo
_prender atrás as faixinhas dos casacos tipo capa ou trench-coat
_prender a frentinha da blusa no cós
_usar terceira peça aberta, criando um vão vertical afinador no centro do torso
_escolher lingerie que deixe o peitinho bem confortável no lugar dele
_escolher peças que, mesmo soltinha, já são construídas com modelagem acinturadora
_fechar só os botõezinhos do meio dos cardigans 

 

08.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 4 Comentários
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